SERENATAS NOCTURNAS

por jcerca em 9 de Maio de 2010

Orquestra Barroca da Casa da Música do Porto

Embora sem o conforto e sem o espaço vanguardista da Casa da Música do Porto, teve lugar no passado Sábado, dia 8 de Maio, no Mosteiro de Arouca, um Concerto de Música Clássica, pela Orquestra Barroca da Casa da Música do Porto, dirigida pelo seu maestro titular e cravista, o britânico Laurence Cummings.

Executando peças do sec.XVII e XVIII de proeminentes músicos austríacos, com destaque para Mozart, do qual foram interpretadas duas serenatas, intercaladas pela Sinfonia em Si bemol maior de Bach, este concerto conseguiu uma perfeita harmonia entre as peças interpretadas e o cenário barroco em que foram executadas.

Efectivamente, melhor do que o espaço modernista da Casa da Música do Porto em que habitualmente esta Orquestra actua, foi o deslumbrante cenário barroco do coro baixo do Mosteiro de Arouca, constituído não só pelas belas pinturas emolduradas por uma rica talha dourada que reveste todas as paredes deste magnífico cadeiral das freiras, como também é mais correntemente designado e no qual sobressai o órgão joanino datado de 1743.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
A perfeita harmonia artística entre este cenário barroco e os sons extraídos dos violinos, dos violoncelos e do cravo constituiu um excelente espectáculo musical para o vasto público que encheu todo o amplo espaço do cadeiral.

Certamente que esta gratificante afluência de público constituirá também um estímulo para todas aquelas entidades que proporcionaram aos arouquenses a 1ºpresença em Arouca da Orquestra Barroca da Casa da Música do Porto com estas “serenatas Nocturnas” interpretadas em tão adequado cenário barroco que o coro baixo do Mosteiro de Arouca  sempre nos proporciona.

 José Cerca

Publicado no Quinzenário "Jornal de Arouca" nº764 de 14 Maio 2010

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Laicismo versus Cristianismo

por jcerca em 30 de Abril de 2010

Quem tem acompanhado, desde há alguns meses, a comunicação social em Portugal conclui, sem grande esforço, que tem havido, por parte de determinados média, uma programação rigorosa em, não só atacar o Papa, como a Igreja católica, o Cristianismo e, de uma maneira geral, a religião e os sentimentos religiosos do povo português.

São as notícias sobre pedofilia (todas elas centradas exclusivamente nos padres); são notícias sobre a homossexualidade, casamentos gays e afins; são notícias sobre as campanhas que se estão a organizar para perturbar a visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI ao nosso País, com destaque para a campanha de distribuição de preservativos nos locais de concentração à volta do Papa; são notícias, vindas do Reino Unido, anunciando que o Papa devia ser preso e julgado, ou outras ainda mais ridículas e com contornos de estupidez, que até originaram a um pedido de desculpas por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Vaticano.

E como se está a aproximar a visita do papa a Fátima, era obrigatório, nessa cuidadosa programação laicista de certos média, uma entrevista ao maior crítico e detractor das aparições de Fátima, Mário de Oliveira, outrora conhecido por pároco da Lixa e que, embora desligado da actividade pastoral, desde há muitos anos, continua a intervir na comunicação social como de padre e de teólogo em funções na igreja católica se tratasse.

E perante a falta de sentido crítico da maior parte dos consumidores da informação mediática que chega ás casas de todos os cidadãos, é natural que, mesmo os maiores disparates históricos ou teológicos de uma pessoa assim, sejam aceites, não como meras opiniões, mas como verdades irrefutáveis, pois até são atribuídas a um “padre” ou a um “católico”, o que contribui, deliberadamente, para a desinformação ou para a confusão ideológica junto de quem não tem capacidade para distinguir opinião de doutrina.

E é nestas contradições, neste confusão doutrinária, nesta incongruência entre a vivência cristã autêntica e o desejo de protagonismo provocatório aliado a uma generalizada ausência de espírito crítico  da maior parte dos leitores que o laicismo fundamentalista aposta, como se tem vindo a verificar desde há muito.

Mas uma coisa a história nos ensina. Se nem a violência ideológica de um ateísmo marxista que imperou durante décadas, em certos países dominados por esta ideologia que apregoava a “morte de Deus” e visava a erradicação da religião como sendo  o “ópio do povo”, conseguiu atingir os seus objectivos, também não será agora que o irá conseguir, por mais campanhas que façam.

De facto, a História ao longo dos séculos tem ensinado que a luta do homem contra Deus será sempre uma luta perdida, como perdida foi a luta do orgulhoso Golias, contra o pequeno e humilde David.

Será este o destino da luta do laicismo contra o Cristianismo, por maiores lavagens ao cérebro que os seus “apóstolos” tentem fazer, sobretudo através dos média.

 José Cerca

 

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Descontos na Gasolina

por jcerca em 27 de Abril de 2010

22 Cêntimos para o PS

Esta notícia despoletou em todo o ciberespaço, e por tudo quanto é redes sociais e blogosfera, uma avalanche de comentários, protestos e indignação todos eles dirigidos, obviamente, para o Governo e muitos deles directamente para o Primeiro Ministro.

Se se elaborasse uma compilação de tudo quanto foi escrito sobre este assunto far-se-ia uma volumosa colectânea digna mesmo de uma cuidadosa análise sociológica e cívica.

Afinal, veio a saber-se, pouco tempo depois, que essa notícia não passou de uma brincadeira de 1º de Abril da revista semanal “Autohoje”.

Isto só comprova, uma vez mais, a falta de educação para os Média da maior parte dos cidadãos que, sem qualquer espírito crítico, aceitam como verdade irrefutável tudo o que lhes chega através da comunicação social, seja ela escrita, digital ou áudio visual.

Só porque foi publicada já é verdadeira qualquer que seja a notícia. Esta posição acrítica da maior parte dos leitores que consomem informação acarreta graves problemas, tanto mais graves quanto se sabe da facilidade com que hoje em dia qualquer pessoa, sem escrúpulos, pode difundir as mais torpes e caluniosas mentiras que não deixarão de ser verdades absolutas para uma grande parte dos leitores que frequentam o ciberespaço.

Da gasolina ao Papa

Se analisássemos agora a infinidade de comentários que têm surgido, de há uns tempos para cá, sobre as frequentes notícias que insistentemente têm saído a publico em muitos meios de comunicação social sobre  a Igreja Católica e, de uma maneira especial, sobre o Papa, então aí encontraríamos uma avalanche incontornável dos mais diversos comentários, a maior parte deles, além de traduzirem uma chocante falta de nível, são também eivados de um impressionante laicismo e de um violento anticlericalismo que julgávamos jamais existir, a este nível, na sociedade portuguesa.

E a maior parte desses torpes comentários partem sempre do princípio de que tudo aquilo que foi publicado é verdade irrefutável.

E então, quando essas notícias abordam temas relacionados com a religião, nomeadamente com a religião católica é impressionante ver, não só a ignorância que muitos desses comentários revelam, mas sobretudo a violência verbal, insultuosa mesmo, que muitos deles exprimem, através de um anticlericalismo primário e de um laicismo deveras fundamentalista.

Ao pretenderem formatar uma religião à sua medida e que vá de encontro aos “valores” que apregoam, nomeadamente os que se referem ao aborto, eutanásia, homossexualidade e anarquia sexual, esquecem-se estes pseudo intelectuais, defensores de um laicismo obscurantista, de que a religião cristã, embora conduzida por homens, tem na sua origem e na sua condução ao longo da história a força divina contra a qual nem “as portas do inferno prevalecerão”.

José Cerca

Publicado no Quinzenário "Jornal de Arouca" nº763 de 30 Abril 2010

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A pretexto, quer da pedofilia, quer de quaisquer outros assuntos que possam chamar a atenção, negativamente, para a Igreja, tem-se verificado, sobretudo nestes últimos tempos, uma concertada onda de anticlericalismo que tomou conta de certos meios de comunicação social, já não falando do mundo da blogosfera e de algumas  redes sociais.

E mesmo quando se trata de citações de terceiras pessoas feitas por membros da Igreja, como aconteceu agora com a leitura, perante Bento XVI, de um pequeno excerto da carta de um judeu referindo uma certa analogia entre a campanha contra o Papa e contra a Igreja e a perseguição nazi aos judeus, mesmo nestes casos e através de uma intencional distorção dos factos, se apontaram baterias contra a Igreja.

Ainda não há muito pouco tempo, o mesmo aconteceu quando  Bento XVI na Universidade de Ratisbona citou uma frase do Imperador bizantino Manuel II sobre Maomé e logo a mesma histeria mediática acusava o Papa de atacar o Islão e de pôr em causa o diálogo entre cristãos e muçulmanos, quando na verdade o contexto em que tal frase foi citada nada teve a ver com a leitura que dela veio a fazer a comunicação social 

Atirar a primeira pedra 

Constituída por seres humanos e limitados como todos os mortais, não se pretende dizer que não existam erros na igreja Católica, ou mesmo noutras religiões, como existirão, certamente, noutras organizações, sejam elas de cariz religioso, político ou social.

O que nos surpreende é a concertação e o timing escolhido para a divulgação de certas e determinadas notícias visando todas elas o mesmo objectivo. Mas o mais caricato, no meio disto tudo, é que são pessoas que até se orgulham de professar o seu ateísmo as que mais se insurgem contra o Papa e contra tudo o que tem a marca do religioso, como aconteceu ainda recentemente com a polémica à volta de Saramago e do seu Caim. 

Preservativos para o Papa

Um caso paradigmático dessa onda anarquista e anticlerical é a que já foi divulgada por alguns média sobre a preparação de uma acção de distribuição de preservativos nos dias e nos locais por onde o Papa passar, por ocasião da sua próxima visita a Portugal.

Encabeçada por três jovens de Direito da Universidade do Porto, esta iniciativa pretende ganhar adeptos em redes sociais não só de pessoas como de movimentos relacionados com a Sida, gays, lésbicas, transexuais e afins.

Consideramos esta triste e lamentável iniciativa de uma irresponsabilidade a toda a prova e de uma falta de respeito, não só pelo raro momento que o nosso País vai viver, como pela maioria do povo português que se considera católico e sabe que são instituições apoiadas ou ligadas à Igreja Católica as que mais têm contribuído, não só em Portugal, mas no mundo inteiro para apoiarem as vítimas da Sida. 

 Uma falsa luta 

Por mais que os organizadores deste infeliz, irresponsável  e despropositada acção tentem negar, a verdade é que não é a luta contra o flagelo da Sida que está em causa, mas sim mais uma acção anticlerical e antipatriótica,  que ignora propositadamente  o respeito e o prestigio que o Papa nos merece, bem como as convicções religiosas de milhares de portugueses.

Não se procure, pois, camuflar o que está demasiado à mostra e evidente a todos.

De jovens esperava-se muito mais atitudes construtivas, do que meras encenações folclóricos e oportunistas como esta da distribuição de preservativos a qual não trará  qualquer contrapartida válida e positiva para a causa que falsamente dizem querer defender.

É que, pondo em causa valores não só patrióticos, como também religiosos, esta manifestação que fere, logo à partida, o respeito por convicções religiosas de muita gente, que não apenas os católicos, perde toda a sua credibilidade pela inoportunidade em que é lançada e pela falsidade de que está a ser revestida, embalada na onda anticlerical que todos os dias salta para a ribalta de certa comunicação social.

Qualquer  português de bom senso, seja crente ou não crente, se  sentirá indignado. Qualquer  católico, ou seguidor de outra religião se sentira envergonhado!

 José Cerca

Publicado no Jornal”Discurso Directo” nº101 de  9  de Abril  2010

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Santa Páscoa

por jcerca em 3 de Abril de 2010

Para todos aqueles que subirem a este Mirante aqui lhes deixo os meus votos de uma Santa Páscoa.

José Cerca

 

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