Passaporte Cultural

por jcerca em 16 de Julho de 2009

Integrado no Ano Europeu da Criatividade e Inovação foi apresentado no dia 16 de Julho no Centro Cultural de Belém o Programa Passaporte Cultural que visa contribuir para a generalização da presença da cultura e das actividades artísticas no sistema educativo de uma forma progressiva, desde a educação pré-escolar até ao término do ensino secundário.

Este Programa consiste em que cada criança, adolescente ou jovem, durante o seu processo educativo, entre os 3 e os 18 anos, participe em actividades culturais, em  cada ano escolar. Estes percursos culturais serão registados e validados num passaporte que acumulará, durante todo o percurso escolar/formativo do aluno, as experiências culturais vividas, no sentido de promoverem o enriquecimento cultural e desenvolverem a sensibilidade cultural e artística dos alunos, as quais  serão reconhecidas por um diploma.

As áreas em que incidirá este Passaporte Cultural e que serão percorridas colectivamente por cada turma são as áreas da música, do teatro, da dança, das artes visuais, das artes audiovisuais, das artes digitais, da museologia e do património cultural material e imaterial.

Segundo este Programa, o Passaporte Cultural terá como suporte uma plataforma electrónica onde serão registados o conjunto de acções e projectos culturais em que cada aluno participa, incluindo simultaneamente espaço para a partilha de experiências com colegas na escola, sendo os professores e encarregados de educação actores importantes no sistema.

Numa altura em que cada vez mais se sente um alheamento de muitos alunos por estas actividades culturais e em que muitas delas passam completamente à margem das nossas escolas, parece-me muito útil, necessária e inovadora esta iniciativa. No entanto, não nos podemos esquecer que Portugal não é só Lisboa e não será fácil em muitas escolas do País o acesso a muitas das manifestações culturais que as escolas dos grandes centros citadinos dispõem.

Vamos ver como ela vai ser implementada nas escolas e qual será a reacção das comunidades educativas a mais esta iniciativa.

José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 64 de 24 de Julho de 2009

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Universidade de Verão em Arouca

por jcerca em 14 de Julho de 2009

2ª edição melhorada e aumentada

No dia  em que Arouca foi, pela 2ª vez este ano, palco de uma transmissão em Directo para o País e para todo o Mundo, através do Programa “Verão Total” emitido pela RTP, a partir da Praça Brandão de Vasconcelos, começava também, quase à mesma hora televisiva, a 2ª edição da Universidade de Verão, organizada pela Universidade do Porto, em parceria com a Câmara Municipal de Arouca.

Abertura dos trabalhos da Universidade de Verão em Arouca

Sessão de abertura dos trabalhos da Universidade de Verão em Arouca

 Os trabalhos desta Universidade  de Verão foram abertos, ao ar livre, junto ao Museu Municipal, com a presença da vice-reitora da Universidade do Porto, Drª Maria de Lurdes Correia Fernandes e do Presidente da Câmara Municipal, Eng.José Artur Neves que se congratulou por mais esta iniciativa, prometendo garantir todo o apoio da autarquia em edições futuras.

Por sua vez, a vice-reitora integrou esta iniciativa no âmbito dos objectivos da Universidade do Porto em promover uma maior abertura e uma mais concreta ligação à sociedade e à região, tanto mais que Arouca integra, desde há alguns anos, a Grande Área Metropolitana do Porto.

Alunos do Módulo sobre o Mosteiro de Arouca
Alunos do Módulo sobre o Mosteiro de Arouca

Tal como na sua primeira edição, esta iniciativa contempla dois pólos formativos, um em Arouca e outro no Porto, sendo estes módulos orientados por docentes universitários e desenhados dentro do contexto da região em que eles são ministrados, proporcionando aos participantes, nomeadamente em Arouca, um maior enriquecimento cultural, um aprofundamento das realidades culturais e científicas da região, bem como uma agradável fruição das suas riquezas culturais, paisagísticas e gastronómicas.

 Além da parte teórica desenvolvida nas instalações do Museu Municipal, as sessões são intercaladas com visitas de estudo, ateliers e manifestações culturais, o que torna esta iniciativa verdadeiramente aliciante.

Alunos numa das visitas ao Mosteiro de Arouca
Alunos numa das visitas ao Mosteiro de Arouca

A primeira semana é toda ela preenchida com dois módulos cuja temática gira à volta do Mosteiro de Arouca e da Arte nos caminhos de Cister, tendo como Coordenador Científico o Dr. Manuel Joaquim Moreira da Rocha.

Com cerca de 30 inscritos no total dos 5 módulos em funcionamento no pólo de Arouca, a verdade é que, de uma edição para a outra, as inscrições já duplicaram, prevendo-se  que idêntico aumento venha a acontecer na próxima edição, mercê da satisfação cultural, do interesse científico e do relacionamento humano que os participantes têm experimentado no decorrer desta Universidade de Verão em Arouca.

 José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 63 de 17 de Julho de 2009

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Do Ano Paulino ao Ano Sacerdotal

por jcerca em 10 de Julho de 2009

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Dez dias antes de encerrar o Ano Paulino, o Papa Bento XVI lançou uma outra iniciativa para toda a Igreja Católica, a que designou por Ano Sacerdotal e que teve início a 19 de Junho, integrado nos 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars.

Segundo disse Bento XVI, a iniciativa do Ano Sacerdotal “tem como objectivo promover o empenho de renovação interior de todos os padres, para um testemunho evangélico mais forte e incisivo, no mundo de hoje”.

Por todas as dioceses do País os Bispos têm feito eco desta iniciativa do Papa, publicando mensagens de modo a empenhar as comunidades paroquiais a viverem, juntamente com os seus párocos, este ano Sacerdotal.

Dada cada vez mais a escassez de sacerdotes à frente das comunidades paroquias, espera-se que esta nova iniciativa do Papa venha a ter em Arouca uma adesão mais forte e visível do que a que teve o Ano Paulino.

Embora tenham surgido algumas iniciativas em Arouca, ao longo desse ano, sendo de realçar o Curso de Teologia para leigos, organizado pela Escola Vicarial de Formação Cristã da Vigararia de Arouca/Vale de Cambra e subordinado ao tema geral “Um caminhar com S.Paulo” a verdade é que, comparativamente com outras comunidades paroquiais do País, foi, no geral, muito débil a adesão dos cristãos das comunidades de Arouca ao Ano Paulino.

É óbvio que as comunidades não podem estar à espera que seja o seu pároco a propor, coordenar ou dinamizar as actividades a desenvolver no seu seio. Torna-se cada vez mais necessário que os Conselhos Pastorais assumam esse importante papel, de modo a que as comunidades manifestem a sua acção evangelizadora no meio em que se inserem. Esperemos que  a “Missão 2010″, proposta pelo Bispo do  Porto para toda a Diocese, seja uma pedrada no charco relativamente ao (não)funcionamento de muitos Conselhos Pastorais e um despertar do comodismo ritualista de muitos cristãos.

José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 62 de 10 de Julho de 2009

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4º encontro de Antigos Alunos salesianos

por jcerca em 6 de Julho de 2009

Recordação e gratidão

O colégio de Nossa Senhora da Boavista em Vila Real foi o espaço de recepção aos participantes no 4º Encontro de Antigos Alunos Salesianos que passaram pelas casas de formação de Poiares da Régua, Arouca, Mogofores e Manique do Estoril.

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Criado há cerca de 80 anos, mas dirigido desde há mais de 3 décadas por um Antigo Aluno Salesiano, o Dr. António José Gaspar, apoiado, no sector financeiro, por um outro Antigo Aluno Salesiano, o Dr. Manuel Acácio, foi nas modernas instalações deste estabelecimento de ensino que os participantes foram acolhidos, no passado dia 4 e 5 de Julho.

Após a saudação de boas-vindas  no Auditório do Colégio, seguiu-se a celebração vespertina dominical na capela e que foi presidida pelo Provincial dos Salesianos, o Pe. João de Brito.

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O convívio e a partilha de vida

Após o momento da Eucaristia que confere sempre a sua dimensão vertical e espiritual a estes encontros, os participantes deslocaram-se para a Quinta do Paço onde lhes foi servido um excelente jantar, durante o qual cada um dos presentes teve ocasião de usar da palavra, tendo alguns deles partilhado momentos muito interessantes das suas vidas no período em que passaram pela Congregação Salesiana.

Foram testemunhos que tiveram como denominador comum, não só a referência à qualidade da formação recebida nesses ambientes salesianos, a dedicação dos salesianos que passaram pelas suas vidas, bem como a gratidão a todos eles, muitos dos quais já falecidos, e que foram importantes na construção das suas vidas e na maneira de estarem no mundo.

 O Colégio da Boavista

Um exemplo muito concreto da acção dos Antigos Alunos Salesianos na sociedade de hoje foi referido pelo psicólogo Dr.José Oliveira, ao apresentar o Colégio da Boavista, em Vila Real, como um estabelecimento que, a nível nacional, se tem destacado não só pelo sucesso escolar, como também pelo nível de segurança e de disciplina que nele se vive.

Certamente que não será indiferente a isto o facto da acção pedagógica neste estabelecimento de ensino ter a marca do “sistema preventivo” aplicado por D.Bosco desde que há 150 anos fundou a Congregação Salesiana para a educação da Juventude.

E o facto é que, mesmo rodeado por 5 estabelecimentos públicos de ensino, o Colégio da Boavista continua a afirmar-se, não só na qualidade do ensino, como no nível de segurança.

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E se a limpeza, a ordem e a organização do espaço físico, patenteados nas excelentes instalações deste Colégio, traduzirem o brio profissional dos seus agentes educativos, a exigência e a competência do seu corpo docente, então não será difícil concluir-se que o seu sucesso educativo se espelha também no rosto físico e material deste Colégio e vice-versa.

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Em pleno Douro vinhateiro

Embora alguns dos participantes não pudessem ter ficado para o dia seguinte, quer por motivos pessoais, quer por questões de logística, a verdade é que o Domingo acabaria por reservar momentos repletos de sensações únicas  que a descida do rio Douro, desde o Pocinho à Régua a todos proporcionou, ao longo das 5 horas que durou essa viagem no “Douro Azul”.

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A passagem das 3 eclusas que  regulam a navegabilidade do Douro nesse percurso com cerca de 100 quilómetros; o cenário dos vinhedos subindo em socalcos íngremes, quer de uma margem, quer da outra, deste rio a que Miguel Torga apelidou de “doce mar de mosto” foram momentos únicos que bem justificam a atribuição de Património Mundial da Humanidade a esta região de Portugal, também conhecida por Douro Vinhateiro.

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Estando inicialmente prevista pela organização do encontro a subida do rio Douro, da Régua até ao Pocinho e o regresso de comboio, a viagem de barco acabaria por ser feita em sentido contrário o que permitiu aos participantes conhecerem algumas regiões interessantes do País na subida de autocarro para o Pocinho, sendo de destacar a paragem no Miradouro de S. Gregório, para se admirar a beleza do vale da Vilariça.
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Quinta da Senhora da Graça

Terminada a descida do rio Douro na Régua, os participantes dirigiram-se para a quinta da Senhora da Graça, em Santa Marta de Penaguião, onde os esperava uma deliciosa surpresa gastronómica, composta não só pela prova dos excelentes vinhos do senhor José Manuel Lopes, como também pelos variados acepipes caseiros confeccionados pelas mãos da sua esposa Luísa Valente.

Mas se a abundante mesa era deveras tentadora, a beleza paisagística que dali se observava acabaria por compor magnificamente o cenário de um esplendoroso fim de tarde.

 Encerramento com “Estrela” de ouro.

 Depois de tantas sensações, não só para o corpo, como também para o espírito, este 4º encontro terminou na quinta da Senhora da Graça com um breve momento musical muito adequado ao momento.

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Quis o “empresário artístico” Alceu Mendes da Costa convidar para nos acompanhar na descida do rio Douro um músico seu amigo, Agostinho Estrela que, ao longo da viagem, nos foi interpretando algumas das suas composições originais e por ele acompanhadas à viola. A última das suas músicas com que nos brindou chamava-se “Ave-Maria” e foi com ela que, expressiva e salesianamente se encerrou este 4º encontro de Antigs Alunos salesianos. O próximo terá lugar em Mogofores no primeiro fim de semana de Julho.

 José Cerca

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Histórias de vida

por jcerca em 1 de Julho de 2009

Todas as pessoas, por mais simples e humildes que sejam, têm um papel na comunidade a que pertencem. Muitas delas, mercê da sua longa experiência de vida e da Universidade da Vida que frequentaram, ao longo dos seus anos, são autênticas bibliotecas vivas que urge preservar para o futuro. Ouvir as suas histórias, escutar a sua experiência é, não só uma maneira de promover a sua integração pessoal e social, como também preservar um rico património humano que, não sendo registado, se tornaria numa irremediável perda para a memória colectiva de toda uma região.

O Projecto MemoriaMedia  surgiu deste necessidade de se proceder à recolha, registo  e difusão da literatura tradicional/ oral/ popular e de todas as formas de manifestação desta cultura enquanto parte do património imaterial, nacional e universal da humanidade. Iniciado há dois anos este Projecto pretende transformar-se no futuro  e-Museu do Património Imaterial.

 

Uma bofetada misteriosa: uma história passada em Arouca


De entre os inúmeros registos em vídeo realizados no âmbito deste projecto e já disponíveis na Internet, fomos encontrar um, passado em Arouca, há cerca de meio século e que nos é narrado por José Quaresma dos Santos que, pela sua capacidade narrativa aí evidenciada, se revela um autêntico contador de histórias.

O narrador desta misteriosa bofetada  que aconteceu na sua infância, mora presentemente em Pedroso, Vila Nova de Gaia e gravou essa história integrada num Curso realizado no âmbito das Novas Oportunidades.

José Cerca

Vejam o vídeo aqui: 

 

Uma  bofetada misteriosa

  

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