Ano Europeu do Envelhecimento Ativo

por jcerca em 22 de Janeiro de 2012

A Academia Sénior de Arouca

A abertura do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações teve lugar nos dias 18 e 19 de janeiro em Copenhaga na  Dinamarca , país que assumiu a presidência do Conselho da União Europeia desde 1 de janeiro de 2012.

O  início do Ano europeu do envelhecimento ativo foi assinalado com uma conferência cujo tema  “Stay active – what does it take? (ficar ativo – o que é necessário)” enumerou alguns dos principais desafios colocados por uma sociedade europeia envelhecida.

A criação deste ano europeu, além de proporcionar uma oportunidade dos países da comunidade europeia  refletirem sobre o facto de os europeus viverem agora mais tempo e com mais saúde do que nunca, visa também sensibilizar a sociedade para as questões relacionadas com a necessidade desta faixa etária continuar a desempenhar um papel ativo na sociedade e a viver uma vida o mais saudável e gratificante possível, promovendo ao mesmo tempo a solidariedade intergeracional junto da sociedade.

A necessidade de uma ocupação ativa das pessoas da 3ª idade e, por outro lado, o aproveitamento dos seus conhecimentos variados e da sua rica experiência de vida tem motivado por todo o País a criação de numerosas instituições designadas por Academias ou Universidades Séniores.

Também em Arouca está a funcionar, já no seu 2º ano, uma Academia Sénior com um conjunto diversificado de atividades que vão desde a História local, à Informática, desde o Inglês à Língua Portuguesa, desde o Canto coral às Artes. Além destas matérias outras vão sendo graciosamente ministradas, quer por profissionais  do Centro de Saúde, quer por professores reformados, quer ainda por elementos afetos ao Geoparque.

Pretende-se que esta recente instituição seja um espaço de intercâmbio cultural entre quem tem algo para dar do seu saber e da sua experiência e quem pretende adquirir novos conhecimentos e experimentar novas potencialidades, mantendo assim uma atividade física e mental e contribuindo ao mesmo tempo para vencer a inércia, o isolamento e a solidão.

Embora ainda com um curto tempo de vida, a ASARC (Academia Sénior de Arouca) é certamente mais uma das instituições a que os arouquenses reformados poderão recorrer para manterem ativo o seu envelhecimento, promovendo ao mesmo tempo a qualidade da sua saúde física e mental.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº192 de 27 de janeiro de 2012
Publicado no “Jornal de Arouca” nº801 de 31 de janeiro de 2012

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Rainha Santa – Canções de Arouca

por jcerca em 10 de Janeiro de 2012

O património musical de Arouca foi ultimamente enriquecido e valorizado com a edição de 3 CDs áudio: dois deles editados por instituições arouquenses, como foi o caso da Banda Musical de Arouca e da Escola de Música de Moldes que, no dia 6 de janeiro, fez a apresentação pública de um Cd que serviu de suporte ao livro “Arouca a Cantar as Janeiras”.

Este livro resultou de um longo trabalho de recolha do professor Ramiro Fernandes que, durante cerca de 30 anos, registou centenas de cantares junto de pessoas de diversas freguesias do Concelho de Arouca, seguindo-se depois um moroso trabalho de transcrição musical que agora se encontra já disponível, quer no livro, quer no CD que o acompanha. Trata-se de uma obra que vem enriquecer o nosso Cancioneiro, nomeadamente na área dos populares cantares de Natal e de Janeiras e que contou com o apoio financeiro através da ADRIMAG.

Embora algo diferente, mas sempre no âmbito da musica popular arouquense foi também recentemente editado um outro CD áudio que, sob o título “Rainha Santa”, contém 11 melodias do Cancioneiro de Arouca interpretadas pelo Coral Mille Voci do Porto e que contou com o arranjo e harmonização do compositor arouquense Fernando Valente. Trata-se de um excelente trabalho que muito veio contribuir para a divulgação do nosso património não só musical, como também histórico e artístico.

Além da imagem da rainha Santa Mafalda na capa, e do cadeiral de Arouca na contracapa, o CD tem também um desenho do Mosteiro de Arouca da autoria de Tiago Ferreira e um breve texto de apresentação de Fernando Valente.

O Coral Mille Voci é uma Associação Cultural que iniciou a sua atividade em Junho de 1992 na cidade do Porto, como coral misto composto por cerca de 35 elementos e que desenvolve a maioria das atividades na região do Grande Porto, não deixando de atuar em todo o País, Ilhas e Espanha. O principal objetivo do agrupamento é a difusão da música coral polifónica ou acompanhada.

Além da Câmara e da Caixa de Crédito Agrícola de Arouca a edição deste CD contou também com o apoio da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, junto da qual poderão ser adquiridos exemplares deste CD.

Refira-se que esta instituição já agendou um concerto com o Coro Mille Voci para o lançamento oficial deste CD em Arouca e que terá lugar por ocasião da festa da Rainha Santa Mafalda.

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº800 de 16 de janeiro de 2011
 

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Família Cristã, fonte de evangelização

por jcerca em 31 de Dezembro de 2011

Subordinado ao tema geral “Familia Cristã, fonte de evangelização” decorrerá de 6 de Janeiro a 2 de Março, na Vigararia de Arouca/Vale de Cambra, mais um curso de formação religiosa para leigos. O curso terá lugar no Auditório do Salão paroquial de Mansores todas as 6ª feiras das 21.00h às 22.30h.

Ao contrário do ano passado, não haverá repetições das sessões em Arouca e Vale de Cambra, pelo que se optou por um local central relativamente aos dois núcleos da Vigararia. A metodologia de cada sessão constará da apresentação de um tema seguindo-se depois um tempo para debate ou para trabalhos de grupo.

Sendo a Família uma das instituições mais antigas e a pedra base de qualquer sociedade, apesar disso, tem vindo a ser alvo dos maiores ataques por forças que a pretendem destruir na sua essência e no seu papel insubstituível em qualquer sociedade. E cada vez mais a Família Cristã é também afetada por essas campanhas que visam descaracterizar ou alterar o seu papel na sociedade.

Daí que o tema geral escolhido para este Curso se reveste de toda a sua importância e atualidade. Saibam as comunidades cristãs aproveitarem desta oportunidade de formação, de reflexão e de debate sobre tão importante e atual tema.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº188 de 30 de dezembro de 2011
Publicado no “Jornal de Arouca” nº799 de 30 de dezembro de 2011


 ORIENTADORES, TEMAS E DATAS

 6 de Janeiro

Abertura – “A família no Antigo Testamento”

- D. António Couto, Bispo de Lamego

13 de Janeiro

“A família no Novo Testamento”

- D. António Taipa, Bispo Auxiliar do Porto

20 de Janeiro

“A família nas Cartas Paulinas”

- Doutor José Carlos Carvalho

27 de Janeiro

“Desafios do Mundo pós-moderno à Família”

- Dr. José Pedro Angélico, Doutorando pela Universidade Pontifícia de Salamanca

3 de Fevereiro

“A família como diaconia”

- Diácono Angélico e esposa

10 de Fevereiro

“A espiritualidade na Família”

- Pe Álvaro Mansilha, Reitor do Seminário Maior do Porto

17 de Fevereiro

“Desafios da Igreja à Família”

- Andreia e Ricardo

24 de Fevereiro:

“As novas fronteiras da vida e a família”

- Doutor Jorge Teixeira da Cunha, Reitor da Faculdade de Teologia, Universidade Católica do Porto.

2 de Março

Avaliação e convívio

- D. João Lavrador, Bispo Auxiliar do Porto

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CONCERTO DE ÓRGÃO DO ANO NOVO

por jcerca em 27 de Dezembro de 2011

Integrado no Programa natalício da Câmara Municipal de Arouca, com a colaboração da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda vai realizar-se no 1ºde Janeiro de 2012 um Concerto de órgão pelo organista titular do Mosteiro de Arouca, Nicolas Roger que interpretará, no órgão ibérico do Mosteiro de Arouca, peças de diversos autores dos séculos XVII e XVIII.

O concerto ter lugar no cadeiral do Mosteiro de Arouca, pelas 16.00h e será certamente uma boa ocasião para se iniciar o Novo ano apreciando a maravilhosa sonoridade do órgão do Mosteiro de Arouca datado de 1743 e construído pelo organeiro Manuel Bento Gomes. Trata-se de um órgão ibérico, considerado pelos especialistas como um dos mais belos exemplares da organaria deste tipo e que Arouca bem pode orgulhar-se dele fazer parte do seu rico património histórico e artístico.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº188 de 30 de dezembro de 2011
Publicado no “Jornal de Arouca” nº799 de 30 de dezembro de 2011

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Dia Mundial da Paz

por jcerca em 25 de Dezembro de 2011

“Educar os jovens para a justiça e para a paz”.

Educar para a Paz é uma tarefa que compete não só aos pais e professores, mas também às instituições sociais, às igrejas, aos meios de comunicação social e a toda a sociedade em geral.A iniciativa de dedicar o primeiro dia do novo ano à Paz surgiu em 1968, sendo então Papa Paulo VI. Embora partindo da Igreja Católica esta iniciativa nunca teve a pretensão “de ser qualificada como exclusivamente religiosa ou católica”, pois a Paz é um assunto transversal a toda a sociedade e a qualquer religião. Tal como então disse Paulo VI, esta iniciativa é aberta “à adesão de todos os verdadeiros amigos da Paz, como se se tratasse de uma iniciativa própria”.Desde essa data até hoje numerosas foram as mensagens dedicadas ao tema da pedagogia da paz, não só pelo próprio Paulo VI, mas também por João Paulo II e pelo seu sucessor, Bento XVI, os quais com as suas mensagens ao mundo, no primeiro dia de cada ano, ao longo destes 45 anos, bem podem ser considerados “clarividentes obreiros da paz” tal como os definiu o atual Papa na sua primeira mensagem para este dia.

O próximo Domingo será, pois o 45.º Dia Mundial da Paz, para o qual Bento XVI escolheu como tema “Educar os jovens para a justiça e para a paz”.

Nessa sua mensagem, apesar da frustração e da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia o Papa convida as pessoas a olharem o ano de 2012 com uma atitude confiante e, reafirmando que a Igreja olha para os jovens com esperança, dirige-se sobretudo aos jovens “convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo”.

A importância da família e dos média

Abordando um dos temas que lhe é muito caro, a família, que o Papa considera como ”a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz”, Bento XVI reafirma que os pais são os primeiros educadores e que a família é célula originária da sociedade pois é nela “que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica”.

Nesta sua mensagem, além dos jovens e da família o Papa dirige-se também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas, bem como aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar e solicitando-lhes que jamais deixem de dar um “adequado apoio à maternidade e à paternidade”.

Consciente da contribuição educativa dos media na sociedade atual, e conhecendo que a função dos meios de comunicação não é apenas informar, mas também formar o espírito dos seus destinatários, o Papa salienta a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação, a qual pode influir positiva ou negativamente na formação da pessoa.

Nesta sua mensagem, ao falar da educação para a verdade e para a liberdade, para a justiça e para a paz, o Papa lembra que «a paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas”. A paz é fruto da justiça e efeito da caridade e é, antes de mais nada, dom de Deus. No entanto, adverte Bento XVI, “a paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída”.

A mensagem do Papa para este 45º Dia Mundial da Paz termina com um forte apelo aos jovens que ele considera serem “ um dom precioso para a sociedade”:

“Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo, nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo”.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº188 de 30 de dezembro de 2011
Publicado no “Jornal de Arouca” nº799 de 30 de dezembro de 2011

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