D.Ximenes Belo em Arouca

por jcerca em 9 de Setembro de 2013

na apresentação de livro sobre poeta salesiano

Organizado pela Câmara Municipal de Arouca teve lugar no passado dia 6 de setembro, no cadeiral do Mosteiro de Arouca, a apresentação do livro “Poeta do amor e da santidade” do nosso colaborador José Cerca, sobre a vida e a obra literária de Cassiano Guimarães, um sacerdote salesiano falecido há 50 anos, apenas com 35 anos de idade.

PENTAX DIGITAL CAMERAA apresentação do livro esteve a cargo de D.Ximenes Belo, bispo salesiano e prémio nobel da paz, tendo sido precedida da evocação do poeta feita pelo Pe. Taveira da Fonseca, conterrâneo do escritor e atual Diretor do Colégio Salesianos do Porto, o qual evocou alguns momentos da sua vida, enquanto jovem estudante, em convivência com o “Poeta do amor e da santidade” a quem a sua família sempre esteve muito ligada.

Nesta sessão esteve também presente a irmã do poeta, dona Maria Alice Miranda, acompanhada de seu marido e que fez um breve percurso biográfico da vida do poeta.

Seguiu-se um pequeno mas bem organizado programa cultural que, além de alguns momentos musicais preenchidos com o som do órgão ibérico tocado pelo organista Ivo Brandão, contou também com dois poemas de Cassiano Guimarães musicados e que foram interpretados pela soprano Magda Micaela acompanhada ao piano por Ivo Brandão. Foram ainda declamados alguns poemas de Cassiano Guimarães.

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Integrado neste programa cultural, os participantes puderam ainda observar uma miniexposição com todos os livros do poeta publicados, bem como alguns manuscritos e diversos originais datilografados.

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No final da sessão a professora Maria Alice Miranda, como gesto de agradecimento por esta homenagem a seu irmão, quis entregar a D.Ximenes Belo uma planta, como expressão simbólica da vida que os escritos de qualquer autor representam, mesmo para além da sua morte.

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Também a Câmara Municipal de Arouca entregou aos ilustres convidados para esta sessão uma lembrança constituída por publicações do Município.

No final teve lugar uma sessão de autógrafos para quem quis adquirir o livro que foi assinado, quer pelo autor, quer pela irmã do poeta.

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Refira-se que, no decorrer da sessão e depois do autor ter explicado os motivos que o levaram a organizar esta publicação, esclareceu que prescindia dos direitos de autor que lhe seriam devidos pela editora, a favor de crianças carenciadas a frequentarem, em regime de internato, o antigo Colégio dos Órfãos, hoje Colégio Salesianos do Porto.

A sessão terminou com uma visita à exposição “O caminho de Santiago” do pintor ovarense António Carvalho, patente no antigo refeitório do Mosteiro de Arouca até ao fim de setembro, seguindo-se um porto de honra na cozinha conventual.

DD/João Almeida

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº271 de 13 de setembro 2013

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O caminho de Santiago

por jcerca em 1 de Setembro de 2013

Do peregrinar ao pintar

            Teve lugar no dia 31 de agosto, na sala D.Domingos de Pinho Brandão,(antigo refeitório do Mosteiro de Arouca), a abertura de uma exposição de pintura de António Carvalho, inspirada em vivências do pintor  ao longo deste mítico percurso medieval.

            Natural de Ovar onde reside, António Carvalho frequentou o Curso de Desenho Livre da Escola Superior de Belas Artes do Porto. Isto e a sua paixão pelos caminhos de Santiago, que já percorreu por sete vezes, resultaram num conjunto de 12 obras que constituem esta exposição promovida pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca.

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            Inspirados na obra do espanhol Chencho Pardo, estes quadros, na opinião de Lídia Paz, são “uma homenagem sincera e sentida de alguém que já percorreu alguns caminhos de dentro de si e outros, que levam a Santiago e um pouco mais longe, onde a terra encontra o mar…”

            Assim como ao longo deste peregrinar, rumo a Santiago, se entrecruzam na vivência do peregrino a paisagem natural com a paisagem da alma, provocando-lhe sensações intimistas indeléveis no seu espírito, também António Carvalho, a partir de vivências suas, e através de um estilo próprio em que a harmonia das cores vivas predomina, cria uma certa intemporaneidade deste mítico caminho de Santiago. Se no verdadeiro caminho de Santiago, que continua nos nossos tempos a congregar diferentes caminhares e  diferentes motivações, a poesia da natureza se irmana com a oração do espírito, também nestes quadros de António Carvalho a arte e a imaginação se dão as mãos e se harmonizam para construírem beleza perpetuada em tela.

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            A abertura da exposição foi enriquecida por uma breve descodificação de cada uma das telas expostas, algumas das quais têm  subjacente uma leitura crítica à situação política atual, como por exemplo no acrílico sobre tela intitulado “Os cães empurram-nos para o precipício” em que 3 cães, cada um deles com as cores da Alemanha, empurram para o precipício Portugal representado no galo de Barcelos e a Espanha expressa no touro, ambos colocados pelo artista à beira de um precipício.

            Refira-se que esta exposição estará patente ao público durante todo o mês de setembro.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº270 de 6 de setembro 2013

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D.Ximenes Belo em Arouca

por jcerca em 29 de Agosto de 2013

Na apresentação do livro “Poeta do amor e da santidade”

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Dois meses depois de ter sido lançado no Colégio Salesiano de Mogofores vai ter lugar no próximo dia 6 de setembro pelas 18.00h no cadeiral do Mosteiro de Arouca, a apresentação do livro de José Cerca sobre Cassiano Guimarães, “Poeta do Amor e da santidade”.

Trata-se de uma publicação sobre a vida e a obra literária do poeta salesiano Pe. Cassiano Guimarães falecido há 50 anos, com apenas 35 anos de vida.

Ao longo das 420 páginas desta publicação autor dá a conhecer o que foi a curta mas rica vida deste sacerdote salesiano que morreu há 50 anos, apenas com 35 anos de idade quando tanto se esperaria, não só no campo da sua produção literária, como na vida sacerdotal e religiosa a que se entregara na Congregação Salesiana.

d_ximEditado pelas Edições Salesianas este volume apresenta aos seus leitores o que de mais autêntico o “poeta do amor e da santidade” deixou ao mundo: os sonhos, os desejos e os projetos que tinha construído para a sua vida.

A associar-se a esta apresentação está presente D.Ximenes Belo, bispo salesiano e prémio Nobel da paz (1996) e ainda o Dr. Taveira da Fonseca, sacerdote salesiano, conterrâneo do poeta e, atualmente, Diretor do Colégio Salesianos do Porto, bem como a irmã do poeta, Maria Alice Sequeira Miranda.

Apresentação é organizada pela Câmara Municipal de Arouca, como apoio da Real Irmandade da rainha Santa Mafalda.

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº270 de 6 de setembro 2013

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BODAS DE OURO SACERDOTAIS

por jcerca em 5 de Agosto de 2013

Duas homenagens numa mesma comemoração

Há 50 anos, precisamente no dia 4 de agosto de 1963, Arouca viveu um dia memorável com a ordenação  presbiteral de 4 arouquenses.

Dois deles, o Pe. Américo Vilar e Pe. António Peres, a trabalharem em Arouca, foram no passado Domingo, objeto de uma homenagem pública, integrada na comemoração das suas Bodas de ouro sacerdotais.

“In Nomine Domini” (Em Nome do Senhor)

A primeira homenagem foi promovida pela comunidade paroquial do Burgo ao Pe. Vilar, onde tem desenvolvido um notável trabalho pastoral,  social e cultural, como pároco desde 1992.

E são inúmeros os motivos para esta justa e merecida homenagem a um arouquense que tem dedicado toda a sua vida, não só à Igreja da Diocese do Porto, como também à comunidade arouquense, nos seus mais diversos âmbitos, ao longo destes 50 anos de sacerdócio.

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O momento alto desta homenagem foi a celebração da Eucaristia em ação de graças pelos 50 anos do seu sacerdócio, celebrada no amplo adro da Igreja paroquial do Burgo, à sombra dos seus frondosos plátanos.

Tendo escolhido como lema do seu sacerdócio a frase “In nomine Domini” referiu o homenageado, na sua homilia que,  ao longo do seu sacerdócio, “tudo fiz em nome de Deus, para Deus e para os homens”.  E foi assim “Em nome de Deus” que o Pe. Américo Vilar quis centrar todas as múltiplas valências pastorais, sociais e culturais em que a sua atividade sacerdotal se tem desdobrado ao longo deste meio século de sacerdócio, a maior parte dele passado em terras de Arouca.

Sou um homem e um padre feliz

E talvez esteja no seguimento deste lema escolhido para o seu sacerdócio, como bússola norteadora da sua múltipla atividade, a razão da sua realização pessoal que o levou a afirmar na referida homilia: “sou um homem e um padre feliz!” ao servir Cristo, a Igreja, os irmãos e irmãs que Deus tem colocado na sua vida ao longo deste seu percurso sacerdotal. Por isso mesmo, no seu testemunho de vida que constituiu a sua homilia afirmaria que “nunca me senti nem só, nem infeliz, apesar das dificuldades que foram surgindo ao longo da minha vida”.

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Estar próximo das pessoas e criar laços de amizade com pessoas e instituições foi, como referiu, uma maneira de estar na vida que fez dele um homem e um padre feliz e que Deus tem recompensado infinitamente.

Ação de graças

Toda esta bem cuidada Eucaristia foi um momento de ação de graças pelo dom do sacerdócio na pessoa do Pe. Vilar.

Além de algumas lembranças que diversos elementos e instituições daquela comunidade paroquial lhe quiserem ofertar, em gesto de gratidão, foi ainda lida, no momento de ação de graças, uma mensagem de D.João Lavrador, na qual este bispo auxiliar do Porto, associando-se a esta festa dos 50 anos da sua ordenação sacerdotal, “festa de alegria e ação de graças” felicita o homenageado “pelo dom da fidelidade sacerdotal” e testemunha-lhe o seu “apreço pela sua dedicação à vida da Igreja ao longo destes 50 anos”.

Na sua mensagem D.João Lavrador, implora do Senhor “as suas bênçãos para si e para o seu ministério sacerdotal”.

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No final da celebração da eucaristia o Pe. Vilar recebeu os cumprimentos de todos os participantes a quem foi entregue uma pagela igual ao santinho da sua Missa Nova. Refira-se que tantos os paramentos como o cálice usados nesta celebração eucarística foram os mesmos usados há 50 anos na sua Missa Nova.

Após a celebração seguiu-se um almoço convívio num dos restaurantes da Vila de Arouca que reuniu cerca de 500 pessoas e onde foram proferidos vários discursos e entregues diversas prendas por algumas instituições a que o homenageado se encontra ligado, quer por amizade, quer por trabalho.

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Uma das prendas oferecidas ao Pe. Vilar pela Junta de Freguesia de Arouca

“Senhor, Tu nos chamaste”

Na tarde, de domingo, em idêntico ambiente campal, amenizado pela sombra de velhos plátanos, teve lugar outra homenagem organizada pela comunidade paroquial de Santa Eulália, sob proposta do seu pároco, Pe. João Pedro Bizarro, a estes dois sacerdotes naturais desta freguesia de Arouca.

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Os homenageados em companhia do pároco, Pe. José Augusto de Pinho no dia da Missa Nova

A Celebração eucarística foi presidida pelo Pe. António Peres que durante vários anos foi também pároco dessa comunidade paroquial.

Além do Pe. Borges, pároco de S.João da Madeira, onde o Pe. Vilar iniciou a sua atividade sacerdotal, logo após a sua ordenação sacerdotal, quiseram associar-se a esta celebração três outros sacerdotes naturais desta Freguesia de Santa Eulália: o Pe. José Augusto Costa (Claretiano), o Pe. Manuel de Almeida Sousa Vilar (sobrinho de um dos homenageados) e o Pe. Adriano Brito Duarte dos Santos.

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Os 5 sacerdotes, todos naturais da Paróquia de Santa Eulália

Ao dirigir uma breves palavras de acolhimento a todos as pessoas que quiseram associar-se a esta homenagem a dois sacerdotes naturais desta comunidade paroquial o seu pároco referiu que “a importância dos homens depende não daquilo que têm, nas daquilo que são” e salientou que estes dois homens “souberam fazer da suas vidas uma entrega a Deus e aos irmãos, servindo assim a Igreja e a comunidade.”

Foi por isso que a Comunidade paroquial de Santa Eulália, muito justamente quis organizar esta singela homenagem a dois sacerdotes aqui nascidos e que há 50 anos escreveram uma das páginas mais belas do seu passado, ao receberam a sua ordenação sacerdotal na Sé do Porto.

Aprendi muito com os pobres

Numa atitude de sincera humildade e de despojamento quis o Pe. Peres evocar os seus primeiros tempos de atividade sacerdotal vividos na paróquia de Miragaia/Massarelos e que o terão profundamente marcado em contato com gente simples e pobre daquela zona ribeirinha do Porto, a ponto de confessar que “aprendi muito com os pobres”.

Referiu também como elementos fundamentais no seu percurso vocacional, não só a influência do Pe. José Augusto de Pinho, pároco na altura da sua Missa Nova, como também a influência da sua família, nomeadamente a de sua mãe, de seus professores e educadores e de todas as pessoas que, ao longo da sua caminhada, o foram rodeando, estimulando e apoiando com exemplos de vida e testemunhos de Fé.

Face ao muito que gostaria de partilhar naquele momento, e ao reduzido tempo de que dispunha para o fazer, o Pe. Peres concluiu dizendo que “a alegria do padre não está só no bem que faz, mas também no bem que recebe”.

E, tal como o fez o Papa Francisco no primeiro dia do seu pontificado, rematou pedindo: “rezem por mim que eu rezo também por vós!”.

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50 depois com o atual pároco, Pe. João Pedro Bizarro

Após a celebração da Eucaristia ambos os sacerdotes receberam os cumprimentos de todos os presentes, tendo-lhes sido distribuídas as reproduções dos santinhos das Missas novas de cada um dos homenageados.

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Seguiu-se, em ambiente muito familiar e de alegria, um lanche partilhado entre o numeroso público que quis assim, de um amaneira muito singela mas sentida, associar-se à celebração das Bodas de Ouro sacerdotais destes dois filhos naturais de uma das maiores a Freguesias do Concelho de Arouca, a Freguesia de  Santa Eulália que já deu à Igreja vários sacerdotes.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº269 de 9 de agosto 2013

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BODAS DE OURO SACERDOTAIS

por jcerca em 24 de Julho de 2013

50 anos ao serviço de Deus e do Homem

Por iniciativa do Pároco, Pe. João Bizarro, a comunidade paroquial de Santa Eulália, Arouca, vai prestar uma singela homenagem a dois sacerdotes, naturais desta Paróquia, por ocasião do 50º aniversário da sua ordenação sacerdotal, a ter lugar no Domingo 4 de agosto.

Trata-se dos padres Américo  Vilar e António Peres, ordenados presbíteros a 4 de agosto de 1963 e ambos em atividade sacerdotal em  Arouca.

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O Pe. António de Brito Peres, atualmente capelão da Santa Casa da Misericórdia de Arouca, desde há 8 anos, exerceu a sua atividade sacerdotal nas paróquias de Miragaia, na zona ribeirinha do Porto, desde 1975 a 1984.

Depois de nomeado pároco da Paróquia de Moldes (Arouca), onde esteve durante 9 anos, acumulando o serviço pastoral das paróquias de Janarde e de Covelo de Paivó, assumiu a paroquialidade nas comunidades cristãs de Arouca e de Santa Eulália, também durante 9 anos, tendo sido substituído pelo atual pároco, Pe. João Pedro Bizarro, vindo a desempenhar, desde então, o cargo de capelão na Santa Casa da Misericórdia de Arouca.

Além do trabalho pastoral paroquial o Pe. Peres  desempenhou também o  cargo de prefeito no seminário  de Paraíso da Foz, durante 9 anos (1963 a 1972) tendo sido ainda professor de Religião e Moral nos liceus Garcia da Horta e  D.Manuel II.

Por sua vez, o Pe. Américo Pereira Vilar nascido no lugar de Jugueiros, da freguesia Santa Eulália, trabalha presentemente na Paróquia de S.Salvador do Burgo em Arouca, onde tem ainda a seu cargo o Centro Social Paroquial do Burgo, desde 2010.

Depois de ordenado iniciou o seu trabalho pastoral e apostólico na cidade de São João da Madeira, sendo sido, pouco depois, nomeado assistente diocesano dos organismos rurais da Ação Católica, e ainda professor de Educação Moral e Religião Católica na Escola Industrial e Comercial Soares dos Reis, em Vila Nova de Gaia. Em 1967 a pedido do Bispo do Porto assumiu as funções de diretor da “Obra do Padre Grilo” na cidade de Matosinhos, sendo simultaneamente professor no Liceu Nacional de D. Manuel II, no Porto, e mais tarde no Liceu Nacional de Matosinhos.

Em 1977 é nomeado pároco de Canelas e Espiunca, na Vigararia de Arouca, tendo em cada uma dessas paróquias fundado um Centro Social Paroquial.

A ação pastoral do Pe. Vilar envolveu sempre uma componente social relevante levando-o a participar em várias ações sociais em prol da comunidade.

Assim, participou não só na Comissão de Arranque da Associação dos Bombeiros Voluntários de Arouca, como também desenvolveu esforços para a criação da Escola Secundária de Arouca.

Tendo sido dirigente sindical dos professores, e também dirigente do Futebol Clube de Arouca, foi ainda sócio fundador do Lions Clube de Arouca e nomeado capelão, pelo Ministério da Saúde, do Centro de Saúde de Arouca.

A comunicação social também lhe mereceu regular dedicação, tendo sido colaborador da Rádio Regional de Arouca, desde o seu início, e do semanário “Defesa de Arouca” durante algumas décadas. É atualmente diretor do jornal mensal de Arouca “Roda Viva”.

Desde 1992 que é pároco da freguesia de São Salvador do Burgo, onde tem desenvolvido um relevante trabalho pastoral e social em prol dessa comunidade, destacando-se, não só o restauro da igreja paroquial e de todas as capelas da paróquia, a construção da capela mortuária e salas de apoio aos serviços paroquiais, bem como a construção  do Centro Social Paroquial do Burgo, inaugurado em 2010.

Em reconhecimento de toda a sua ação social a favor das comunidades por onde tem passado, a Câmara Municipal de Arouca, deliberou, atribuir-lhe, em 1999, a Medalha de Mérito Municipal – grau Ouro.

A homenagem

A homenagem a estes dois sacerdotes arouquenses, na comunidade paroquial em que nasceram, terá lugar no dia 4 de agosto e constará de uma missa campal no adro da Igreja de Santa Eulália pelas 15.00h, seguindo-se, no fim da  celebração, um lanche convívio partilhado nesse mesmo local.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº267 de 26 de julho 2013

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