Vacinas criminosas e carros eléctricos

por jcerca em 1 de Novembro de 2009

Tenho andado surpreendido e preocupado, não tanto com a gripe em si, mas com a exagerada campanha que dela se vem fazendo, desde há largos meses, bem como  com a correspondente publicidade à sua vacinação que, ao que  li há dias, não passará de uma farsa pandémica.

Mas as minhas dúvidas sobre esta planeada pandemia mediática acabaram por ser reforçadas quando descobri que toda esta encenação mediática à volta da tal “gripe porcina”, foi criada em laboratório “com o objectivo de promover um genocídio planetário determinado pela Nova Ordem Mundial” tratando-se, portanto de uma “ameaça a toda a Humanidade.”

Há mesmo estudos já feitos por especialistas que apontam para a falsidade e malignidade da tal “vacina”, denunciando não só o  crime que está por trás desta gripe, como a falsa necessidade de se tomar a tal vacina.

É evidente que tais estudos arriscam-se a enfrentar grupos economicamente poderosos no mundo da indústria farmacêutica, pois tal denúncia porá, obviamente, em risco os seus enormes lucros ganhos com toda esta encenada pandemia.

Mas o mais grave é que parece haver uma conivência por parte  da própria OMS e da ONU nesta campanha quase planetária, quando estes mesmos organismos  sabem que, por ano, morrem 300.000 crianças no Sudão, devido a causas evitáveis e parece que ninguém se preocupa com essa situação, de longe muito mais grave do que a tão propalada gripe.

De facto, sabendo-se que  a gripe comum mata anualmente na Europa mais de 40.000 pessoas quando é branda, estranha-se que, mesmo assim, a OMS nunca a tenha rotulado como “pandemia”, como o fez com a gripe porcina, quando estavam registados  3.000 casos no mundo todo, com pouco mais de 137 mortes.

A confirmar-se a veracidade de tais factos, só nos resta recusarmo-nos a tomar a tal vacina e a fazer campanha ostensiva contra a mesma, denunciando os interesses políticos ou económicos que estarão por detrás de toda esta montagem, a nível planetário e que envolve um sem número incrível de actividades lucrativas, sem que se veja um correspondente efeito prático benéfico das mesmas.

Os carros eléctricos destruídos

Esta história da vacina contra a gripe porcina traz-me à baila o conhecido e também denunciado caso da destruição dos automóveis eléctricos, aqui há uns anos, na América, quando tais veículos seriam, além do mais, um excelente e eficaz meio de se reduzir drasticamente o alto nível de poluição atmosférica e sonora existente nas grandes cidades.

Foi em 1996 que a General Motors, fabricou as primeiras viaturas eléctricas de produção em série e que circularam pelas estradas da Califórnia durante 10 anos.

Além de serem viaturas rápidas e silenciosas, eram facilmente recarregáveis com energia eléctrica e nem sequer tinham tubo de escape, pois não produziam nenhum gás de combustão.

Aconteceu que, dez anos mais tarde, todos esses carros do futuro desapareceram completamente de circulação, para serem, pura e simplesmente, destruídos!

O mesmo se passou com a Nissan que apresentou um  modelo de carro eléctrico no salão de Tokyo em 1997, adoptando-o como veiculo profissional para os seus empregados.

Era uma viatura muito apreciado pela sua facilidade de manobra e estacionamento, e ainda pela sua grande operacionalidade em se movimentar dentro da cidade.

Mesmo assim, aconteceu que, em Agosto de 2006, expirou o contrato de aluguer das referidas viaturas e, de imediato, a Nissan as recolheu todas para igualmente as destruir também.

Mas as coisas não se ficaram por aqui, pois em 2003, a Toyota decide parar a produção do seu  veiculo eléctrico, RAV4-EV e  dá-lhe  igual destino

Por este andar, o mesmo acontecerá aos carros movidos a ar, que, além de não consumirem quaisquer recursos energéticos, não poluem minimamente o ambiente. A única “coisa” contra é acabarem com os enormes poderios económicos petrolíferos.

É incrível como os “lobbies” das grandes companhias petrolíferas, conseguem que veículos eléctricos sejam destruídos em massa, motivados apenas pela ganância do lucro e indiferentes à poluição causada pelos veículos a gasolina.

Afinal, vivemos esmagados, condicionados, dependentes e à sorte da força dos grandes lobbies, sejam eles petrolíferos, farmacêuticos, ou bélicos.

Sobre o assunto das vacinas será aconselhável ver o depoimento claro e muito corajoso da ex-Ministra da Saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde.

http://www.youtube.com/watch?v=JpOB4xkpjgQ

José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº752  de 13 de Novembro de 2009

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Os nossos deputados estão a trabalhar bem

por jcerca em 28 de Outubro de 2009

Casamento gay e nudismo

Ora aí está uma boa notícia sobre a eficiência de alguns partidos no nosso Parlamento. Mal começou o trabalho na nova Assembleia da Republica e alguns deputados, sentindo vivamente a urgência na resolução dos problemas nacionais, não perderam tempo e toca a mostrar trabalho. E que trabalho!

Primeiro foi o Bloco de Esquerda que nem deixou aquecer a sua bancada parlamentar para arregaçar as mangas e ir directo ao gravíssimo problema que aflige o país inteiro: o “casamento” entre homossexuais, mais conhecido por “casamento” gay.

Educação, desemprego, segurança social, pobreza, etc. etc….isso tem tempo. Comecemos pelo essencial que o resto virá por acréscimo.

E nem pensem auscultar a opinião dos portugueses. Nada disso! Então eles não são os nossos fiéis representantes no Parlamento? Era só o que faltava, não confiarem neles!

Depois, os Verdes (mas maduros na política!) que também não querem ficar atrás do BE, há que lançar mãos para a resolução de um outro gravíssimo problema da nossa sociedade: o nudismo. E vai daí, há que exigir que o nudismo colectivo seja uma prática livre nos locais onde já há esse hábito, de modo a “favorecer a auto-estima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente».

E como 1500 metros é muita distância, que até alguns binóculos não conseguem atingir, há que reduzir para 500 metros a distância entre as zonas de naturismo e as zonas urbanas mais próximas.

Ora digam-me lá, caros eleitores, se estes nossos deputados não mereceram mesmo os nossos votos, face à qualidade e urgência do trabalho já apresentado!

José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº752  de 13 de Novembro de 2009

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Saramago, o provocador

por jcerca em 24 de Outubro de 2009

 Têm sido numerosas e frequentes, nas últimas semanas, após o lançamento da sua última obra, “Caim” inspirada num “manual de maus costumes e num catálogo de crueldade”, tal como Saramago apelidou a Bíblia, têm sido numerosas, dizia, as afirmações polémicas, provocadoras e agitadoras de Saramago sobre temas, situados, sistemática e obsessivamente, no âmbito da religião, da fé e do cristianismo, com destaque para a Igreja Católica.

saramago201Na sequência de tais afirmações provocatórias, têm surgido os mais díspares comentários, uns nitidamente contra, outros decididamente a favor e em defesa do autor das polémicas afirmações que foram feitas, não à mesa de um qualquer café, mas perante as câmaras de televisões, ou à frente de microfones de outros meios de comunicação social.

Seria absurdo e materialmente impossível exigir-se que as serenas e tranquilas águas de um qualquer lago ficassem indiferentes ou inertes a um pedregulho que alguém lançasse para o seu interior.

As águas só não responderiam ao lançamento da dita pedra, com uma sequencial formação de ondas, se elas estivessem completamente geladas.

Esta analogia da pedra e do lago vem a propósito de um conjunto de comentadores saramaguistas que, não só defendem cegamente as afirmações do autor da mais recente re-criação da história bíblica de Caim e Abel, como condenam, intransigentemente, toda a indignação que por todo o lado tem surgido na sequência, não tanto do livro em si, como sobretudo das suas polémicas afirmações proferidas por ocasião e após o seu lançamento.

Quereriam, talvez, os tais defensores de Saramago que o pacífico lago das crenças religiosas e da fé de milhões de crentes estivesse completamente gelado e ficasse indiferente ao arremesso de tantos calhaus provocadores.

Se Saramago defende o direito à “dissidência e à blasfémia”, tal como referiu em directo, num dos canais televisivos do País, terá todo o direito de o fazer, em seu próprio nome.

Mas será que os milhões de crentes, não terão também o direito ao respeito pelas suas convicções religiosas, pelas suas crenças e ritos sagrados?

As mais recentes afirmações de Saramago, baseadas numa leitura simplista e literal do Livro Sagrado, não me parecem que se integrem, minimamente, neste salutar princípio do respeito pelas convicções religiosas e pelos valores sagrados que certos símbolos, ou objectos, como a Bíblia, merecem, desde há milhares de anos, para  milhões de crentes e até de muitos não crentes.

O que vale a Saramago é que os cristãos, à imitação d’Aquele cuja doutrina pretendem seguir, são tolerantes, compreensivos e sabem perdoar, mas não são gelo e também têm o direito à indignação.

Se tais provocações saramaguistas fossem dirigidas, a outro livro sagrado, como por exemplo, o Alcorão, talvez o prémio Nobel fosse obrigado, por segurança pessoal, a seguir o caminho do escritor Salman Rushdie, condenado à morte em 1989 pelos líderes do Irão, por causa de seu livro “Versos Satânicos”.

Sinceramente, mesmo no meu pleno direito à indignação, não desejo, nem defendo que tal venha a acontecer, pois tenho um pressentimento de que Saramago ainda vai acabar por ser tocado pelo dedo do Deus que diz não existir, apesar de conhecer as histórias da Bíblia, melhor do que muitos cristãos.

 José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº751  de 30 de Outubro de 2009

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Católico e praticante

por jcerca em 21 de Outubro de 2009

Eleito pelo círculo de Coimbra, o deputado José Manuel Pureza é o novo líder do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), sucedendo a Luís Fazenda, que foi agora promovido a vice-presidente da Assembleia da República.

Até aí tudo bem. Mas o que me chamou a atenção e motivou este meu apontamento, foi o facto de ter constatado, em vários órgãos de comunicação social, e no mesmo dia, a referência à religião deste deputado, descrevendo-o como “católico  praticante”, quando, na verdade tal referência religiosa não aconteceu com nenhum outro deputado.

Nada temos contra ao facto de se saber o perfil religioso de figuras públicas, se são católicas ou muçulmanas, protestantes ou budistas. É certamente um dado importante para muitas pessoas, mas certamente com mais peso na América do que na Europa.

O que me surpreendeu e, de certo modo me revoltou, foi ver a intenção que está por detrás desta referência religiosa a este deputado, a qual estará certamente ligada aos temas fracturantes, tão do agrado do Bloco de esquerda, como é o caso dos “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo, mais conhecido por “casamentos gay”.

E o facto é que, logo na primeiras sessão esse tão “urgente” tema nacional saltou logo para as prioridades da luta dos bloquistas.

E para essa luta, precisarão, certamente, do apoio dentro da área dos católicos.

Parece-me, pois intencional e intelectualmente desonesta, esta referência ao “catolicismo praticante”  deste deputado bloquista, como que a induzir os mais incautos que também os católicos apoiam os “casamentos gay”.

Já estamos, infelizmente, demasiado habituados a  estas manipulações da opinião pública, tão do agrado de certas forças políticas e tão habilmente conseguidas por determinados órgãos de comunicação social.

É que, para a defesa e promoção dos temas fracturantes da sociedade de hoje, os média são o palco apetível e poderoso tão bem utilizado pelos seus promotores.

José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº751  de 30 de Outubro de 2009

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“O Caderno” da cegueira iconoclasta de Saramago

por jcerca em 18 de Outubro de 2009

José Saramago,  ao deslocar-se esta semana  à capital italiana para apresentar o seu livro “O Caderno”, em que estão compilados textos por ele escritos entre Setembro de 2008 e Março deste ano no seu blog, cometeu a infelicidade e ousadia, não só  de acusar o Papa Bento XVI de «cinismo” como apelou também à necessidade que há de responder com a «insolência da inteligência viva» à «insolência reaccionária» da Igreja.

Mas não se ficou por aqui este iluminado  Prémio Nobel da Literatura que não pára de criticar e de se imiscuir em assuntos que o não deviam preocupar, uma vez que se confessa de «ateu tranquilo».

Jose-Saramago_caricatE é com a sua autoridade de «ateu tranquilo» que Saramago chega ao ponto de criticar  imbecilmente o Papa ao dizer «Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar o seu neo-medievalismo universal, um Deus que jamais viu, com o qual nunca se sentou a tomar um café, demonstra apenas o absoluto cinismo intelectual da personagem»,

E armando-se em arauto e defensor  da verdade, qual fundamentalista, a apelar à guerra santa, Saramago apela também aos seus correligionários: “Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias pelos presumíveis representantes de Deus na terra, a quem na realidade só interessa o poder».

Segundo Saramago, interessa pouco à Igreja o destino das almas e o que sempre procurou é o controlo dos seus corpos.

Mas não contente com as críticas ao Papa e à Igreja, Saramago não se coibiu também de criticar o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi a quem apelidou de ser ele próprio a “doença do país».

Se o  diagnóstico de Saramago relativamente ao primeiro Ministro italiano, detecta nele a “doença do país», a verdade é que estes dislates e as suas  “iluminadas” diatribes  contra o Papa e a Igreja só poderão ter como causa também uma outra doença, a doença da cegueira de espírito que lhe terá roubado a lucidez intelectual, tão necessária a quem já foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura.

 A exegese bíblica segundo Saramago

Não satisfeito com os iluminados disparates em Itália, Saramago, dias depois, em Portugal, mais propriamente em Penafiel, por ocasião do lançamento de  mais uma obra sua, ele que se confessa ateu, não se coíbe também de proferir um conjunto de disparates sobre a Bíblia que qualifica de  “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Esta e muitas outras afirmações  que nos recusamos aqui transcrever, revelam não só a sua iconoclastia religiosa a que já nos habituou, mas sobretudo a sua completa ignorância sobre a interpretação bíblica, perfeitamente comparável à de uma criança que lê, pela primeira vez, a Bíblia, como se de um mero romance se tratasse.

saramagoCARICATURAUma vez mais me vou convencendo que a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, sempre passível de crítica como muitas outras coisas, terá definitivamente adulterado a sensatez e a lucidez intelectual de Saramago.

Ou será mesmo, mesmo da idade?

José Cerca

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