FESTIVAL DE MÚSICA SÉNIOR EM AVINTES

por jcerca em 13 de Abril de 2023

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Universidade Sénior de Avintes – Tuna

Com a organização da ACMA – Associação Cultural e Musical de Avintes e a colaboração directa da RUTIS – Rede de Universidades Seniores e da USA – Universidade Sénior de Avintes, realizou-se, na tarde do dia 12 de abril, a 5ª edição do Festival Musical Sénior, que teve lugar no auditório dos Plebeus Avintenses, prestigiado grupo de teatro de Avintes fundado em 1918.

Pela primeira vez a Academia Sénior de Arouca participou neste festival com o seu grupo coral e instrumental, onde apresentou algumas canções do Cancioneiro de Arouca, bem como o seu hino, tendo a sua atuação recolhido os mais vibrantes aplausos por parte da plateia sénior completamente cheia.

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Academia Sénior de Arouca

Depois das boas vindas dadas pelo grupo anfitrião e pela Rutis, o festival começou com a atuação da Tuna Sénior da Universidade de Avintes, seguindo-se a Academia Mais Vida, da Maia, a mais jovem instituição sénior presente, com apenas dois anos de existência.

Depois da atuação do grupo arouquense, que surpreendeu o público pela harmonia vocal dos trechos interpretados e oriundos do nosso cancioneiro, seguiram-se as tunas das Universidades Seniores de Barcelos, de Ermesinde e de Paços de Ferreira. O festival terminou com a atuação da Orquestra de cordas da Universidade anfitriã, que encerrou o encontro musical com uma rapsódia popular que entusiasmou toda a vasta assembleia.

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Academia “Mais Vida” da Maia

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Universidade Sénior de Barcelos

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Universidade Sénior de Ermesinde

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Universidade Sénior de Paços de Ferreira

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Universidade Sénior de Avintes – Orquestra de cordas

Terminado o Festival de Música Sénior, todos os grupos se dirigiram para a sede da Associação Cultural e Musical de Avintes (ACMA) onde teve lugar um abundante lanche oferecido pela organização. Durante o momento de convívio foram entregues a todos os grupos participantes lembranças, tendo a Asarc retribuído o gesto com a oferta de doçaria Conventual e de uma pintura feita por uma das alunas da disciplina de Artes.

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Momento de Convívio na ACMA

A todos os participantes seniores neste evento a organização entregou uma broa de Avintes que se fabrica naquela localidade desde o séc. XVIII e que, desde então, tornou bem conhecida e famosa esta freguesia do Concelho de Vila Nova de Gaia.

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Troca de lembranças da Asarc

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº586 de 28 de  abril de 2023

José Cerca

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CONCERTO DE PÁSCOA EM SEXTA FEIRA SANTA.

por jcerca em 8 de Abril de 2023

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Com a igreja do mosteiro de Arouca completamente cheia, realizou-se nesse magnífico espaço conventual, na noite de sexta feira santa, o “Concerto de Páscoa” pela Banda Musical de Arouca, sob a direção do maestro Ivo Silva.

Executado pelos 72 elementos desta centenária Banda arouquense e ensaiado ao longo de dois intensos meses, este Concerto foi composto pela execução de 3 peças.

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A primeira peça “Via Crucis”, do compositor aveirense Carlos Marques, escrita em 2013, evocou musicalmente as 14 Estações da Via Sacra, ou seja do caminho percorrido por Jesus, carregando a Cruz, desde o Pretório até ao Calvário, onde foi crucificado.

Refira-se que a Via Sacra é uma das devoções mais acarinhadas pelos católicos, sobretudo durante a Quaresma e durante a qual os fiéis percorrem, mental e fisicamente, as chamadas catorze estações percorridas por Jesus Cristo durante sua caminhada até ao Calvário.

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Esta Via Sacra musical, magistralmente interpretada pela banda Musical, além da projeção de imagens adequadas a cada uma das estações, foi também acompanhada, pela explicação, em voz off, dos diversos andamentos desta “Via Crucis” o que ajudou o público a compreender melhor a expressão musical, com os seus diversos andamentos e os respetivos ritmos e efeitos musicais que pretendiam evocar momentos e ruídos ao longo das diversas estações.

Esta primeira peça terminou com um momento triunfal e apoteótico, tão bem transmitido pela execução musical, para exprimir o triunfo da Ressurreição de Cristo.

Seguiu-se uma Sinfonia em 3 andamentos intitulada “Meu Jesus! Ai, que Angústia” composta por Johann Sebastian Bach e durante a qual a tristeza e compaixão foram bem assinaladas pela respetiva execução musical.

O Concerto terminou com mais uma Sinfonia, esta do compositor espanhol Ferrer Ferran, intitulada “La Passió de Crist”. Inspirada nos evangelhos, esta composição evocou musicalmente os principais momentos da vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

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Com uma magnífica interpretação da Banda Musical de Arouca, este “Concerto de Páscoa”, executado na noite de Sexta-Feira Santa e transmitido em direto na página do Face Book do Município, foi o culminar artístico, musical e religioso do 2º dia do tríduo pascal, celebrado em todo o mundo católico como o mais importante e expressivo momento que antecede a Ressurreição de Cristo.

José Cerca

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RECRIAÇÃO BÍBLICA DA PAIXÃO DE CRISTO

por jcerca em 2 de Abril de 2023

Organizada pelo grupo de jovens da comunidade paroquial de Arouca, teve lugar, na noite do dia 1 de Abril, uma recriação bíblica, seguindo os principiais momentos da última semana da paixão de Cristo com os seus discípulos, desde a sua entrada triunfal em Jerusalém, passando pela última Ceia, onde lhes lavou os pés, até à sua chegada ao Calvário, onde foi crucificado ao lado de dois ladrões.

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Diferente da Via Sacra tradicional que muitos cristãos seguem, durante a Quaresma, através das suas 14 estações, esta recriação bíblica, feita pelos jovens, surpreendeu o público que a acompanhou, não só pelo número de figurantes, como também pela qualidade da encenação dos diversos momentos recriados.

A recriação começou no espaço do parque municipal, onde várias cenas tiveram lugar, sempre acompanhadas pela narração descritiva e meditativa, em voz off, dos diversos momentos da paixão de Cristo, enriquecida por uma cuidada sonoplastia musical.

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As restantes cenas ocorreram ao longo de toda a fachada do Mosteiro, desde o portão do terreiro até à outra extremidade dessa mesma fachada.

Esta recriação bíblica foi sustentada por cerca de 23 figurantes do grupo de jovens, devidamente vestidos com adereços adequados, procurando evocar a época romana em que tais acontecimentos tiveram lugar, tal como ficaram registados pelos 4 evangelistas.

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Esta foi uma das primeiras grandes iniciativas, para a comunidade paroquial, levada a cabo pelo recém criado grupo de jovens da Paróquia de Arouca.

Pelo empenho, arte e seriedade que os jovens colocaram nesta recriação, pensamos que poderá ser uma iniciativa a repetir em anos futuros e até mesmo a ser integrada nas cerimónias de Sexta-feira Santa.

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Aqui fica o desafio, acompanhado dos parabéns ao grupo de jovens que, com tanto entusiasmo e dedicação, levaram a cabo esta primeira recriação bíblica em Arouca.

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Publicado no jornal “Discurso Directo” nº585 de 14 de  abril de 2023

Texto – José Cerca

Fotos – Carlos Pinho


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UM ANO DE HORRORES!

por jcerca em 20 de Fevereiro de 2023

Faz um ano que, desde o dia 24 de fevereiro de 2022, diariamente e insistentemente, nos entram pela casa adentro cenas horríveis de destruição e de morte, de tal modo violentas, constituindo, muitas delas, autênticos crimes de guerra. Horrores inimagináveis de acontecer em pleno sec.XXI, quando há pouco mais de 70 anos a Europa e o mundo estiveram envolvidos em semelhantes barbaridades de morte e de destruição.

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Infelizmente, as cenas de outrora ganham agora um maior impacto, um mais acentuado dramatismo e uma mais profunda e dolorosa angústia, por chegarem até nós, quase em direto, graças à evolução das tecnologias da comunicação.

Infelizmente, a par desta evolução tecnológica, indiscutivelmente benéfica para todo o mundo, também as tecnologias mortíferas e de destruição evoluíram imenso, permitindo mostrar a todo o mundo os horrores para onde tal desenvolvimento tecnológico pode conduzir a humanidade.

São impressionantes as cenas de sofrimento humano e os atos de violação dos mais elementares direitos humanos, de quem, de um momento para o outro, perdeu tudo, desde os bens materiais, à vida de familiares ou vizinhos.

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Morte e destruição

São devastadoras as cenas de destruição de complexos habitacionais, de equipamentos sociais, de estruturas produtivas e de meios de produção energética.

E tudo isto devido à loucura da ambição imperialista de um ditador paranoico e megalómano, que, insensível aos mais elementares direitos humanos, comete os maiores horrores e os mais graves atentados à dignidade humana, recorrendo mesmo à ameaça nuclear.

Mas o que mais revolta e incrédulos nos deixa é ver a aliança entra a política e a religião, neste caso a religião ortodoxa russa, personificada no seu líder, o patriarca Cirilo I que tem apoiado toda esta absurda guerra, não tendo mesmo pejo em prometer benesses celestiais àqueles que nela participarem.

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Resistência e solidariedade

Mas este ano de horrores permitiu, por outro lado, que o mundo ficasse a conhecer, não só, a extraordinária resistência do heroico povo ucraniano, personificada no seu incansável Presidente Volodomir Zelensky, como também permitiu que o mundo descobrisse a riqueza da sua cultura e as belezas de um país cobardemente invadido pela sua vizinha Rússia.

Por outro lado, a invasão da Ucrânia permitiu que uma gigantesca onde de solidariedade surgisse por todo o mundo em apoio ao martirizado povo invadido que, de um momento para o outro, viu alterada toda a normalidade das suas vidas, perante a chuva de misseis russos com que começaram a ser atingidos.

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Um ano decorrido e mesmo perante o apoio que a América e a Comunidade Europeia têm demonstrado para com a martirizada Ucrânia e apesar dos sucessivos pacotes de sanções económicas contra o invasor, é ainda difícil saber quanto tempo mais estes horrores durarão, mas tudo indica que eles continuarão por largo período de tempo, pois, e apesar dos diversos apelos de personalidades de peso internacional, como o Papa Francisco e outros, o caminho para a diplomacia e para o diálogo parece estar ainda muito longe de ser trilhado, dada a teimosia do invasor em não querer retirar das zonas invadidas e gravemente destruídas pela força das suas armas mortíferas.

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Com a guerra somos todos derrotados

“Com a guerra, todos somos derrotados! Mesmo os que não tomaram parte nela e que, na indiferença covarde, assistiram a este horror sem intervir para levar a paz”, escreveu o Papa Francisco na sua Encíclica sobre a Paz na Ucrânia.

Também um seu antecessor, o Papa Pio XII, a24 de agosto de 1939, pouco antes de ter deflagrado a II Guerra Mundial afirmou numa mensagem radiofónica que “É com a força da razão, não com a das armas, que a Justiça progride…. E concluiu sabiamente que “Nada se perde com a paz. Tudo pode ser perdido com a guerra».

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Todos sabemos que a guerra começou há um ano, mas ninguém sabe como e quando acabará.

Que a tão desejada Paz venha rapidamente pôr fim a tantos horrores que desfilaram perante nós durante este ano e que vitimaram tantas vidas inocentes e destruíram tantas cidades.

Sim, com a guerra somos todos derrotados!….

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº582 de 03 de  março de 2023

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ACADEMIA SÉNIOR FOI ÁS FOGAÇAS!

por jcerca em 28 de Janeiro de 2023

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Com mais de 500 anos de tradição, a Festa das Fogaceiras, em honra do mártir S.Sebastião, realiza-se todos os anos em Santa Maria da Feira, tendo como ponto alto o dia 20 de janeiro em que se evoca a proteção deste santo, durante a epidemia da peste, em 1505, que matou cerca de metade da população da cidade.

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Reza a lenda local que, durante quatro anos esta tradição da procissão das fogaças foi quebrada e a peste regressou. Perante tal acontecimento, a tradição recomeçou e ainda hoje a população cumpre  o voto ao seu santo protetor e dá vida a uma das mais antigas tradições do país e bem conhecida dos arouquenses.

O castelo e o Convento dos Loios

Ainda dentro destas festividades municipais, a Academia Sénior de Arouca realizou, no passado dia 26 de janeiro, uma deslocação a Santa Maria da Feira, tendo como ponto principal a visita ao seu castelo medieval e ao Museu Convento dos Loios, criado em 1938 mas instalado, desde 1992, no edifício do respetivo Convento.

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Esta visita foi acompanhada das explicações do professor de história da Asarc, o arqueólogo Diogo Gomes, que muito contribuíram para a compreensão do património histórico visitado.

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Após a visita ao castelo e aos núcleos de história, arqueologia e etnografia das Terras de Santa Maria, expostos no Museu, passou-se à visita à igreja Conventual dedicada a S.Nicolau e que foi enriquecida com as explicações de um cicerone local.

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Fogaças do Castelo

A deslocação dos alunos da Asarc a Santa Maria da Feira terminou na confeitaria “Fogaças do Castelo”, bem perto da igreja dos Loios e fundada em 1943. Aí, os visitantes arouquenses foram simpaticamente recebidos pelo seu proprietário atual, Diogo Almeida, que lhes explicou o modo de fazer a fogaça, demonstrando, mesmo, a maneira de enrolar a massa e os cortes que faz com uma tesoura para criar na massa as saliências que pretendem evocar os 4 coruchéus das torres do castelo medieval.

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Após esta explicação, seguida com muito interessante pelos visitantes seniores, cada um deles regressou a Arouca com uma fogaça, sabendo que, tal como as nossas “bolas de S.Bernardo”, também as fogaças devem ser cortadas à mão e não com a faca.

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Esta foi mais uma iniciativa da Academia Sénior de Arouca e que contribuiu não só para o enriquecimento cultural dos seus alunos, como também para a fruição de salutares momentos de convívio.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº580 de 03 de  fevereiro de 2022

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