PASSEIO ANUAL DA ASARC

por jcerca em 28 de Junho de 2019

Teve lugar nos dias 25 e 26 de Junho o passeio anual da Academia Sénior de Arouca, com destino ao Nordeste transmontano.

Como vem sendo habitual, no final de cada ano, esta actividade, além de um bom momento de alegre convívio entre todos os participantes, proporciona também momentos de enriquecimento cultural, através de diversas visitas que integram o programa desse passeio.

Grupona ponte Mirandela

O primeiro desses momentos teve lugar na cidade de Mirandela, com a visita ao Museu da oliveira e do azeite, aberto ao público em 2017 e no qual estão expostos alguns equipamentos oriundos de lagares de azeite da região transmontana.

Sendo Mirandela bem conhecida pelas suas famosas alheiras, os alunos da Academia Sénior tiveram também ocasião, não só de conhecerem o fabrico original da alheira, como também de provarem e adquirirem esse produto gastronómico mirandelense.

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Após o almoço, e depois de uma pequena digressão pela cidade do Tua, seguiu-se para Bragança onde teve lugar mais um interessante momento cultural, através da visita a duas exposições no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

“Olhos azuis do mar” foi a primeira dessas exposições composta por um conjunto de trabalhos de Graça Morais realizados, durante vários meses, em 2005, num atelier improvisado, em Sines, onde a artista conviveu com a comunidade de pescadores e onde observou e transportou para as obras os barcos, a lota, as gaivotas e os peixes. Para uma melhor compreensão do trabalho criativo destas obras muito contribuiu a explicação do guia.

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Num estilo completamente diferente, mas muito original foi a exposição do escultor Zadok Ben-David, natural do Iémen, mas a viver em Israel. “Pessoas que vi, mas nunca conheci” (People I saw but never met) é o título desta exposição, a maior instalada em Portugal, deste artista israelita.

Composta por cerca de 4 mil silhuetas humanas em alumínio e inox, esta exposição pretende retratar  a diversidade de etnias, idiomas, tradições, culturas e religiões e é fruto de inúmeras viagens que o artista fez por mais de 20 países.

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No 2º dia, após o pequeno-almoço no hotel Ibis, uma subida ao monte de S.Bartolomeu, a 820 metros de altitude e de cujo miradouro se pode admirar uma bela vista sobre a cidade de Bragança e a região de Trás-os-Montes. Daí os visitantes seniores seguiram para a aldeia de Rio de Onor, uma aldeia raiana inserida no parque natural de Montesinho. Integrada também neste parque natural está a aldeia de Gimonde onde os turistas seniores pararam para saborear a posta transmontana, servida num dos restaurantes locais.

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Depois do almoço, nova paragem para visitar a Casa do Careto na aldeia de Podence em Macedo de Cavaleiros. Inaugurada em 2004, a Casa do Careto pretende preservar a tradição cultural e etnográfica dos caretos e do Entrudo chocalheiro.

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O itinerário deste passeio anual da Asarc contemplou ainda uma breve paragem em Amarante, o que permitiu, não só admirar a beleza que o rio Tâmega confere a esta cidade, como também visitar a igreja e o Convento de São Gonçalo.

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº496 de  12 de julho de 2019

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REVIVER O PASSADO, FORTALECER O PRESENTE

por jcerca em 3 de Junho de 2019

Encontro de Antigos Alunos Salesianos em Arouca

A Federação Nacional dos Alunos de D.Bosco escolheu Arouca para o encontro nacional deste ano. E a escolha está mais do que justificada, pois Arouca acolheu, em espaços do seu Mosteiro, a Obra Salesiana entre 1960 a 1982, tendo aí funcionado o Colégio Salesiano, por onde passaram, não só, muitos arouquenses, como também numerosos alunos, oriundos, sobretudo das Beiras e do Norte de Portugal.

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Momento de saudação e de reflexão

O programa do encontro que decorreu nos dias 1 e 2 de Junho de 2019, foi, no dizer de alguém, talvez o melhor programa de sempre, em encontros como este, mas foi também aquele que  congregou o pior número de participantes, apesar de ter sido grande e insistente a sua divulgação. A percentagem da abstenção terá ultrapassado mesma a das eleições europeias!

A recepção dos participantes teve lugar no auditório da Loja Interactiva de Turismo de Arouca, onde surgiu a primeira e agradável surpresa com a inesperada presença do padre João Bosco para dar as boas-vindas aos participantes que, à medida que iam chegando, eram acolhidos por um simpático grupo de jovens do MJS do Centro Juvenil Salesiano de Arouca.

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Após a mensagem de D.Bosco aos participantes teve lugar um momento de reflexão sobre “o cristão e a política” apresentado pelo Delegado nacional da Família salesiana, Pe. Joaquim Taveira.

Partindo de um texto do séc. II, considerado uma “Jóia da antiguidade cristã”, a carta a Diogneto, de autor anónimo, o Pe. Taveira começou por acentuar a importância deste precioso fragmento da primitiva experiência cristã, salientando o esforço de diálogo da Igreja dessa época com a cultura circunstante, o que ainda confere a este texto uma grande actualidade.

Ao longo da sua palestra, e na sequência desse fragmento dos primórdios do cristianismo, o Delegado da família salesiana abordou ainda a transformação do mundo pelo cristão, bem como o papel de D.Bosco na transformação da sociedade da sua época, através da Congregação que fundou e cujo principal objectivo é levar Cristo aos jovens para salvação de suas almas: “da Mihi animas, coetere tolle”.

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Evocando o conhecido desejo de D.Bosco em fazer dos seus jovens “bons cristãos e honestos cidadãos” o Pe. Taveira, sintetizou a sua mensagem dizendo que é pela honestidade de vida que o Antigo Aluno se deve inserir na sociedade da sua época para a transformar. E concluiu dizendo que a hora não é de pessimismo, nem de saudosismos estéreis, mas sim de empenho e de compromisso na transformação da sociedade, seguindo o espírito de D.Bosco.

Após a apresentação e depois de um breve debate sobre o tema, os presentes foram brindados pela projecção de um excelente documentário sobre o rico e variado património disperso pelo Arouca Geopark.

A manhã do primeiro dia terminou com a deposição de um ramo de flores no Busto de D.Bosco, no parque municipal, à volta do qual foi cantado o “Pai e Mestre dos jovens”.

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À descoberta de Arouca

Depois do almoço servido no Mosteiro de Arouca, seguiu-se uma passagem por alguns dos espaços outrora ocupados pelo ex-Colégio Salesiano. Embora curta no espaço esta viagem foi longa no tempo, pois despertou em muitos um longo regresso ao passado, evocando memórias dos tempos aí vividos na adolescência de muitos dos presentes.

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Do programa do 1º dia constou ainda a subida à serra da Freita, com algumas paragens para os visitantes admirarem algumas das suas belezas naturais, tais como a queda de água da Frecha da Mizarela e o raro fenómeno das pedras parideiras, no lugar da Castanheira. A última paragem nesta digressão turística pela Freita teve lugar no ponto mais alto da serra, de onde se pode admirar uma surpreendente paisagem sobre todo o verdejante vale de Arouca, a partir do miradouro do Detrelo da Malhada. Daí ainda foi possível admirar-se, ao longe, o espelho de água do Oceano onde os raios do sol se reflectiam àquela hora do final da tarde.

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A descoberta e fruição das belezas de Arouca continuou, no dia seguinte, através de uma caminhada pelos famosos passadiços do Paiva. Dadas as limitações não só físicas, como cronométricas, o troço percorrido terminou na reconfortante e frondosa praia do Vau. Embora reduzido a metade, pelos referidos motivos, este percurso mostrou bem aos participantes a beleza dos Passadiços em toda a sua diversidade.

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Do programa turístico e cultural deste encontro, e após um bem servido almoço, num dos restaurantes de Alvarenga, constou ainda uma visita ao Museu das Trilobites de Canelas, onde estão expostos os maiores exemplares destes fósseis a nível mundial. Com a projecção de um breve documentário e com as explicações do seu proprietário, Manuel Valério, esta visita mereceu o interesse e a maior curiosidade de todos os visitantes.

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Celebração da Eucaristia

Reencontro, evocação do passado, convívio, turismo, reflexão e espiritualidade foram alguns dos ingredientes que compuseram o programa deste encontro.

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E foi com a celebração da Eucaristia na igreja conventual, ao fim da tarde, de sábado, que se completou o programa do 1º dia. Presidida pelo Delegado nacional da Família Salesiana, a celebração da Ascensão foi acompanhada ainda pelo Pe. Ramiro que, apesar da sua saúde, fez questão de estar presente neste encontro, onde veio a cruzar-se com alguns dos seus alunos. Cuidadosamente bem preparada pelo duo Jorge Santos e Manuel Sousa este foi um dos momentos altos deste encontro. Através do louvor e da acção de graças esta Celebração deu sentido profundo e total justificação para este encontro, independentemente do número dos que a ele tenham aderido.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº494 de  14 de junho de 2019

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ENCONTRO NACIONAL DE ANTIGOS ALUNOS SALESIANOS

por jcerca em 10 de Maio de 2019

A Federação Nacional dos Alunos de D.Bosco escolheu Arouca para o encontro nacional deste ano. E a escolha está mais do que justificada, pois Arouca acolheu, em espaços do seu Mosteiro, a Obra Salesiana entre 1960 a 1982, tendo aí funcionado o Colégio Salesiano, por onde passaram, não só, muitos arouquenses, como também numerosos alunos, oriundos, sobretudo das Beiras e do Norte de Portugal.

entradas para o Colégio Salesiano

E mesmo depois de saírem de Arouca os Salesianos continuam a manter, junto dos arouquenses, uma grande estima que se vai alimentando através da vinda esporádica de diversos salesianos, para participarem em actividades promovidas pela Família Salesiana de Arouca que continua a manter vivo o espírito de D.Bosco nesta terra.

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O programa do encontro que decorrerá nos dias 1 e 2 de Junho constará de uma recepção na Loja Interactiva de Turismo,(LITA) onde será abordado um tema de discussão, seguindo-se a deposição de um ramo de flores no Busto de D.Bosco, no parque municipal.

Depois do almoço, em espaços do Mosteiro de Arouca, (antigo refeitório dos Salesianos) seguir-se-á uma passagem pelos espaços do ex-Colégio Salesiano, com destaque para a visita ao salão de estudo e de teatro do antigo Colégio Salesiano, onde hoje funciona a Biblioteca memorial D.Domingos de Pinho Brandão. Nesse espaço haverá um momento de partilha de vivências salesianas e a projecção de uma apresentação sobre a presença dos salesianos em Arouca.

Do programa do 1º dia constará ainda a subida à serra da Freita, a celebração da Eucaristia na igreja conventual, ao fim da tarde, e à noite, a possibilidade de assistirem a um encontro de coros na LITA , num espectáculo aberto à comunidade.

Para o segundo dia está programada uma caminhada pelos passadiços do Paiva, um almoço em Alvarenga e a visita ao Museu das trilobites.

Para mais informações: mail – fpaadb@gmail.com ; telefone – 936258945

 

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº492 de  17 de maio de 2019

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MÚSICA E POESIA PELA LIBERDADE

por jcerca em 2 de Maio de 2019

Declamação de poemas, interpretação polifónica de cantos populares e execução instrumental por um decateto de sopro foram os ingredientes artísticos que compuseram o espectáculo cultural e musical, integrado nas celebrações do 25 de Abril, promovido pela Associação Círculo Cultura e Democracia e pela Câmara Municipal de Arouca, em parceria com a Banda Musical de Arouca, o Grupo Coral de Urrô e a Escola Secundária de Arouca e que teve lugar na Loja Interativa de Turismo de Arouca, na tarde do dia 1 de maio.

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Este espectáculo que pretendeu celebrar a Liberdade, através do canto e da poesia, iniciou-se com declamação do poema “Não há machado que corte a raiz ao pensamento” da autoria de Carlos de Oliveira e que entrou para a memória colectiva através da interpretação vocal de Manuel Freire. Um poema com fortes conotações políticas intimamente ligadas à revolução dos cravos e que elege a liberdade de pensamento como uma das principais conquistas do 25 de Abril.

Ao longo do espectáculo outros poemas de Miguel Torga, Manuel Alegre e Jorge de Sena, declamados por alunos da Escola Secundária, reforçaram a importância desta “Liberdade que estais no céu, santificado seja o vosso nome” (Miguel Torga).

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Mas nem só de poemas que cantam a liberdade, constou este espectáculo. A música, quer na sua expressão polifónica, interpretada pelo Grupo Coral de Urrô, sob a direcção do seu maestro Paulo Bernardino, quer na sua execução instrumental pelo decateto de sopro da Banda Musical de Arouca, sob a regência de Ivo Silva, ofereceu belos momentos musicais que deram muita arte e beleza a este espectáculo integrado no 45º aniversário do 25 de Abril.

O espectáculo terminou com a actuação conjunto do coro de Urrô e do instrumental de sopro que interpretaram uma das canções mais emblemáticas do 25 de Abril e que foi até uma das senhas da revolução dos cravos: “Grândola Vila Morena” orquestrada por Miguel Brandão.

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No início do espectáculo, e em representação da Associação Circulo Cultura e Democracia, foi feita pela drª Maria Antónia, uma breve evocação sobre o 25 de Abril e sobre os valores da liberdade e da democracia, valores esses que, não estando ainda plenamente alcançados, deverão ser objecto permanente de uma conquista na senda dos ideais de Abril.

A referida dirigente informou ainda que a “Caminhada da liberdade” prevista para a manhã do dia 25 de Abril, até à Senhora da Mó, será realizada no dia 11 de maio, uma vez que as condições climatéricas não o permitiram fazer no dia programado.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº492 de  17 de maio de 2019

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UMA MISSA SEM PADRE, MAS COM MUITA ARTE

por jcerca em 28 de Abril de 2019

Em pleno Domingo de Pascoela (2º Domingo de Páscoa) teve lugar na igreja do Mosteiro de Arouca um Concerto composto pela “Missa Brevis” de Jacob de Haan.  Trata-se de uma missa para Coro e Orquestra de Sopros composta a pedido do Conselho para a Música e a Cultura da Alta Alsácia, em Éguisheim, na França, por ocasião das celebrações dos mil anos do nascimento do Papa Leão IX. A estreia mundial teve lugar a 23 de Junho de 2002 sob a direcção do compositor, nascido em 1959 na Holanda e considerado “um dos mais conhecidos compositores contemporâneos de música para instrumentos de sopro”.

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Este concerto só foi possível graças ao intercâmbio cultural entre o coro paroquial de Santa Eulália de Oliveira do Douro e do Orfeão de Arouca, acompanhados pela Orquestra de sopro da Academia de Música de Vilar do Paraíso.

Antes da interpretação dos diversos trechos musicais desta “Missa Brevis”,  o público teve ocasião  de assistir à interpretação de três peças de meados do sec.XVII em que a trompete e o órgão ibérico do Mosteiro de Arouca foram as vedetas que ecoaram brilhantemente no belíssimo espaço barroco, como o são a igreja e o coro das freiras do Mosteiro de Arouca.

A direcção dos coros esteve a cargo de Patrícia Quinta e de Ivo Brandão, sendo a orquestra dirigida por Filipe Pinho.

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No final desta “Missa Brevis” foi entregue um ramo de flores aos respectivos maestros e dirigentes dos coros intervenientes, tendo a Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, enaltecido o trabalho de intercâmbio artístico entre estas duas entidades que proporcionaram a todos um concerto que, no dizer da autarca arouquense, “esteve à altura deste belíssimo espaço que é património nacional”.

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Refira-se que este concerto teve lugar ontem à noite, na igreja de Santo Ovídio em Gaia, sendo repetido, no próximo dia 30 de Abril, na igreja paroquial de Oliveira do Douro.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº491 de  03 de maio de 2019

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