Que o conceito de democracia anda, desde há muito, hipotecado por uma certa esquerda, convencida e arrogante e ao sabor dos interesses de certos lobbies presentes na sociedade portuguesa, já nós disso nos tínhamos apercebido.
E a confirmação disso deu-a, uma vez mais, o nosso Parlamento e o Governo português, ao fazerem tábua rasa, ignorando as mais de 93 mil assinaturas, solicitando a auscultação da vontade dos portugueses sobre o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.
Recolhidas num curtíssimo espaço de tempo, face à pressa apressada com que os nossos deputados se empenharam, para aprovarem uma lei que pretende igualar aquilo que, para todos os efeitos, jamais será igualável, seria desejável, e minimamente exigível, num estado democrático, que se desse lugar à expressão da vontade popular, num tema que a dividiu, não só a ela, mas até à própria classe política.
Dado que a aprovação de uma tal lei alteraria profundamente um conceito milenar que passaria a ser abrangido para situações totalmente opostas, desvirtuando assim a sua essência, seria justo, razoável e democraticamente honesto que a vontade popular fosse consultada quanto à aprovação de uma tal lei.
Hipocrisia política e oportunismo estratégico
Está mais do que visível aos olhos de todos de que a pressa em arrumar este tema fracturante revela que a preocupação do Partido Socialista não foi propriamente o problema da homossexualidade, que terá, na sociedade portuguesa, uma diminuta expressão, exageradamente ampliada por determinada comunicação social.
O que sempre esteve em causa na introdução deste tema no programa do PS foi apenas uma medida de oportunismo estratégico, secundada por determinados lobbies, no sentido do partido captar votos à sua esquerda.
Aliás a ausência do Primeiro Ministro e do próprio Governo, no momento da votação dessa polémica lei, atestam essa mesma hipocrisia.
Mas não se pense que a guerra terminou. O problema da adopção por casais homossexuais já saltou para a ribalta de alguns meios de comunicação social, como se os reais problemas do País não existissem.
O medo do referendo
Sabe-se que a estatística hoje consegue saber, com uma grande margem de aproximação à realidade, as projecções feitas a partir das entrevistas a um universo reduzido de pessoas, quer seja por telefone, quer seja por escrito, ou mesmo à boca das urnas, como tem acontecido em todos os actos eleitorais.
Face a um tão elevado número de assinaturas, solicitando o referendo sobre o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, era mais do que previsível que a projecção estatística, feita a partir dessa expressiva recolha, revelasse, antecipadamente, e com grande margem de certeza, o resultado desse referendo.
E daí toda essa pressa dos nossos parlamentares em aprovarem a lei, ignorando, pura e simplesmente, a vontade popular, mesmo sabendo que, etimologicamente, o vocábulo democracia significa “o poder do povo”. Mas parece que esse poder só interessa a determinados partidos quando vai no sentido dos seus interesses.
José Cerca
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nomeadamente com a recolocação do seu antigo portão. Na sequência lógica da filosofia subjacente a este estudo e que recebeu vários contributos da arquitecta Ângela Melo, será igualmente retirado desse espaço o monumento aos Combatentes da Grande Guerra, aí erguido, frente à entrada nobre do Mosteiro e que se encontra histórica e esteticamente desenquadrado no espaço que tem vindo a ocupar desde 1940.
Foi para assinalar este longo e familiar percurso de 25 anos que a Escola de Música de Moldes decidiu gravar um CD, composto por 10 temas referentes ao Natal e ao cantar dos Reis, recolhidos, quase todos eles pelo professor Ramiro Fernandes, não só na freguesia de Moldes, mas também em Alvarenga, Regoufe, Chave e na vila de Arouca.
Numa altura em que ainda estão bem frescas as esperanças ambientais em defesa do Planeta Terra, que todo o mundo depositou na recente Cimeira de Copenhaga, Bento XVI, a quem já alguém apelidou de “Papa Verde”, escolheu para o 43º Dia Mundial da Paz um tema que não poderia ser mais actual e oportuno: “Se quiseres cultivar a paz preserva a criação”.
Embora não se tratando de um documento técnico, o Papa aborda, nessa sua mensagem, alguns dos principais problemas com que a Humanidade se defronta e que não deixam indiferente a Igreja, perante fenómenos, como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais e o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais.
Dirigindo-se, nessa sua Mensagem, não apenas às comunidades cristãs, mas também aos responsáveis das nações e aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro, o “Papa Verde” recorda que “o respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade”.
Como habitantes desta “Casa comum” que é o Planeta Terra, todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. “Tal responsabilidade não conhece fronteiras” – acentua Bento XVI. É por isso que o homem tem o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a.
Se outro mérito não tivesse a iniciativa desta Associação Cultural e Recreativa, bastaria referir o facto de ela ter contribuído para que as cortinas do abandonado palco desse Salão de festas, voltassem a correr perante o público.
Além deste desfile, com que a festa abriu, houve ainda lugar a diversos momentos musicais, um dos quais foi sentidamente vivido, quando, através da canção “Esperança”, interpretada por Armando Cunha, se quis evocar a memória de um dos sócios do Centro Juvenil Salesiano já falecido e que, em tempos idos, pisou, por numerosas vezes, aquele palco: o José Luís.
Declamação de poemas alusivos ao Natal, danças, sketches teatrais, caricaturas de alguns programas televisivos, tais como “Ídolos” e “Gatos Fedorentos” e a rábula da “Mula da Cooperativa” outrora, repetidamente apresentada sobre aquele palco, por Manuel João, foram alguns dos ingredientes cénico-musicais que constituíram o espectáculo que ocupou toda a tarde de Domingo.
Integradas num Movimento salesiano, todas estas múltiplas actividades não poderão jamais omitir o seu fio condutor, com o risco de se perder o seu verdadeiro carisma, que é proporcionar aos seus participantes, também uma caminhada no aprofundamento da sua fé, através de encontros formativos e da participação em actividades que contribuam para exprimirem também a sua vivência cristã.