Estranho conceito de Democracia

por jcerca em 9 de Janeiro de 2010

Que o conceito de democracia anda, desde há muito, hipotecado por uma certa esquerda, convencida  e arrogante e ao sabor dos interesses de certos lobbies presentes na sociedade portuguesa, já nós disso nos tínhamos apercebido.

E a  confirmação disso deu-a, uma vez mais, o nosso Parlamento e o Governo português, ao fazerem tábua rasa, ignorando as mais de 93 mil assinaturas,  solicitando a auscultação da vontade dos portugueses sobre o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.

Recolhidas num curtíssimo espaço de tempo, face à pressa apressada com que os nossos deputados se empenharam, para aprovarem uma lei que pretende igualar aquilo que, para todos os efeitos, jamais será igualável, seria desejável, e minimamente exigível, num estado democrático, que se desse lugar à expressão da vontade popular, num tema que a dividiu, não só a ela, mas até à própria classe política.

Dado que a aprovação de uma tal lei alteraria profundamente um  conceito milenar que passaria a ser abrangido para situações totalmente opostas, desvirtuando assim a sua essência, seria justo, razoável e democraticamente honesto que a vontade popular fosse consultada quanto à aprovação de uma tal lei.

Hipocrisia política e oportunismo estratégico

Está mais do que visível aos olhos de todos de que a pressa em arrumar este tema fracturante revela que a preocupação do Partido Socialista não foi propriamente o problema da homossexualidade, que terá, na sociedade portuguesa, uma diminuta expressão, exageradamente ampliada por determinada comunicação social.

O que sempre esteve em causa na introdução deste tema no programa do PS foi apenas uma medida de oportunismo estratégico, secundada por  determinados lobbies, no sentido do partido captar votos à sua esquerda.

Aliás a ausência do Primeiro Ministro e do próprio Governo, no momento da votação dessa polémica lei, atestam essa mesma hipocrisia.

Mas não se pense que a guerra terminou. O problema da adopção por casais homossexuais já saltou para a ribalta de alguns meios de comunicação social, como se os reais problemas do País não existissem.

O medo do referendo

Sabe-se que a estatística hoje consegue saber, com uma grande margem de aproximação à realidade, as projecções feitas a partir das entrevistas a um universo reduzido de pessoas, quer seja por telefone, quer seja por escrito, ou mesmo à boca das urnas, como tem acontecido em todos os actos eleitorais.

Face a um tão elevado número de assinaturas, solicitando o referendo sobre o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, era mais do que previsível que a projecção estatística, feita a partir dessa expressiva recolha, revelasse, antecipadamente, e com grande margem de certeza, o resultado desse referendo.

E daí toda essa pressa dos nossos parlamentares em aprovarem a lei, ignorando, pura e simplesmente, a vontade popular, mesmo sabendo que, etimologicamente, o vocábulo democracia significa “o poder do povo”. Mas parece que esse poder só interessa a determinados partidos quando vai no sentido dos seus interesses.

 

José Cerca

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Requalificação do centro urbano de Arouca

por jcerca em 6 de Janeiro de 2010

Modernidade, sentido histórico e funcional

Durante cerca de 3 horas decorreu no dia 5 de Janeiro, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Arouca, a apresentação e a discussão pública do projecto de requalificação do centro urbano da Vila de Arouca, cujas obras de intervenção serão elaboradas com fundos do mini-Programa Polis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

A apresentação do projecto foi feita pelo arquitecto José Soares e pelo eng.Pedro Silva, tendo o Presidente da Câmara, eng. Artur Neves, fornecido também alguns esclarecimentos complementares no decorrer da sessão.

Não se tratando ainda de um projecto definitivo, mas sim de estudo, no final da apresentação do mesmo, foram levantadas algumas questões sobre alguns aspectos da intervenção e apresentadas também algumas sugestões, por parte do público presente.

 A área de intervenção

Segundo o estudo apresentado, serão 5 as principais áreas que irão sofrer intervenção neste projecto de requalificação: a avenida 25 de Abril, desde a rotunda até ao edifício da  Câmara, a praça Brandão de Vasconcelos, a Alameda D.Domingos de Pinho Brandão, o terreiro entre o Mosteiro e o edifício da Biblioteca Municipal e o Jardim Municipal e áreas adjacentes. No âmbito deste projecto serão também efectuadas algumas obras no interior do Mosteiro.

Imagem1

Além de procurar uniformizar o perfil de toda a avenida 25 de Abril, uma das grandes novidades deste projecto será a retirada de todo o estacionamento no terreiro de Santa Mafalda, restituindo-lhe assim a dignidade  de outrora e repondo parte da sua antiga configuração, Imagem2nomeadamente com a recolocação do seu antigo portão. Na sequência lógica da filosofia subjacente a este estudo e que recebeu vários contributos da arquitecta Ângela Melo, será igualmente retirado desse espaço o monumento aos Combatentes da Grande Guerra, aí erguido, frente à entrada nobre do Mosteiro e que se encontra  histórica e esteticamente desenquadrado no espaço que tem vindo a ocupar desde 1940.

Embora o Presidente da Câmara entenda que Arouca ainda possui muito espaço para estacionamento, nomeadamente no recinto da Feira, este estudo prevê, no entanto, a criação de uma nova  zona para estacionamento de veículos, no fundo do parque municipal, na zona do campo de jogos de S.João Bosco, para, de algum modo, recuperar a área de estacionamento perdida no terreiro.

 A Praça Brandão de Vasconcelos

Sendo este o verdadeiro centro histórico da Vila de Arouca e uma das zonas mais sensíveis, quer pelo seu passado histórico, quer pela sua localização, mesmo frente a fachada principal do Mosteiro, pensamos que será a zona cuja intervenção levantará, eventualmente, mais polémica.

As alterações previstas, embora mantendo as árvores e o piso em calçada, contemplam, não só a deslocação do fontanário do centro da praça para uma das extremidades, como também um abaixamento geral do seu nível, de modo a favorecer a vista, quer da capela da Misericórdia, quer da antiga prisão.

É óbvio que as casas de banho subterrâneas desaparecerão, sendo construídas novos sanitários na traseira do edifício da antiga prisão, onde outrora já funcionou uma peixaria.

Imagem3

Pelas imagens que foram projectadas durante a apresentação do estudo, parece-nos que houve uma grande preocupação em não agredir todo este conjunto da praça, conferindo-lhe uma certa uniformidade bastante estética e funcional.

A filosofia subjacente a este estudo

Tratando-se de uma zona histórica, quase toda ela dentro da área envolvente do Mosteiro, fazer-se uma requalificação nestas áreas, é extremamente delicado e sempre sujeito a controvérsias.

Efectivamente, reorganizar todo um vasto conjunto de elementos, desde árvores existentes, ruas, passeios, bancos, iluminação e o próprio funcionamento do trânsito, é algo que exige muita ponderação e um grande sentido estético, sem esquecer a funcionalidade dos espaços a intervir. Por outro lado, respeitar a memória histórica destes espaços e conjugá-las com perspectivas de modernidade e de futuro são parâmetros que deverão estar sempre presentes num estudo como este.

Pela apresentação geral do projecto, pareceu-nos  que a filosofia subjacente a este estudo teve em conta estes princípios e revelou uma boa capacidade de compreensão das vivências históricas destes espaços, imprimindo-lhes, ao mesmo tempo, uma equilibrada estética moderna e funcional.

José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº756  de 15 de Janeiro de 2010

 

 

 

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Escola de música de Moldes

por jcerca em 3 de Janeiro de 2010

CD assinala 25º aniversário

Desde há 25 anos que ensinam música a crianças e adolescentes, gratuitamente e num ambiente mais familiar do que profissional.

Ligada à Paróquia e com o apoio da Junta de Freguesia de Moldes, por esta Escola de Música têm passado largas dezenas de crianças que aí ocupam parte dos seus tempos livres a aprender música, não só solfejando, mas também tocando algum instrumento.

IMGP4173Foi para assinalar este longo e familiar percurso de 25 anos que a Escola de Música de Moldes decidiu gravar um CD, composto por 10 temas referentes ao Natal e ao cantar dos Reis, recolhidos, quase todos eles pelo professor Ramiro Fernandes, não só na freguesia de Moldes, mas também em Alvarenga, Regoufe, Chave e na vila de Arouca.

Embora ainda em fase de edição, o conteúdo deste CD foi apresentado ao público no dia 2 de Janeiro na igreja de Moldes, através de um pequeno concerto em que, além dos actuais alunos, participaram também alguns dos antigos alunos desta escola de música, iniciada em 1984.

Sendo Arouca um dos concelhos do distrito de Aveiro com um grande património musical, parte do qual já recolhido no “Cancioneiro de Arouca”, a gravação deste CD é mais um louvável contributo para a preservação e divulgação do nosso património musical popular, nomeadamente no que se refere ao cantar das Janeiras.

No final do concerto foi prestada uma singela homenagem ao prof. Ramiro Fernandes e à prof. Raquel Cerca, como gratidão pelo trabalho que têm vindo a  prestar a esta iniciativa cultural.

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José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº756  de 15 de Janeiro de 2010

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“Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação”

por jcerca em 30 de Dezembro de 2009

Mensagem do “Papa Verde” para o Dia Mundial da Paz

 

 Dia mundial da pazNuma altura em que ainda estão bem frescas as esperanças ambientais em defesa do Planeta Terra, que todo o mundo depositou na recente Cimeira de Copenhaga, Bento XVI, a quem já alguém apelidou de “Papa Verde”, escolheu para o 43º Dia Mundial da Paz um tema que não poderia ser mais actual e oportuno: “Se quiseres cultivar a paz preserva a criação”.

A mensagem que o Papa escreveu para este Dia Mundial da Paz, com que se inicia cada novo ano, foi divulgada ainda durante a Cimeira de Copenhaga e visa consciencializar a Humanidade, de que todos fazemos parte da grande “família da Criação” e que o Planeta que habitamos, independentemente dos nacionalismos em que os povos se agrupam, é a nossa “Casa comum” que merece o respeito de todos e exige o desmoronar de interesses e ambições individuais que constituem um grave entrave ao equilíbrio ecológico e até mesmo à própria sobrevivência da Humanidade.

Aliás, as alterações climáticas no Planeta, com as repercussões nos fenómenos metereológicos, provocando, não só o efeito de estufa, como também a subida do nível do mar, produzem graves consequências que já estão a afectar, dramaticamente, muitas regiões do Globo e que são fruto dos atentados ecológicos contra o Planeta.

pombapaz3Embora não se tratando de um documento técnico, o Papa aborda, nessa sua mensagem, alguns dos principais problemas com que a Humanidade se defronta e que não deixam indiferente a Igreja, perante fenómenos, como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais e o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais.

Tendo consciência de que a crise ecológico que o Mundo vive é também um reflexo da crise cultural e de valores, o Papa, nessa sua Mensagem, começa por evocar o papel importante e a responsabilidade que a Igreja tem na defesa da Criação afirmando que “a Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo”. E justifica essa responsabilidade recordando que a Igreja, «perita em humanidade», tem o dever de chamar vigorosamente a atenção para a relação entre o Criador, o ser humano e a criação.

E para essa relação ser preservada, o Papa defende que humanidade tem necessidade de uma “profunda renovação cultural” e que  precisa de “redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme” sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos.

dia internacional da pazDirigindo-se, nessa sua Mensagem, não apenas às comunidades cristãs, mas também aos responsáveis das nações e aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro, o “Papa Verde” recorda que “o respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade”.

Retomando nessa Mensagem algumas das ideias já abordadas na sua mais recente Encíclica “Caritas in Veritate”, o Papa recorda que “o modo como o ser humano trata o ambiente influi sobre o modo como se trata a si mesmo e vice-versa”. É por isso que ele afirma que “os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros”.

Dia mundial da paz1Como habitantes desta “Casa comum” que é o Planeta Terra, todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. “Tal responsabilidade não conhece fronteiras” – acentua Bento XVI. É por isso que o homem tem o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a.

E o Papa reforça essa responsabilidade afirmando que “proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa.” E considerando essa tarefa um desafio urgente, Bento XVI classifica-a mesmo como “uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos”. 

 José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº8  de 08 de Janeiro de 2010

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº756  de 15 de Janeiro de 2010

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Festa de Natal abre Salão de Festas no Convento

por jcerca em 23 de Dezembro de 2009

Centro Juvenil Salesiano sobe ao palco

Fechado, desde há muitos anos, às actividades musicais e teatrais, o Salão de Festas dos Salesianos, como foi apelidado durante tantos anos, encheu-se na tarde do Domingo  20 de Dezembro, com a presença de numeroso público que quis assistir à “Festa de Natal”, organizada pelo Centro Juvenil Salesiano, nomeadamente com as crianças, adolescentes e jovens pertencentes ao Clube Bosco e aos ADS (Amigos de Domingos Sávio).

teatroSe outro mérito não tivesse a iniciativa desta Associação Cultural e Recreativa, bastaria referir o facto de ela ter contribuído para que as cortinas do abandonado palco desse Salão de festas, voltassem a correr perante o público.

Foi nesse amplo espaço, que já foi o maior salão de espectáculos de Arouca, que na década de 70 a 80 os arouquenses puderam assistir não só a divertidos espectáculos de variedades, como também a grandes peças de teatro, desde dramas, comédias e até mesmo operetas, então organizadas pelo Colégio Salesiano e pelo Oratório/Centro Juvenil Salesiano.

A festa

Com a participação de um numeroso grupo de pequenos artistas do Centro Juvenil Salesiano, ensaiados pelos seus animadores, este espectáculo constou de um desfile em que a imaginação nas vestimentas exibidas, feitas quase todas elas de materiais recicláveis, revelou uma grande criatividade e originalidade.

teatro1Além deste desfile, com que a festa abriu, houve ainda lugar a diversos momentos musicais, um dos quais foi sentidamente vivido, quando, através da canção “Esperança”, interpretada por Armando Cunha, se quis evocar a memória de um dos sócios do Centro Juvenil Salesiano já falecido e que, em tempos idos, pisou, por numerosas vezes, aquele palco: o José Luís.

A Mula da Cooperativa_Manuel JoãoDeclamação de poemas alusivos ao Natal, danças, sketches teatrais, caricaturas de alguns programas televisivos, tais como “Ídolos” e “Gatos Fedorentos” e a rábula da “Mula da Cooperativa” outrora, repetidamente apresentada sobre aquele palco, por Manuel João, foram alguns dos ingredientes cénico-musicais que constituíram  o espectáculo que ocupou toda a tarde de Domingo.

 Desfilar  e tocar em cadeira de rodas

 Um outro momento digno de destaque que ocorreu durante esta festa de Natal  foi a cena de um “casamento” com que o desfile inicial terminou.

A cena nada teria de especial se o noivo desse “casamento” não fosse um jovem  deficiente a frequentar o 12º ano na Escola Secundária de Arouca, o Paulo Jorge.

Ao vermos a alegria espelhada no seu rosto, quer quando desfilou pela passarela, em cadeira de rodas, quer quando acompanhou ritmadamente, no palco, um dos seus professores, interpretando uma música à viola, vimos nesse bonito gesto de integração uma bela expressão de Natal.

 desfile

Movimento Juvenil Salesiano

Fazendo parte do Movimento Juvenil Salesiano o Clube Bosco e os ADS são movimentos de que a Congregação Salesiana, fundada há 150 por D.Bosco, se serve para formar, catequizar e evangelizar os jovens, através de numerosas actividades desportivas, musicais, sociais, formativas e recreativas, seguindo a pedagogia de S.João Bosco.

Estamos convictos de que, em Arouca, os animadores deste numeroso grupo de jovens orientarão as suas actividades nesse sentido.

Efectivamente, a ocupação dos tempos livres com o vasto conjunto de actividades que naquela tarde de Domingo passaram pelo palco, constitui uma excelente maneira, não só  para desenvolver talentos, muitas vezes escondidos, mas também para despertar nos jovens gestos de solidariedade, respeito mútuo e de integração social.

IMGP4123Integradas num Movimento salesiano, todas estas múltiplas actividades não poderão jamais omitir o seu fio condutor, com o risco de se perder o seu verdadeiro carisma, que é proporcionar aos seus participantes, também uma caminhada no aprofundamento da sua fé, através de encontros formativos e da participação em  actividades que contribuam para exprimirem também a sua vivência cristã.

Só assim o Centro Juvenil Salesiano será digno do seu nome e honrará o seu Fundador.

José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº755  de 31de Dezembro de 2009

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