GRANDE NOITE!…

por jcerca em 21 de Julho de 2013

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Grande noite, mesmo! Grande noite para o Grupo Cultural e Recreativo de Rossas que a proporcionou e, sobretudo, para o vasto público que encheu completamente a praça Brandão de Vasconcelos, agora anfiteatrada, após as obras de regeneração urbana.

Foi com a música “Grande noite” interpretada pelo numeroso elenco de artistas do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas que abriu o espetáculo de revista levado à cena, em tão emblemático palco, por este grupo de teatro de Rossas.

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Durante uma hora e meia,  ao longo da qual a numerosa e gratificante moldura humana não arredou pé, foram surgindo, na arena deste anfiteatro, os vários ingredientes de uma bem recheada ementa que contribuíram para oferecer ao público esta “Grande Noite”.

Danças com belas coreografias, momentos musicais teatralizados, divertidos sketches e muitos outros ingredientes, sempre condimentados de bom humor, foram sendo servidos ao público numa noite meteorologicamente agradável e artisticamente bela e divertida que fizeram dela uma verdadeira “Grande Noite”.

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No final do espetáculo, Miguel Brandão, ao fazer um breve percurso histórico do grupo, como uma família que está a crescer, manifestou a sua satisfação por esta “Grande Noite” considerando-a o espetáculo realizado pelo grupo, até hoje, com mais público.

Por sua vez, Artur Neves, na qualidade de Presidente da Câmara, congratulou-se pelo importante papel que o grupo tem vindo a desenvolver na animação cultural em Arouca, nomeadamente no campo do teatro, e manifestou o seu contentamento por ver uma enorme moldura humana a rodear anfiteatricamente este conceituado grupo arouquense que a todos soube proporcionar uma “Grande Noite”.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº267 de 26 de julho 2013

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ORGÃO DO MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 19 de Julho de 2013

Projetos de gravação em CD

Esteve estacionado durante uma semana, à sombra do Mosteiro de Arouca, mesmo à entrada da Igreja Conventual.

PENTAX DIGITAL CAMERAPara quem não saiba, este camião contém no seu interior um estúdio de som que esteve a apoiar tecnicamente a gravação de um CD de áudio no órgão ibérico do Mosteiro de Arouca.

Trata-se de um CD composto por 14 temas com música portuguesa e espanhola para órgão de autores dos sec. XVI e XVII interpretadas pelo organista Rui Paiva, natural de Vale de Cambra  e a trabalhar como professor e na Direção da Academia de Música de Santa Cecília em Lisboa. Refira-se que além deste CD Rui Paiva já participou na gravação de cerca de duas dezenas de CDs com música de órgão e de cravo.

A edição deste CD é uma iniciativa da editora Althum, empresa especializada na execução de projetos culturais e empresariais de alta qualidade, sobretudo no âmbito da preservação do nosso património cultural imaterial e será certamente um excelente contributo para a divulgação das potencialidades sonoras desta bela peça da organaria portuguesa.

Efetivamente, o som deste órgão é imponente e a sua magnífica sonoridade deixou espantado este organista, logo no primeiro contato que teve com ele.

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O Restauro

Exibindo a data de 1743 na sua fachada barroca, este órgão foi fabricado por Manuel Benito Gomez e possui 1352 vozes, alimentadas por 24 registos, sendo considerado pelos especialistas um dos instrumentos mais importantes da escola de organaria ibérica em todo o mundo.

Tendo sido já objeto de obras de restauro há mais de duas décadas, esta última intervenção foi feita em Barcelona, durante um ano e esteve a cargo da empresa Gerhard Grenzing, considerada  líder na recuperação de órgãos. Graças a um cuidadoso trabalho foi possível recuperar-se a sonoridade original deste órgão, uma vez que restauros anteriores lhe haviam adulterado a sua identidade sonora.

A edição deste CD está prevista para Novembro, sendo acompanhado de um livreto com 32 páginas contendo, não só fotos do órgão e do magnífico espaço que o rodeia, como também de alguns textos de especialistas, como o Dr. Rui Vieira Nery e de Gerhard Grenzing, responsável pelo seu último restauro em 2008-2009.

A gravação deste Cd está a ter a colaboração da Paróquia e da Real Irmandade da rainha Santa Mafalda, prevendo-se a organização de um concerto em Arouca, por altura do seu lançamento.

Obra integral de Carlos Seixas

Carlos+SeixasUm outro projeto de gravação no órgão ibérico do Mosteiro de Arouca a iniciar-se ainda este ano, tem a ver com a gravação integral das obras para tecla de Carlos Seixas (1704-1742), considerado o mais importante autor português de música para tecla do séc. XVIII tendo sido compositor, cravista e organista da corte de D. João V.

A entidade responsável pela edição destas gravações é o Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, que recentemente deu início à coleção discográfica melographia portugueza, com a edição dos dois primeiros volumes da gravação integral da obra para instrumentos de tecla de Carlos Seixas. Este projeto coordenado pelo organista José Carlos Araújo do MPMP tem o apoio da Direcção-Geral das Artes, e pretende utilizar sempre instrumentos originais e o mais representativos da grande tradição da organaria portuguesa contemporânea de Carlos Seixas. Assim, para a gravação do conjunto de volumes dedicados a este compositor português, além do órgão do Mosteiro de Arouca serão utilizados também o órgão histórico de São Bento da Vitória, considerado o maior órgão histórico da cidade do Porto, construído em 1719 e ainda o órgão de Santa Cruz de Coimbra.

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Prevê-se que a coleção dedicada a Carlos Seixas seja composta por 7 CDs, sendo um deles inteiramente gravado no órgão do Mosteiro de Arouca.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº268 de 2 de agosto 2013

 

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RECRIAÇÃO HISTÓRICA

por jcerca em 15 de Julho de 2013

O Mosteiro agradece, o público retribui

Ainda recentemente, há cerca de dois meses e meio, o Mosteiro de Arouca escancarara as suas portas, permitindo a numeroso público percorrer todos os espaços conventuais, muitos deles fechados durante quase o ano inteiro.

Foi por ocasião do evento-âncora “Cister, saberes e sabores 2013” que proporcionou um conjunto de atividades que contribuíram para a divulgação do património contido no Mosteiro de Arouca.

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Agora, de 12 a 14 de julho, o Mosteiro voltou a abrir as suas portas, oferecendo desta vez muita vida e animação em muitos dos seus espaços cistercienses. Foi a Recriação Histórica que, após três anos de interrupção, regressou em força, envolvendo o Mosteiro e toda a sua zona histórica, desta vez com renovado visual, após as obras do Projeto de regeneração urbana.

Cenas do quotidiano da comunidade cisterciense

Organizada pela Câmara Municipal de Arouca, sob a coordenação artística de José Carretas da Panmixia e com a coordenação científica do Dr. Manuel Joaquim Moreira da Rocha, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, esta edição da Recriação Histórica contou com a atuação de cerca de 250 figurantes, a maior parte deles recrutados de diversas Associações arouquenses e que ofereceram ao vasto público que nesses dias acorreu a Arouca, cerca de 30 cenas recriadas, não só dentro do Mosteiro, como também no Terreiro de Santa Mafalda e em toda a zona histórica de Arouca.

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Graças a estes figurantes, os espaços conventuais, nomeadamente os claustros, os locutórios, a sala do capítulo, a cozinha, o refeitório, a botica e a cerca, ganharam nova vida com a recriação de cenas do quotidiano da comunidade cisterciense no sec.XIX.

Outras cenas diversas foram também recriadas noutros espaços do Mosteiro, servindo uns de enfermaria, outros de paramentaria e até a cela de uma freira moribunda foi recriada.

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No interior do Mosteiro destaque não só para a reunião das freiras na sala do Capítulo, sob a presidência da Abadessa, como também para Ceia no amplo refeitório da comunidade que ultrapassou de longe a capacidade dos comensais, impedindo assim que muitos interessados nela não pudessem participar, por falta de espaço, não obstante a refeição recriada ser pago pelos interessados inscritos previamente.

Os festejos de S.Bernardo

Se esta recriação trouxe muita vida e animação ao interior do Mosteiro, também toda a zona histórica, nomeadamente o terreiro, agora fechado pelo seu imponente portão,  foram palco de grande animação popular,  recriando os festejos de S.Bernardo, patrono  da Ordem Cisterciense.

Numerosas foram as cenas recriadas por todos esses espaços da zona histórica, alternadas com momentos de animação musical, com a  atuação de malabaristas de rua, de contadores de histórias populares e de muitos outros figurantes, devidamente trajados e oriundos dos diferentes estratos sociais da época.

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E se no 1º dia da recriação se poderá destacar a cena da prisão de Frei Simão de Vasconcelos, no 2º dia o ponto alto foi, seguramente, o incêndio de parte do Mosteiro cuja recriação encheu completamente o terreiro de pessoas, enquanto, durante meia hora, as chamas iam alastrando por todo o segundo piso, a partir da torre do Mirante, consumindo também parte do 1º piso.

Se a simulação foi bem conseguida, através de efeitos sonoros e de uma cuidada luminotecnia também a agitação dos populares e a aflição das freiras contribuíram para dar a esta cena uma grande expectativa, atestada pelo numeroso público que a ela assistiu do terreiro de Santa Mafalda, até que a intervenção miraculosa da Santa Mafalda ajudasse à extinção do mesmo, tal como reza a tradição popular e também aqui tecnicamente recriada.

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Das cenas do último dia destaque-se a visita do bispo de Lamego a Arouca  o qual, saindo da Casa dos padres, com importante séquito, percorreu a zona histórica  até á entrada da igreja conventual, sentado numa cadeira transportada aos ombros por elementos da sua comitiva.

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dêntica cena, mas em sentido contrário e no interior do Mosteiro foi a morte de uma freira assistida no leito de sua cela pelas suas irmãs e membros do clero e transportada em esquife  desde a sua cela até à Sala do Capitulo para aí ser sepultada e receber a última despedida de toda a sua comunidade.

O cronograma da recriação

Revelando já um certo amadurecimento e uma boa planificação, a recriação deste ano, através de um rigoroso cronograma, permitiu manter, quase em permanência, pontos de interesse nos diversos espaços, quer dentro, quer fora do Mosteiro, conferindo-lhe ao mesmo tempo uma grande diversidade de interesses, com momentos de animação, não apenas musical, como também teatral, incluindo improvisos que os diversos figurantes iam criando no meio dos visitantes.

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O despique entre a banda Musical de Arouca e a de Figueiredo no anfiteatro da renovada praça constituiu também um desses motivos de alegre diversão, através das picardias improvisadas entre ambas as coletividades, a ponto das forças da ordem terem de intervir.

Por outro lado a presença de diversos artesãos populares com as suas bancas montadas à sombra do Mosteiro contribuiu também para o bom enquadramento da época que se pretendeu recriar.

“Ecos de Arouca”

Em formato de jornal local distribuído por ardinas aos visitantes, o Programa da recriação foi também ele um dos elementos bem conseguidos e no qual iam sendo fornecidas ao público, não só informações úteis e alguns elementos de contextualização histórica, como também a sequência horária das diversas cenas que iam decorrendo ao longo desta recriação histórica.

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Pela grande afluência do público que acorreu a Arouca nestes três dias, pela enorme animação que esta recriação trouxe ao Mosteiro e a toda a zona histórica, e pelo nível de execução artística que já revelou, estamos convencidos de que este evento-ancora tem condições para alcançar o estatuto de um dos eventos culturais e recreativos mais emblemáticos de Arouca, transformando-se assim, ao lado da Feira das Colheitas, no porta-voz destes “Ecos de Arouca” para a Grande área Metropolitana do Porto e para toda a região norte do País.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº266 de 19 de julho 2013

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Poeta do Amor e da Santidade

por jcerca em 9 de Julho de 2013

1º obra sobre o poeta Cassiano Guimarães lançada em Mogofores

capa_livro_cassiano_corteTeve lugar no dia 6 de julho no Colégio Salesiano de Mogofores o lançamento do livro “Poeta do amor e da santidade” do nosso colaborador José Cerca, sobre a vida e a obra literária do poeta salesiano Cassiano Guimarães.

Ao longo de 420 páginas o autor dá a conhecer o que foi a curta mas rica vida deste sacerdote salesiano que morreu há 50 anos, apenas com 35 anos de idade quando tanto se esperaria, não só no campo da sua produção literária, como na vida sacerdotal e religiosa a que se entregara na Congregação Salesiana.

Nessa primeira obra sobre este poeta a que o autor se vem dedicando desde há vários anos, são publicadas não só muitos poemas inéditos, passagens do seu Diário,  como  são também recolhidos muitos  escritos, quer em prosa, quer sobretudo em poesia, dispersos por muitas revistas, jornais e até mesmo em Almanaques e que agora se reúnem neste volume editado pelas Edições Salesianas e que apresenta aos seus leitores o que de mais autêntico o “poeta do amor e da santidade” deixou ao mundo: os sonhos, os desejos e os projetos que tinha construído para a sua vida.

MogoforesQuis o autor deste livro apresenta-lo em Mogofores , não só pela ligações que tem a esta casa Salesiana, mas sobretudo pelas ligações que a ela teve também o poeta ao longo da sua curta vida.

Efetivamente foi aí que ele fez o Noviciado e professou pela primeira vez na Congregação Salesiana, a 28 de Novembro de 1943.

Foi aí que recebeu a ordenação sacerdotal, no dia 31 de Maio de 1953, precisamente há 60 anos.

Foi aí que começou a sua vida de sacerdote Salesiano, lecionando aos aspirantes e exercendo, com grande dedicação, a oratória, o que o tornou muito procurado como pregador nas festas da Bairrada, entre 1953 a 1958.

Foi aí que, apesar do muito trabalho, frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

E foi também aí que editou, em 1956, o seu primeiro livro de poemas “O Mundo….. em Mim”.

Refira-se que, além desta sua primeira obra em poesia, Cassiano Guimarães publicou ainda em vida os livros de poesia “Manhã de Aleluia”, “Avé Maria” e “Poemas de um Sacristão”,  e em prosa “O Grilo de Asas de Oiro”. Postumamente foram publicados “Manhã de Nuvens” e “Contos da Minha Avó”, num mesmo volume.

Na sessão de lançamento esteve presente, entre outros familiares, a irmã do poeta, Maria Alice Miranda, que participou na sessão de autógrafos conjuntamente com o autor.

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Segundo informações recolhidas junto de José Cerca, este informou-nos que está a pensar realizar também em Arouca uma sessão de apresentação desta sua obra.

João Almeida/Discurso Directo

Este livro está disponível para aquisição on line AQUI.

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº265 de 12 de julho 2013

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CORO GREGORIANO DO PORTO VISITA O MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 8 de Julho de 2013

O Mosteiro de Arouca e o seu Museu de Arte Sacra têm, ultimamente, recebido visitas de pessoas ou entidades relacionadas com  a Igreja, a liturgia ou a cultura religiosa.

Depois da visita de um grupo de bispos portugueses, teve lugar a visita da comunidade paroquial de Poiares da Régua, dirigida pelos Salesianos.

No passado dia 4 de julho foi a vez do Coro Gregoriano do Porto e seus familiares, poderem visitar os espaços conventuais e admirar o rico espólio guardado no Museu de Arte Sacra.

Sendo constituído, na sua grande maioria, por antigos alunos dos seminários do Porto e por padres que pediram a sua redução ao estado laical, o guia desta visita não poderia deixar de ser o Cónego Arnaldo  de Pinho, Juiz da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.

Cantando o "Veni Creator Spiritus" Cantando o “Veni Creator Spiritus”

 

Depois de terem percorrido os espaços conventuais acompanhados pelas explicações do guia, os elementos do grupo gregoriano, cantaram, em pleno coro das freiras, o “Veni Creator Spiritus” que foi o cântico que terá inspirado a formação do Coro Gregoriano do Porto por ocasião de uma visita ao mosteiro de Arouca, realizada em Dezembro de 1995 por um grupo de antigos alunos dos seminários do Porto.

Por sua vez, e já dentro do espaço museológico, o mesmo grupo entoou, informalmente, frente à magnífica imagem da Senhora do Ó, uma das antífonas começadas por O : “O Sapientia”.(Ó sabedoria)

Tendo o Mosteiro de Arouca um magnífico órgão ibérico e um reputado organista titular, não se compreende como não foi prevista, pela Real Irmandade, uma pequena receção musical a estes visitantes, tal como tem acontecido noutras circunstâncias e com visitantes com um grau menor de interesse musical e cultural do que o grupo em questão.

antando a antífona "O Sapientia" Cantando a antífona “O Sapientia”

 

Por outro lado, possuindo o Museu de Arte Sacra uma rara coleção de antifonários, seria interessante, dadas as caraterísticas, a cultura musical e o interesse destes visitantes, que, excecionalmente, lhe fosse facultada uma visita ao reservado dos Antifonários, dada a considerável atividade e interesse do grupo no âmbito da música gregoriana.

São para ocasiões como esta que este valioso espólio, quer seja o órgão, quer sejam os antifonários, deveriam merecer uma adequada valorização e divulgação, enriquecendo ao mesmo tempo os seus destinatários.

Refira-se que o Coro Gregoriano do Porto foi criado em 1995 com o objetivo de fazer reviver a música gregoriana que é a base do canto tradicional da Igreja, sobretudo nas comunidades monacais.

Composto atualmente por 21 coralistas, oriundos da classe de professores, bancários, jornalistas e comerciantes, este grupo, dedica-se exclusivamente à interpretação do Canto Gregoriano. Além de numerosos concertos dados a convite de Universidades, de Autarquias Locais, Museus, Associações, Paróquias e outras instituições de índole cultural e religiosa, este coro tem também participado em programas de Rádio e de Televisão, possuindo já quatro discos gravados com cânticos gregorianos.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº264 de 05 de julho 2013

Publicado no semanário “Voz Portucalense” nº26 de 3 de julho de 2013

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