Bomba rebenta nos Bombeiros Voluntários de Arouca

por jcerca em 5 de Setembro de 2009

Na passada 6ªfeira, dia 4 de Setembro, à noite, no palco dos Bombeiros Voluntários de Arouca, rebentou uma bomba, “Uma bomba chamada Etelvina” que foi artisticamente montada por um grupo de actores e actrizes pertencentes ao Grupo Cultural e Recreativo de Rossas.

Durante cerca de três horas, o público que enchia o salão de espectáculos foi atingido por estilhaços de sonoras gargalhadas que o divertido enredo da comédia, escrita por Henrique Santana e Ribeirinho, a todos prendeu a atenção, com as suas hilariantes peripécias.

Alguns artistas do grupo de teatro

Alguns artistas do grupo de teatro

Este espectáculo, além da colaboração da Associação dos Bombeiros Voluntários de Arouca, teve o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Arouca, o que permitiu que as entradas para o público fossem grátis.

Para quem teve a ocasião de assistir, pela primeira vez, à actuação deste grupo de teatro, que se iniciou na década de 70, esta peça constituiu uma surpresa pela qualidade da representação, pela versatilidade dos actores e pelo bom ritmo do espectáculo.

Representando vários meses de ensaio e muitas horas de sacrifício, esta “Bomba chamada Etelvina” recebeu, por sua vez , por parte do público, estilhaços de aplausos, aplausos que, para quem faz do teatro uma paixão, valem muito mais do que dinheiro.

José Cerca

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Concerto de órgão

por jcerca em 29 de Agosto de 2009

Um regalo para os ouvidos, um espectáculo para os olhos.

Organizado pela Câmara Municipal de Arouca e pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda teve lugar no dia 29 de Agosto, o 1º concerto de órgão, após o seu último restauro, ocorrido no passado mês de Maio.

Nessa altura escrevemos que “Com o cuidadoso e dispendioso restauro desta rara peça de organaria, Arouca possui agora condições excepcionais para promover eventos culturais dedicados a este tipo de instrumentos.
Efectivamente, seria contraproducente e de consequências maléficas para esta peça, agora restaurada, se ela fosse abandonada ao esquecimento.”

Na verdade, este concerto e outros que se seguirão, integram-se, precisamente, dentro de uma política cultural que visa rentabilizar este magnífico instrumento, proporcionando ao público momentos de rara beleza musical.

 O órgão como vedeta

Em qualquer espectáculo musical é habitual que os artistas, cantores ou músicos, se apresentem perante o público, enquanto actuam.

Nos concertos de órgão que se realizam no Cadeiral do Mosteiro de Arouca acontece precisamente o contrário.

Na verdade, o que o público contempla e aprecia, não só musicalmente, mas também visualmente, é o imponente órgão de tubos, enquadrado numa rica talha dourada que envolve numerosas pinturas, muitas delas alusivas a cenas da vida da rainha Santa Mafalda e que revestem as paredes do coro das freiras.

Ocultos dos olhares do público, pela posição elevada em que se encontra o órgão, são, no entanto, os organistas que dão vida a este raro instrumento musical, arrancando dele sonoridades magníficas que enchem aquele espaço conventual, penetrando, ao mesmo tempo, no espírito das pessoas que religiosamente o escutam.

Aliás, foi com um gesto bonito e expressivo que os organistas, no final do concerto, ao receberem os aplausos do público, quiseram homenagear este raro instrumento, datado de 1743, estendendo o braço em direcção ao órgão, como sendo ele a vedeta central deste concerto.

 Os organistas

Os organistas Ricardo Toste e Vasco Soeiro

Os organistas Ricardo Toste e Vasco Soeiro

Mas se o órgão é vedeta pelo seu imponente aspecto e pelas sonoridades que produz, é no entanto, a arte dos organistas, que, numa cumplicidade mútua, lhe dão vida, construindo assim um espectáculo de som e imagem que se traduz num regalo simultâneo para o olhar e para o ouvido.

Como arouquense que é e sendo um dos melhores conhecedores deste órgão ibérico, Ivo Brandão constava no Programa do Concerto, mas motivos imprevistos à organização deste evento, impediram a sua participação.

Pelo que  conseguimos apurar, a ausência de Ivo Brandão ficou a dever-se ao facto de, à mesma hora, ter de participar num Concerto de órgão em Fátima, da responsabilidade do Cónego Ferreira dos Santos que não quis prescindir do organista arouquense, perdendo assim Arouca a favor de Fátima.

Esta ausência obrigou a que os restantes organistas, Vasco Soeiro, organista da igreja da Lapa no Porto e Ricardo Toste, organista da Sé Catedral de Angra do Heroísmo (Açores) tivessem que reforçar o seu reportório musical, de modo a preencher o espaço deixado em aberto por Ivo Brandão.

José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº70  de 04 de Setembro de 2009

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Limpar Portugal-Limpar Arouca

por jcerca em 20 de Agosto de 2009

A ideia surgiu o ano passado na Estónia e teve enorme sucesso, quer pelo elevado número de pessoas mobilizadas, quer pela quantidade de lixo recolhido apenas num dia, cerca de 10 000 toneladas.

Limpar Portugal é, pois, um grande projecto ambiental, que surgiu na sequência dessa experiência ocorrida na Estónia e que, além de sensibilizar as pessoas para a educação ambiental, pretende limpar o nosso país num dia: o dia 20 de Março de 2010.

Para coordenar este Projecto ambiental foi criada uma plataforma na internet onde as pessoas se podem inscrever e onde estão a ser criados grupos por cada um dos concelhos do País. Arouca já tem o seu Grupo. Agora para participar nele basta fazer a inscrição nessa plataforma e aderir ao Grupo ARC-Arouca.

 

A importância deste Projecto

 

limparportugal

Sendo Portugal um país com lindas paisagens, quer a nível do interior, quer a nível da costa marítima, verifica-se com bastante frequência que, em muitos sítios, a beleza dessas mesmas paisagens é afectada pelo lixo que a falta de civismo de muitas pessoas nelas vai depositando.

E Arouca, infelizmente, não é excepção. Basta ver o lixo que se encontra espalhado, não só pela Freita, como pelas nossos montes, florestas e rios, à beira das estradas, ou ao longo das diversas Freguesias deste Concelho.

Como trabalho preparatório para esse dia nacional do “Limpar Portugal” (20 de Março) cada pessoa ou grupo de pessoas, após a sua inscrição na Plataforma : http://limparportugal.ning.com , deverá referenciar as principais lixeiras da sua terra, à medida que as for localizando e registá-las na referida plataforma. Para isso seria importante que, em cada zona geográfica de Arouca, se juntasse o maior número de pessoas para localizar os sítios com lixo abandonado, desde plásticos, garrafas, colchões, pneus e até veículos abandonados, de modo a que, após a sua referenciação, se procedesse à sua remoção, no dia 20 de Março de 2010, contribuindo assim para uma Arouca mais limpa.

Visit LimparPortugal

 Se quiseres participar no projecto ou denunciar alguma zona que conheças com lixo em Arouca clica aqui.

Acompanha o Limpar Portugal no twitter aqui.

Se quiseres podes ver aqui o Vídeo com a campanha na Estónia

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Referenciar – sensibilizar – limpar para acabar com cenas destas!

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José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 69 de 28 de Agosto de 2009

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Da blogosfera à twitosfera

por jcerca em 16 de Agosto de 2009

Depois de impressionante desenvolvimento da blogosfera, disseminando pelo ciberespaço milhares de páginas pessoais (blogs) sobre os mais diversos temas, mas em que predomina, não só a divulgação e partilha de informação, como também a crítica e, sobretudo, a opinião pessoal, eis que um outro fenómeno está a crescer na internet, captando, em cada dia que passa, milhares de adeptos, a ponto de alguém já ter apelidado este fenómeno de Twitermania.

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Com um funcionamento extremamente simples e um registo gratuito, os blogs permitem aos seus autores não só a publicação de conteúdos em texto, mas também a disponibilização na internet de imagens, vídeo e áudio o que contribuiu para a sua grande popularidade e disseminação por todo o planeta.

Usados em muitos casos como arma política, os blogs são, cada vez mais, espaços não só de combate político e ideológico, como são também pretexto para qualquer cibernauta poder manifestar a sua cidadania, através da colocação dos seus blogs ao serviço de projectos e causas sociais.


Sem pretender enumerar os vários títulos de bloguistas arouquenses disponíveis no ciberespaço, refira-se que são já numerosos, e com bons conteúdos, os espaços da blogosfera dedicados a Arouca, ou mantidos por arouquenses, contribuindo, muitos deles, para abrir uma janela virtual sobre a realidade arouquense, o que se torna muito apreciado, sobretudo para todos aqueles concidadãos que, por motivos vários, se encontram a trabalhar ou a viver fora de Arouca.

 

twitterInserido na mini-blogosfera e com enormes potencialidades no campo da divulgação, da promoção e da construção da opinião pública, surgiu em 2006 o Twitter que, desde então, não tem parado de crescer, atingindo já largos milhões de utilizadores em todo o mundo.

Integrado nas diversas redes sociais que têm proliferado na internet o Twitter permite em 140 caracteres divulgar, em tempo real, tudo aquilo que se pretenda partilhar ou promover.

Atendendo ao seu potencial e à sua enorme popularidade são numerosas não só as pessoas como também as empresas e organismos diversos que têm vindo a aderir a esta nova rede social, nomeadamente as relacionadas com a comunicação social, sem falar já dos movimentos religiosos, políticos e das diversas forças partidárias.

É indiscutível que as próximas campanhas eleitorais que se aproximam vão aproveitar  este enorme recurso para o seu combate político, o que, aliás, já se está a verificar na comunidade twitter de Arouca.

Com a possibilidade que cada pessoa registada no Twitter tem, de seguir as pessoas que bem entender, ou de ser seguida por milhares de outras pessoas (há já casos, na América, de pessoas com mais de dois  milhões de seguidores) podemos imaginar o poder político e até económico que o Twitter representa, a ponto de já estar na mira de grandes empresas que pretendem rentabilizar economicamente o seu potencial e a sua crescente popularidade.

Sendo um fenómeno ainda bastante recente, mas com um crescimento impressionante (1380% no último ano), tudo nos leva a crer que o fenómeno Twitter ainda vai dar muito que falar no ciberespaço onde chegou em 2006 e onde não tem parado de crescer desde então. Aguardemos, pois por novos e breves desenvolvimentos da Twitermania, a nova tendência na net.

 

José Cerca

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Universidade de Verão em Arouca

por jcerca em 18 de Julho de 2009

Novos olhares sobre o Mosteiro de Arouca

Tendo como referência central as vivências de Cister no Mosteiro de Arouca, decorreram, de 13 a 17 de Julho, os dois primeiros módulos da Universidade de Verão em Arouca, subordinados aos temas “Artes nos caminhos de Cister em Portugal” e “Seis percursos pelo Mosteiro de Santa Maria de Arouca”.

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Sessão de abertura dos trabalhos da Universidade de Verão

Tendo como Coordenador Científico o Prof. Manuel Joaquim Moreira da Rocha, ambos os módulos despertarem grande interesse junto dos alunos, proporcionando-lhes um cruzamento de saberes e de culturas, através de uma enriquecedora abordagem interdisciplinar em que a arte cisterciense, desde a pintura à escultura, desde a talha ao azulejo, a música, a teologia, a exegese bíblica, a angiografia e outros conhecimentos afins, proporcionaram aos participantes não só um enriquecimento e aprofundamento dos seus conhecimentos, como também os dotaram de capacidades que lhes permitirão observar o Mosteiro e o seu recheio artístico, com outros olhares e com outras perspectivas até aí desconhecidas.

 Novos olhares sobre o Mosteiro de Arouca

A abordagem sobre a vida das monjas, ao longo dos séculos, no Mosteiro de Arouca, o confronto dessas vivências com objectos artísticos, quer pictóricos, quer escultóricos, bem como com espaços diversificados e com o enquadramento arquitectónico do Mosteiro, enriqueceram os alunos com novas perspectivas sobre a história deste ex-libris de Arouca, durante tantos anos desconhecida, não só dos arouquenses, como do público em geral.

Foi sobretudo com os estudos de Maria Helena da Cruz Coelho da Universidade de Coimbra sobre “O Mosteiro de Arouca, do sec.X ao sec.XIII”, publicado em 1988 e “Arouca, uma Terra, um Mosteiro, uma Santa” publicado no ano seguinte, que os segredos sobre a história deste Mosteiro começaram a ser desocultados, graças ao trabalho de investigação histórica e arqueológica que desde aí se iniciou, tendo já dado à luz diversos trabalhos sobre o Mosteiro de Arouca.

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Alunos do 1º módulo após uma das visitas ao Mosteiro de Arouca

A iniciativa em boa hora tomada pela Universidade do Porto, em parceria com a Câmara Municipal de Arouca, com o apoio mecenático da Caixa de Crédito Agrícola de Arouca e com a disponibilidade da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, tem permitido a divulgação desses estudos que vêm contribuindo para lançar novas luzes sobre o rico passado histórico deste Mosteiro Cisterciense.

 Da teoria à observação local

Mas se a transmissão desta investigação interdisciplinar a cargo de docentes universitários, profundamente conhecedores da vida cisterciense e da sua intima relação com a arte e a arquitectura, proporcionaram aos alunos desta Universidade de Verão novos olhares sobre a história do Convento de Arouca, a verdade é que, a maneira como este Curso foi desenhado, lhes permitiu, simultaneamente, confrontar a teoria com a observação local.

De facto, foram várias as visitas guiadas e comentadas, não só aos diversos espaços conventuais, como também ao Museu de Arte Sacra e à própria cerca do Mosteiro.

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Alunos no workshop sobre Azulejos

Por outro lado, a integração de Workshops mais práticos sobre talha dourada, azulejaria, doçaria conventual, bem como um momento cultural preenchido com a audição do órgão ibérico, a cargo de Ivo Brandão, no cenário magnífico do mais belo coro das freiras, tudo isto, juntamente com os momentos de convívio entre professores e alunos, unidos pela deliciosa gastronomia arouquense, terá contribuído para o sucesso deste Curso, manifestado na satisfação plena de quem o frequentou.

 Ausências injustificadas

Embora estes Cursos da Universidade de Verão em Arouca se destinem a um determinado público e não se possam resumir a meras conferências, abertas a qualquer género de pessoas, a verdade é que se notou a ausência de pessoas ligadas, não só à defesa do património arouquense, à organização de recriações históricas, ou à conservação do Museu de Arte Sacra, como também de responsáveis da autarquia pela promoção turística e cultural do Concelho.

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Alunos visitando a cerca do Mosteiro

É pena que os responsáveis por tais sectores não tenham aproveitado deste louvável esforço da Universidade do Porto em descentralizar os pólos de ensino e de cultura, indo ao encontro das realidades locais, no sentido de as promover e desenvolver.

Mas só investe o seu tempo e dinheiro nestas actividades quem não se considera detentor de todo o saber e quer sempre aprender mais e melhor.

Refira-se que, relativamente a esta abertura da Universidade do Porto ao meio e no que se refere ao seu investimento com a Formação Contínua, foram numerosos os docentes que se deslocaram a Arouca no sentido de partilharem os seus saberes com todos aqueles que decidiram participar nesta 2ª edição da Universidade de Verão.

Além do Coordenador Científico destes cursos, foram docentes, ao longo desta semana, os professores da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Luís Alberto Casimiro, Luís Alexandre Rodrigues, Manuel Antunes  e Diana Santos.

Participaram também o prof. Nelson Borges da Universidade de Coimbra e a arquitecta Ângela Melo da Direcção Regional da Cultura do Norte.

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Alunos do 2º módulo na capela da Misericórdia
para apreciarem  a riqueza dos seus  azulejos. 

José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 64 de 24 de Julho de 2009

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