Caldo Crespo na ASARC

por jcerca em 12 de Fevereiro de 2012

A Academia  Sénior de Arouca realizou, no dia 11 de fevereiro, a recriação gastronómica do Caldo Crespo com a participação de cerca de 80 pessoas.

Inicialmente prevista para ser feita em espaços conventuais, esta recriação acabou por ser feita na cantina da EB1 de Arouca, devido às obras no terreiro de Santa Mafalda.

A ideia desta recriação partiu do professor de História local, Dr. Afonso Veiga que antecedeu a degustação do Caldo Crespo com uma breve explicação histórica sobre esta tradição gastronómica.

“O caldo é, basicamente, a água onde se cozeu carne, que servia para dar sabor a qualquer outro prato. O caldo servia frequentemente de refeição, sobretudo na casa dos pobres. Também nas famílias mais abastadas, sobretudo à noite, se comia caldo, mas mais substancial, uma vez que se juntavam alguns legumes, arroz, feijão branco … e carne de galinha, porco ou vaca. A carne era retirada da panela. Comiam o caldo acompanhado de pão e, no final, comiam a carne, muitas vezes sobre uma fatia de pão.”

Além da comida do caldo, que foi precedido de azeitonas, salpicão, boroa e pão alvo, várias alunas da disciplina de história assumiram o papel de abadessas e de criadas através de adequados trajes feitos com rigor histórico e que foram cedidos pelo Museu Municipal de Arouca, bem como as respetivas alfaias para o caldo, para as bebidas e sobremesa.

Segundo informou o mentor desta recriação, nos documentos do mosteiro aparece a referência ao “Caldo Crespo” (com entulho),enviado em determinadas ocasiões para a casa dos Padres, para o diferenciar do caldo líquido, que extraía o sabor da carne ou do peixe, que servia para temperar, ou para administrar aos doentes, com falta de apetite ou com dificuldades de mastigação, sendo muito rico em proteínas.

De referir que o hábito de comer este caldo, sobretudo à noite, manteve-se, até há bem pouco tempo, entre as famílias rurais.

No início do Ano Europeu  do envelhecimento ativo, esta foi uma excelente iniciativa da ASARC que contribuiu não só para a degustação de uma importante tradição gastronómica, como também para o convívio entre todos os que nela participaram.

Depois da sobremesa composta de creme da Abadessa e de farófias, acompanhados de vinho fino fortificado, teve lugar um momento musical pelo Grupo Coral da ASARC dirigido pelo prof. Ramiro Fernandes.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº195 de 17 de fevereiro de 2012
Publicado no “Jornal de Arouca” nº802 de 15 de fevereiro de 2012

 

Atuação do coro da Asarc

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Tributo ao voluntariado

por jcerca em 11 de Fevereiro de 2012

Voluntariado e envelhecimento ativo são duas realidades intimamente ligadas e complementares mesmo. É que o voluntariado é certamente um dos recursos mais importantes para um envelhecimento ativo.

Foi talvez por isso que a Área Metropolitana do Porto decidiu organizar no Cinema Rivoli, no passado dia 3 de fevereiro, um encontro que  ligou estas duas realidades, através da presença da Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Voluntariado, Elza Chambel e a Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento, Joaquina Madeira, cuja abertura oficial terá lugar em Lisboa no dia 28 de fevereiro.

Apresentado pelo jornalista da TVI, Júlio Magalhães, este encontro-espetáculo contou, não só com as comunicações das referidas coordenadoras nacionais, mas também com um momento artístico preenchido pela atuação da Escola Profissional de Música de Espinho e pelo Genasiano Escola de Dança de Vila Nova de Gaia.

Após este momento artístico teve lugar a entrega de Diplomas pelo Presidente da Área Metropolitana do Porto, Rui Rio, a todos os Presidentes de Câmara dos 16 municípios que compõem a AMPORTO.

Seguiu-se depois um momento musical preenchido pela atuação do cantor Miguel Gameiro.

Refira-se que todas as Associações do município foram convidadas para este “Tributo ao voluntariado”, tendo Arouca estado presente com representantes de 22 delas, totalizando 38 arouquenses.

Alguns dos arouquenses no teatro Rivoli.

Esta foi, certamente, a primeira iniciativa da Área Metropolitana que congregou mais pessoas à volta de um mesmo tema, cuja transversalidade e atualidade são indiscutíveis.

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº802 de 15 de fevereiro de 2012

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Centro Juvenil Salesiano

por jcerca em 6 de Fevereiro de 2012

50 anos de vida

A Associação do Centro Juvenil Salesiano prepara-se para comemorar os seus 50 anos de vida junto da comunidade arouquense.

Criada em 1962 sob a orientação do então Colégio Salesiano e designada inicialmente por “Oratório Festivo”, passou a designar-se, mais tarde, Centro Juvenil Salesiano, constituindo-se, em 1981, como Associação Cultural e Recreativa.

Ao longo destes 50 anos esta Associação juvenil, além da destacada atividade desportiva, não só na modalidade do futebol, mas também de ténis e de natação, tem apostado noutros âmbitos culturais, desde a música, teatro, cinema, ação social e formação.

Mesmo após a saída dos Salesianos de Arouca em 1982, esta Associação tem mantido a sua atividade junto das camadas juvenis, com destaque na formação desportiva através da primeira Escola de Futebol Infantil criada em Arouca, em 2003, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, Junta de Freguesia de Arouca, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Arouca e Arouconstrói.

50 anos depois pretende manter-se fiel aos princípios com que foi criada.

Nas comemorações que se iniciarão no dia 25 de fevereiro a Associação pretende reunir não só os atuais sócios, como também os antigos associados da “velha guarda”, amigos, benfeitores e toda a família salesiana de Arouca.

Veja o programa das comemorações.

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Preservação pode rimar com modernização

por jcerca em 2 de Fevereiro de 2012

A intervenção na Praça Brandão de Vasconcelos

Perante a indiferença dos cartazes contestatários contra a intervenção das obras na praça  e perante os olhares curiosos de muitos mirones, eis que, finalmente, a praça Brandão de Vasconcelos começou a ser vedada para nela se iniciarem as obras da sua reformulação, integradas no projeto mais amplo  da Regeneração Urbana/Polis XXI da zona histórica de Arouca.

Concluídas que foram as obras na Travessa da Ribeira e no Pátio das Laranjeiras (zona H7) que vieram dar um aspeto mais limpo e digno a uma zona que, durante muitos anos, esteve completamente entregue a si própria, a intervenção avançou para o  Parque Municipal e para o Terreiro da Santa Mafalda onde as obras estão a decorrer a bom ritmo e em fase já adiantada, eis que se chega finalmente à zona que gerou alguma polémica e alguma contestação contra a sua intervenção.

Para dar uma ideia do aspeto final dessa intervenção na zona menos pacífica, foram coladas, na vedação da praça, virada para o Mosteiro, grandes fotografias ilustrando diversos ângulos da zona a intervencionar.

E se a faixa colocada sobre esta zona a ser intervencionada, apelando à “Preservação da nossa praça” lá continua serena no ar, talvez ela possa agora ser passível de uma outra leitura, indicando que preservação também poderá rimar, pacificamente, com modernização, desde que seja respeitada a memória histórica destes espaços, mesmo que conjugados com perspetivas de modernidade e, ao mesmo tempo, de funcionalidade social.

E tudo leva a crer, pelas imagens afixadas na vedação em metal, que tais parâmetros serão alcançados, para bem de todos os arouquenses e para uma maior dignificação da sua zona histórica para a qual a reimplantação do imponente portal do sec.XVIII, à entrada do Terreiro de Santa Mafalda, também muito virá a contribuir.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº193 de 10 de fevereiro de 2012
Publicado no “Jornal de Arouca” nº802 de 15 de fevereiro de 2012

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“Atividades e jogos para idosos”

por jcerca em 24 de Janeiro de 2012

Teve lugar no dia 21 de janeiro, na Biblioteca Municipal de Arouca, o lançamento  do livro “Actividades e jogos para idosos” de Sónia Lamas e editado pela Livraria de Psicologia e Ciências da Educação.

Ao longo de 180 páginas, Sónia Lamas que é Educadora de infância há cerca de 20 anos, propõe nesta sua segunda obra do género, várias atividades e jogos que possam contribuir para a ocupação do tempo livre dos idosos, promovendo assim a saúde física e mental das pessoas da Terceira Idade.

No Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações que este ano se celebra, a publicação desta obra é, não só necessária e oportuna, como representa também mais um importante subsídio para as instituições e para os agentes da ação social que se ocupam com as pessoas da Terceira idade e que, por vezes, encontram algumas dificuldades em manterem ocupadas e ativas as pessoas dessa faixa etária.

Na sessão de apresentação o Presidente da Câmara, depois de saudar a autora, seus familiares e o representante da editora, referiu a quantidade de livros que, nos últimos anos, a Câmara tem apadrinhado, o que, – disse – exprime a riqueza de um concelho e das pessoas que o habitam. Em pleno ano europeu do envelhecimento ativo o lançamento desta obra, afirmou Artur Neves, vem preencher uma lacuna importante nesta área.

A apresentação propriamente dita do livro coube ao Pe. Américo Vilar. Ao afirmar que esta obra surgiu no tempo e no momento próprio, considerou-a absolutamente necessária para que os lares da 3ª idade não se transformem em dormitórios, vencidos pela inércia dos seus utentes.

Considerando que a sociedade portuguesa está cada vez mais envelhecida, devido ao decréscimo da natalidade, Américo Vilar afirmou que tal situação aumenta o interesse e a oportunidade desta obra que apresenta pistas muito interessantes e úteis para vencer a inércia e a falta de atividade com que muitos lares da 3ª idade correm o perigo de se defrontar.

Terminada a apresentação do livro e após algumas breves palavras da autora que explicou os motivos que estiveram na génese desta obra, seguiu-se um momento de animação que esteve a cargo de vários idosos pertencentes ao Centro de dia do Centro Social de São Salvador do Burgo, do Lar da 3ªidade da Santa Casa da Misericórdia de Arouca e ainda da Sala Sénior da Junta de Freguesia de Rossas.

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº801 de 31 de janeiro de 2012

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