SONS NO PATRIMÓNIO UNE DOIS PATRIMÓNIOS EM AROUCA

por jcerca em 4 de Setembro de 2021

Tratando-se de uma iniciativa musical a decorrer na Área Metropolitana do Porto (AMP), de 3 a 11 de setembro, pelo 4º ano consecutivo, teve lugar no dia 3 de setembro, pelas 22.00 horas, nos Claustros do Mosteiro de Arouca a atuação do fadista Hélder Moutinho, permitindo assim, numa agradável noite, juntar dois patrimónios: o fado como património imaterial da Humanidade e o melhor do património que Arouca possui no seu ex-libris do Mosteiro de Arouca.

Sons no património

Com o público distribuído pelas alas dos claustros superiores e inferiores, observando as regras de distanciamento e demais normas recomendadas pela DGS, o espaço escolhido para este concerto fadista mostrou-se bem escolhido, não só por causa das exigências da pandemia, mas sobretudo pela sua beleza arquitetónica, enriquecida ainda com os jogos de luzes que criaram um ambiente cénico próprio para uma sessão de fados.

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Nascido em Oeiras, Hélder Moutinho sempre viveu num ambiente fadista, sendo irmão dos fadistas Camané e Pedro Moutinho. Acompanhado por guitarra, viola e baixo, o fadista proporcionou uma excelente noite de fados, num cenário magnífico, que tinha, como ponto central, o fontanário dos claustros cuja água, a cair no seu tanque, acompanhou também, e muito bem, a voz do fadista.

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E assim, estes “Sons no património” vieram dar um pouco mais de vida ao nosso Mosteiro de Arouca, também ele afetado pela pandemia que veio alterar o ritmo normal, não só da vida social, como também das atividades culturais e demais serviços.

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Publicado no jornal “Discurso Directo” nº547 de  17 de dezembro de 2021

José Cerca

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BIBLIOTECA PAULA TELES

por jcerca em 1 de Setembro de 2021

A biblioteca dos autores de Alvarenga

Ocorreu no passado dia 28 de agosto, no Centro Cultural de Alvarenga, a apresentação da última publicação da eng. Paula Teles, intitulada “Estação” e que pretendeu evocar os 25 anos do seu trabalho na área do Planeamento do Território, nomeadamente no que se refere à mobilidade e acessibilidade nas nossas cidades e vilas. Sendo o planeamento dos transportes um pilar importante dessa mesma mobilidade, compreende-se bem a escolha deste título “Estação”, bem como do seu sub-título “25 anos de vida entre cidades”.

Estação

Ao longo de mais de 300 páginas, podemos constatar todo um vasto trabalho e uma grande dedicação da eng. Paula Teles ao tema da sua especialidade, a mobilidade nas nossas cidades, até porque “falar de mobilidade, é compreender as novas realidades urbanas e sociais; é incluir nessa representação de fluxos, as formas e modos de ir de um lugar a outro; é saber quem os faz, quais os motivos e quando são feitos; é perceber os novos ritmos de vida que hoje desenham os Territórios (sociais) da Mobilidade.”

Embora não tenhamos podido estar presente nessa sessão de apresentação, conseguimos segui-la à distância e concluir que, pela riqueza das diversas intervenções, pelos testemunhos dos vários intervenientes e pela dedicação que a própria autora manifestou pelo seu tema preferido, esta sessão de apresentação transformou-se, certamente, nas melhores Bodas de Prata da Mobilidade.

A surpresa

No final desta longa, mas bem diversificada sessão, Paula Teles quis brindar os presentes com uma surpresa ao apresentar o seu projeto da criação de uma “biblioteca dos autores de Alvarenga” a ficar, para já, instalada no Centro Cultural de Alvarenga.

Segundo a proponente este projeto visa, não só reforçar a identidade da freguesia, como também fomentar o gosto pela escrita nos mais diversos âmbitos, desde a literatura às ciências, desde a educação à sociologia, da engenharia à medicina, das artes ao desporto, da moda ao património, contribuindo assim para a história desta terra.

Perante os representantes, quer da Câmara Municipal de Arouca, quer da Junta de Freguesia de Alvarenga, foi lançada assim a “1ª pedra” deste Biblioteca, depois de apresentado o regulamento da sua criação e funcionamento, bem como a lista dos autores de Alvarenga com obras já publicadas.

Autores de alvarenga

As obras que farão parte desta Biblioteca serão numeradas por ordem de chegada e assinadas pelos seus autores.

Coube à autora deste projeto iniciar a “construção” desta Biblioteca com a colocação, numa estante simbólica, do primeiro livro “Estação” acabado de ser apresentado e que ficou com o nº1. Seguiu-se depois a colocação de vários outros títulos de autores alvarenguenses que se encontravam presentes na sessão de apresentação.

Refira-se que a publicação mais recente a constar nesta biblioteca será “Memórias da Paradinha” que já teve uma pré-apresentação no próprio local da Paradinha, no passado dia 7 de agosto, no final da “missa do rio” e que neste momento se encontra presente na Feira do Livro em Lisboa (Pavilhão CO1) até ao dia 12 de setembro.

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Encerrar a apresentação desta “Estação” de Paula Teles com a criação de uma “Biblioteca de autores de Alvarenga” foi, certamente, uma brilhante ideia para motivar as pessoas a escreverem e a deixarem registadas em livro as suas vivências e o seu contributo de cidadania para a posteridade. Até porque um livro é sempre uma Estação na qual poderemos apanhar qualquer meio de transporte que nos poderá conduzir aos mais diversos e surpreendentes destinos.

José Cerca

 Publicado no jornal “Discurso Directo” nº547 de  17 de dezembro de 2021

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A CASA DO CEREEIRO DA PARADINHA

por jcerca em 13 de Agosto de 2021

É seguramente a maior casa da Paradinha e a única que continua na posse de arouquenses nascidos e criados neste emblemático lugar, o primeiro de Arouca a fazer parte das Aldeias de Portugal em 2012. Todas as restantes casas foram compradas a restauradas por pessoas fora de Arouca, sobretudo a partir de 1995.

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Estamos a falar da casa do cereeiro da Paradinha como ficou conhecido o sr. Manuel da Costa e Silva, natural de Fornos, Castelo de Paiva e que viria a casar na Paradinha, onde acabaria por desenvolver uma importante atividade no campo do fabrico das velas de cera para o culto.

Segundo as suas netas, Norvinda e Maria dos Anjos, era um homem muito alegre, comunicativo  e muito culto (lia diariamente os jornais) o que lhe permitia dominar qualquer assunto com os muitos amigos que tinha por toda a parte. Era um homem aberto aos outros e possuidor de uma bondade e solidariedade marcantes. Foi homem de uma grande fé e acreditando que a Senhora da Boa Hora estava sempre presente nas pessoas da sua vida, mandou construir a capela em sua honra. Era, pois um homem bastante religioso, o que tornou fácil a conquista dos padres daquele tempo, para esta sua atividade, cuja área comercial se estendia não só a Lamego, a cuja Diocese a Paradinha pertencia, como também a Cinfães e Castelo de Paiva, assim como S. Pedro do Sul, S. João da Madeira e Arouca.

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 A casa

Toda em xisto e coberta com lousas de ardósia, tal como as restantes construções deste lugar, a casa do cereeiro da Paradinha é um magnífico espaço, muito bem situado, logo à entrada do lugar e que se estende verticalmente por três níveis, tendo pedaços de rocha natural na constituição de alguns troços das suas paredes.

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Na ombreira de um dos seus portais está gravada a data de 1886 acompanhada da inscrição “Mandou F. José S.M.” (mandou fazer José Soares Mendes, que era o bisavô de Norvinda  e Maria dos Anjos).

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Quando nela entrámos, no dia 7 de agosto, após a edição de 2021 da “Missa do Rio” e no final da pré-apresentação do livro “Memórias da Paradinha” escrito em co-autoria por Norvinda Assunção, neta do cereeiro da Paradinha, e por José Cerca, fomos surpreendentemente recebidos pelo esvoaçar chilreante de dezenas de morcegos que fizeram desta casa a sua habitação, encarregando-se do afastamento de qualquer fauna menos desejável que lá tentasse entrar.

À frente desta enorme casa e em nível inferior, junto ao ribeiro, fica a primeira casa do cereeiro da Paradinha, “a casa do ribeiro” como era designada. Foi a habitação primitiva do seu sogro recentemente restaurada pela sua neta mais nova, e tendo adjacente a ela um pequeno terreno com frondosas árvores que, além de sombra lhe dão também beleza.

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Um museu em potência

Ao percorrermos as diversas divisões, distribuídas pelos 3 níveis verticais, ficámos verdadeiramente surpreendidos com a quantidade de alfaias que ocupam grande parte delas, quer penduradas nas paredes interiores, umas, quer espalhadas pelo chão, outras. São alfaias, muitas delas já raras de se encontrarem e que se referem, não só à atividade agrícola, como ao tratamento do linho e, obviamente, também ao fabrico de velas de cera que chegou a ser uma das primeiras indústrias criadas no concelho de Arouca, por Manuel da Costa e Silva, o cereeiro da Paradinha.

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A acrescentar a estas alfaias refira-se ainda a existência de um lagar com o respetivo tanque, a sua monumental prensa e outros diversos objetos relacionados com o tratamento da vinha e o fabrico do vinho. Além deste antigo lagar há ainda, numa outra divisão, uma cozinha com forno a lenha, a sua enorme chaminé, bem como todos os numerosos utensílios, dentro dos quais não faltam obviamente, as panelas de ferro.

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 Curiosa nessa cozinha é a existência de uma gruta escavada na rocha natural e que faz parte de uma das paredes da mesma. Segundo Norvinda Assunção, esse buraco, qual frigorífico natural, servia para manter frescas as garrafas do vinho.

Um restauro que se impõe

Sem pretendermos interferir nas decisões dos proprietários desta histórica casa da Paradinha, parece-nos que será urgente iniciar-se todo um complexo e dispendioso processo de restauro, a começar pela sua cobertura, pois o efeito das infiltrações é já bem notório, sobretudo no nível superior, destinado, originariamente, à sala e aos quartos.

É óbvio que um processo de restauro obrigará a um cuidadoso trabalho prévio de tratamento, inventariação e arrumação das numerosas alfaias que aí se encontram amontoadas, bem como do restante recheio.

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Isso implica que se pense seriamente, e em local adequado, na procura de um espaço museológico que permita preservar para a posteridade todo este importante espólio, antes que ele acabe por desaparecer definitivamente. Esta é uma responsabilidade conjunta, não só dos detentores de todo este espólio, como também das entidades que têm a obrigação de preservar o nosso património, não apenas com intuitos turísticos, mas também por motivos históricos e didáticos em função das novas gerações que não podem ignorar o seu passado.

Um espaço museológico 

No livro “Memórias da Paradinha” recentemente publicado, Norvinda Assunção confessa: “Gostaria de reunir todas as peças dessa fábrica de cera e fazer um pequeno museu para mostrar uma interessante atividade criada pelo meu avô que ficou mais conhecido como cereeiro da Paradinha e que é considerado como um dos grandes homens de Alvarenga, embora andasse quase sempre de alpercatas em casa, o que revela a sua grande simplicidade e humildade.” Aliás esta é também a vontade de toda a família.

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Quer venha a ter a configuração de museu, quer de centro interpretativo, a verdade é que se impõe a criação deste espaço em lugar adequado.

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E tal como ninguém criaria um centro interpretativo das minas de Regoufe, ou de Rio de Frades, na Vila de Arouca também não nos parece lógico fazer o mesmo com este importante e raro espólio da Paradinha. Fazê-lo seria privar este emblemático lugar de um património autóctone que lhe pertence e que só cumpriria a sua verdadeira função histórica, pedagógica e turística dentro da própria localidade em que ele se insere.

Como amante da Paradinha e como apaixonado por todo o nosso rico e vasto património aqui deixo este desafio. Concretizá-lo seria, certamente, a melhor homenagem que se poderia prestar ao “Cereeiro da Paradinha”.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº546 de  o3 de setembro de 2021

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MISSA DO RIO JÁ FAZ PARTE DAS MEMÓRIAS DA PARADINHA

por jcerca em 9 de Agosto de 2021

Iniciada há 28 anos, pelo alvarenguense Pe. José Agostinho teve lugar no dia 7 de agosto junto ao rio Paiva, no emblemático lugar da Paradinha, mais uma edição da tradicional “Missa do Rio”, este ano animada musicalmente pelo pe. Antonino da Congregação dos Dehonianos a que pertence o Pe. José Agostinho.
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Este ano o evento foi enriquecido também com a pré-apresentação da primeira publicação sobre a Paradinha: “Memórias da Paradinha” escrita em co-autoria por Norvinda Assunção e José Cerca.
A breve apresentação foi feita pelo prof.  Dario Tomé, cunhado de Norvinda Assunção.
Esta publicação já está disponível nas livrarias de Arouca. Vai também estar presente na Feira do Livro de Lisboa na estante da Editora SÍTIO DO LIVRO. A Feira do livro deste ano começa dia 26 de agosto e termina a 12 de setembro, no Parque Eduardo VII.
SINTESE DO LIVRO
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Banhada pelos rios Paiva e Paivó, considerados durante muitos anos como os rios menos poluídos da Europa, a Paradinha, tal como muitas aldeias do interior do País, começou a sofrer, sobretudo a partir dos anos 80, uma progressiva desertificação, a ponto de ficar totalmente abandonada por volta de 1990. Este abandono teve como consequência o início de uma progressiva e rápida degradação das habitações, todas elas construídas em xisto, com cobertura em ardósia, materiais esses que abundam na região.

Por volta de 1995 e já quando muitas das habitações se encontravam em processo de degradação acentuada, começaram a surgir várias pessoas interessadas em comprar as casas e recuperá-las para habitação de fim-de-semana ou de férias. Foi então que, tal como a Fénix renascida das cinzas, também esta aldeia começou, lentamente, a erguer-se das suas ruínas, transformando-se progressivamente e recebendo boas condições para a prática de um turismo de natureza saudável e ordenado.

 “Memórias da Paradinha” apresenta aos seus leitores a dupla vida desta aldeia que desde 2012 está integrada na rede das Aldeias de Portugal.

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Guiados por Norvinda Assunção que aí nasceu, casou e viveu durante parte da sua vida, evocar-se-ão as memórias de um passado vivido nesta aldeia, em contato íntimo com a natureza e de acordo com as tradições populares desta comunidade rural, com destaque para o fabrico das velas de cera, não fosse ela a neta do famoso “cereeiro da Paradinha”.

Por sua vez, José Cerca, um apaixonado pelo vasto património de Arouca, dar-nos-á conta deste renascer da Paradinha, com referência aos diversos equipamentos que foram surgindo, não só dentro da aldeia, como também nas suas imediações, e que muito contribuíram para o seu renascimento.

Entre outros, refira-se a criação do Arouca Gepark em 2009, com 41 geossítios, dois dos quais dentro da área territorial da Paradinha. A abertura dos “Passadiços do Paiva”, em 20 de junho de 2015.A inauguração da famosa ponte suspensa, a 516 Arouca, no dia 2 de maio de 2021. E ainda a construção de um empreendimento turístico, para alojamento em condomínio fechado.

Quem hoje visita a Paradinha desconhecerá como era a vida nesta aldeia, antes deste feliz renascer. Por isso, poderá encontra nestas “Memórias da Paradinha” e neste regresso ao passado uma ajuda para melhor se compreender o presente desta ressuscitada aldeia de xisto e se adivinhar o seu futuro como excelente espaço para a fruição de um equilibrado e saudável turismo de natureza.

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BODAS DE OURO SACERDOTAIS

por jcerca em 1 de Julho de 2021

BODAS DE OURO SACERDOTAIS

do P. José Augusto Correia de Oliveira, cmf.

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(Sé do Porto, 11/07/1971 – Fátima, 11/07/2021)

 O Pe. Correia de Oliveira, nascido a 4 de abril de 1945, no lugar da Boavista, freguesia de Santa Eulália, Arouca, é missionário claretiano. Reside atualmente no Seminário do Coração de Maria, em Fátima, e vai celebrar cinquenta anos de sacerdote, no corrente mês de julho.

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 Seminário do Coração de Maria em Fátima, onde reside

Deu entrada no seminário dos Carvalhos (Pedroso, V. N. de Gaia), a 29 de setembro de 1956. Frequentou, depois, o noviciado no seminário claretiano de Cacém (Sintra), tendo emitido a profissão religiosa a 7 de outubro de 1962. Cursou Filosofia, em Fátima e Cacém), e Teologia, em Roma e no Instituto Superior de Estudos Teológicos, de Lisboa.

Seminário dos carvalhosSeminário dos Carvalhos onde cursou os cinco primeiros anos

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Seminário de Fátima onde fez o Noviciado

Seminário  Cacém

Seminário do Cacém (Sintra) onde fez o curso de Teologia

Recebeu o diaconado, em Fátima, das mãos de D. Domingos de Pinho Brandão, e foi-lhe administrada a ordenação sacerdotal por D. António Ferreira Gomes, na sé catedral do Porto, a 11 de julho de 1971.

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 No dia da ordenação sacerdotal por D.António Ferreira Gomes, Bispo do Porto

Desde essa data e até ao presente, trabalhou como missionário, durante sete anos, em S. Tomé e Príncipe (1971-1975 e 1980-1983); de 1976 até 1980 – período, em obteve a licenciatura em História – exerceu no Seminário Carvalhos, o múnus de formador dos seminaristas menores, e foi responsável pela formação dos estudantes de Teologia, em Lisboa, de 1986 a 1995.

No Organismo religioso a que pertence, desenvolveu, ainda, tarefas de âmbito interno, como: secretário provincial, procurador das Missões, administrador do Colégio Universitário Pio XII, em Lisboa, e diretor da Casa de Acolhimento e Espiritualidade, de Fátima.

Ultimamente, tem-se consagrado à orientação de Exercícios Espirituais, à redação de livros de cariz histórico e religioso, e a verter para a língua portuguesa diversas publicações da Congregação dos Missionários Filhos do Coração de Maria.

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Por motivo da efeméride sacerdotal que vai comemorar em breve, redigiu uma pagela, em jeito de oração, que transporta este texto, com o seu quê de saboroso e que aqui se partilha:

Frente da Pagela-page-001

  • Antes de mais, obrigado, Senhor, por me teres criado e acompanhado solicitamente ao longo destes anos, e por Te dispores a presidir a este evento festivo, que agendaste desde a longínqua hora do repto vocacional que me dirigiste.
  • Revelaste-Te sempre o ‘marco geodésico’ que balizou o roteiro da minha existência, e o ‘astrolábio’ benfazejo, que assinalou o rumo certeiro e dissolveu o enredo das minhas dúvidas e ansiedades.
  • Na autoestrada da vida, constituíste a minha suspirada ‘área de serviço’: o recanto de quietude, onde consegui vislumbrar o teu rosto luminoso e refazer as forças que havia desperdiçado; a estalagem acolhedora, que misericordiosamente me albergou nas noites agrestes e de solidão; a toalha florida, que, prazenteiro, fidalgamente adornavas com o prato cálido do teu Corpo e Sangue, sempre acompanhado pela sobremesa da tua elegante e sedutora presença.
  • Quero, pois, felicitar-Te por me teres dispensado tão aprazível como copioso caudal de bondade e de complacência. Aprouve-me sobremaneira degustar a subtil fineza de me atribuíres o mérito de inúmeras iniciativas, que foram, afinal, fruto dos teus sublimes dons, e constatar a proverbial e incorrigível propensão que manifestaste em sobrevoar e branquear as minhas crassas e ostensivas afrontas.
  • Escusado será dizer que a consciência que de ter encetado já a última etapa da vida terrena me aviva o indomável afã de Te contemplar, agora face a face, e de quanto antes fruir, junto da Trindade santa, do supino e gratificante ‘lugar cativo’, que graciosamente prometeste colocar à disposição de todos os esforçados servidores do teu Reino. Por isso, um ‘até já’, do amigo, Padre José Augusto. 

 José Cerca

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