Na tarde do domingo de Pentecostes, 23 de Maio, a comunidade cristã de Mansores reuniu-se em Missa campal, celebrada no coração do enorme “Terço da Esperança” para encerrar, assim, este evento mariano que esteve montado no verdejante vale agrícola desta Freguesia do Concelho de Arouca.

Terço da esperança

A enorme estrutura montada em terrenos agrícolas apresentava um lindo efeito visual visto do ar, mostrando um gigante terço contendo no seu interior uma imagem estilizada de Nossa Senhora, mas que, não obstante a sua beleza e a sua grandiosidade, não traduzia o enorme trabalho que a montagem deste “Terço da Esperança” representou para esta comunidade.

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Na verdade, cada Avé Maria era constituída por uma casinha cujas paredes eram feitas em tela branca e a cobertura em rede sombra também branca. Todas essas casinhas, devidamente iluminadas, tinham no seu interior vários cartazes sobre os mistérios do terço e sobre a Jornada Mundial da Juventude, trabalhos esses feitos pela Catequese, bem como pelo Grupo de Jovens de Mansores e que podiam ser visitáveis ao longo do percurso deste terço gigante.

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A celebração do Pentecostes ocorreu precisamente no interior deste Terço gigante e foi celebrada pelo Pe. Vítor, natural de Mansores, tendo a liturgia sido musicalmente animada pelo grupo de jovens daquela Paróquia.

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O motivo do encerramento desta iniciativa ter ocorrido neste Domingo de Pentecostes, uma semana antes do fim de Maio, prende-se com a necessidade de se libertar o terreno para a sementeira do milho.

O terço esteve aberto todos os dias, onde uma música ambiente dedicada a Nossa Senhora acolhia todos os que aí ocorriam para a reza do terço que este ano teve também como intenção a preparação para a Jornada Mundial da Juventude que ocorrerá em Lisboa em 2023.IMG_3016

Presente nesta celebração litúrgica, a Presidente da Câmara, Margarida Belém manifestou, no mural do seu Facebook, a sua satisfação pelo significado e grandiosidade desta instalação em terras de Mansores: “Só uma comunidade unida, que trabalha diariamente o espírito de cooperação, sonha e concretiza algo tão belo e simbólico. Senti-me uma privilegiada, orgulhosa, por ter participado hoje nas cerimónias que encerraram as celebrações do “Terço da Esperança”.

Em pleno tempo de pandemia esta linda iniciativa do “Terço da Esperança”, levada a cabo, pelo segundo ano consecutivo, pela comunidade de Mansores, além de envolver muito trabalho e despesa, traduz muita dedicação, muita união, muita fé e será, certamente, um farol de Esperança que nasce naquele verdejante vale de Mansores e que alimentará, no coração das suas gentes a certeza de que este pandemia também acabará por ser vencida um dia.

José Cerca

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REABERTURA DO MUSEU MUNICIPAL

por jcerca em 15 de Maio de 2021

Com uma área de 570 metros quadrados e após ter estado dois anos encerrado para obras de requalificação e de remodelação do circuito expositivo, reabriu, no dia 14 de maio de 2021, o Museu Municipal, instalado no antigo Mercado Municipal que foi inaugurado em 4 de novembro de 1994.

No espaço exterior um conjunto de instalações representando várias esculturas humanas acolhiam as pessoas que iam chegando para a reabertura deste Museu que foi inaugurado há 13 anos, precisamente a 18 de maio de 2008, dia internacional dos museus.

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Depois de ter destacado a importância da ligação deste espaço museológico à comunidade local e ao associativismo arouquense a Presidente da Câmara, Margarida Belém, referiu o papel dos diversos intervenientes na nova configuração deste espaço. Coube, no entanto, a Miguel Palmeiro da United by, responsável pelo desenho do projeto, o papel de ajudar a fazer a leitura da organização do novo circuito expositivo com cerca de 100 metros lineares distribuídos pelos dois andares do edifício.

Com o acervo museológico distribuído por 4 núcleos temáticos os visitantes podem receber importantes informações sobre o Território (núcleo A) nomeadamente sobre a sua geodiversidade e biodiversidade; sobre o Homem (núcleo B) com o apoio de elucidativos painéis interativos e da exposição de materiais das diversas épocas da vida humana. O núcleo C centra-se na vida da Serra com referência ao gado, ao lobo, à tecelagem da lã, bem como ao volfrâmio e aos seus complexos mineiros de Rio de Frades e de Regoufe. O núcleo D ao centrar-se, por sua vez, no Vale apresenta abundante informação, quer em texto, quer em imagem, quer sobretudo em objetos, sobre a casa de lavradores, sobre a trilogia sagrada do azeite, do vinho e do pão, sobre o milho e os canastros e ainda sobre o ciclo do linho.

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O circuito expositivo com esta nova configuração termina com um sub-núcleo dedicado à espiritualidade popular com referência a algumas festas como a da Rainha Santa Mafalda, Senhora da Mó e Senhora do Campo.

O visitante, ao percorrer este novo circuito, fica certamente bem enriquecido com um conjunto de informações bem sistematizadas, sobre a história e o território arouquense, através de diversos suportes, desde o cartaz à fotografia, desde o vídeo ao painel interativo e, como é óbvio, até aos múltiplos objetos dispostos com bom gosto e com pedagógica intenção didática e informativa.

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Por tudo isto torna-se imperioso que se criem dinâmicas que permitam que os alunos das nossas escolas possam fazer deste Museu Municipal mais um espaço de aprendizagem sobre a vasta e diversificada riqueza da sua terra, nomeadamente no âmbito da etnografia, arqueologia, geodiversidade e biodiversidade.

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Protocolos

Num gesto de ligação do Museu à comunidade local e ao associativismo foram assinados três protocolos na reabertura do novo espaço museológico. Um com a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda através do seu Juiz Dr. Carlos Brito. O segundo com o Centro de Arqueologia de Arouca, através do seu diretor, Dr. António Silva. O terceiro protocolo referente à cedência do arquivo fotográfico de Adílio Ferreira da Silva foi assinado pela sua esposa e por um dos seus filhos, respetivamente Júlia e Adílio Silva.

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Composto por cerca de 2000 imagens este arquivo é um precioso subsídio para a história de Arouca na segunda metade do sec.XX. Deste arquivo foram selecionadas algumas imagens que ficarão patentes ao público na sala de exposições do Museu Municipal até dia 27 de junho.

Refira-se que a reabertura do Museu Municipal teve um agradável momento musical bem arouquense e que foi expresso através da atuação polifónica das belíssimas vozes femininas do grupo de cramóis e de cantas do Conjunto Etnográfico de danças e cantares de Moldes.

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José Cerca

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PONTE 516 AROUCA: UMA TRAVESSIA PARA O FUTURO

por jcerca em 3 de Maio de 2021

Dia 2 de maio do ano de 2021: inauguração da maior ponte suspensa do mundo!
Ao virar mais uma página da história de Arouca, três mulheres estiveram presentes nesta data histórica: Mafalda Sanchez, filha do 2º rei de Portugal e que Arouca escolheu, merecidamente, para sua padroeira; Margarida Belém, representante do poder local autárquico e líder atual na condução dos destinos e do desenvolvimento do vasto concelho de Arouca e Ana Abrunhosa, representante do poder político e Ministra da Coesão Territorial do atual Governo.
Três mulheres que iniciaram simbólica mas expressivamente esta “travessia para o futuro”
“Bem-vindos ao futuro”, assim terminou Margarida Belém o seu discurso de inauguração da maior ponte suspensa do mundo.

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 Finalmente, a tão esperada inauguração chegou!

Pronta há largos meses, a ponte suspensa designada por “516 Arouca”, teve a sua inauguração condicionada pela pandemia que veio alterar a vida de todos e confinar grande parte dos eventos sociais, culturais ou musicais.
Apesar da situação não estar ainda totalmente controlada e continuar a exigir os maiores cuidados por parte de todos, o dia 2 de maio, feriado municipal e dia da Rainha Santa Mafalda assinalou, finalmente, e depois do adiamento de várias datas, a inauguração da maior ponte suspensa do mundo e que será certamente uma das maiores atrações do norte do País.
A data escolhida não poderia ter sido melhor. Além do belíssimo dia que esteve, meteorologicamente falando, a natureza envolvente conseguiu brindar os presentes com as cores verde e amarelo da bandeira e do brasão de Arouca.

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Arouquenses rendidos à beleza e magia da sua ponte

Nos três dias anteriores à inauguração oficial, os arouquenses, portadores de cartão de residente e que se inscreveram na plataforma digital da 516 Arouca, tiveram a oportunidade de atravessarem gratuitamente a sua mais famosa ponte.
Além disso, durante a semana anterior à inauguração, a Câmara convidou várias associações e grupos de arouquenses para atravessarem a ponte o que representou uma atenção, aliás merecida, para com os arouquenses, tão orgulhosos da sua ponte que, nestes últimos dias, tem captado a atenção de numerosos média, não só nacionais, como internacionais, levando assim o nome de Arouca pelos quatro cantos do mundo.
Refira-se ainda que, antes da inauguração propriamente dita, teve lugar uma espécie de pré-inauguração e que consistiu num desfile de moda pelo tabuleiro da ponte, organizado pela marca Marques’Almeida e que, num vídeo de 12 minutos, permitiu divulgar imagens fantásticas desta bela ponte suspensa a 175 metros acima do rio Paiva.
Por tudo isto, tem sido bem visível, sobretudo a partir das redes sociais, o enorme orgulho,não só dos residentes em Arouca, mas também de muitos arouquenses dispersos por todo o mundo, por esta extraordinária obra de engenharia portuguesa implantada em território do Geopark Arouca e inserida nos já famosos e multi premiados Passadiços do Paiva.
O medo de alguns no início da ponte transformou-se, bem depressa, num sensação de alívio, de entusiasmo, de euforia e também de orgulho por termos em Arouca a maior ponte pedonal suspensa do mundo.

A inauguração – uma travessia para o futuro.

Numa data de grande significado para todos os arouquenses, não fosse o dia 2 de maio feriado municipal, a inauguração da ponte 516 Arouca contou com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

A entrada da comitiva inaugural na ponte suspensa deu-se pelo pilar de Alvarenga situado a a cerca de 1200 metros das escolas primárias. Depois de percorridos os 516 metros do tabuleiro teve lugar, no pilar de Canelas, o descerramento de uma lápide comemorativa desta inauguração.

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No uso da palavra, a Presidente da Câmara, Margarida Belém, começou por destacar o grande significado deste dia para Arouca, evocando todo um passado glorioso de esplendor e de prosperidade que nos vem desde a neta do 1º rei de Portugal e cuja memória se encontra expressa na grandiosidade daquele que é uma das maiores obras da arquitetura religiosa e civil a nível nacional, o Mosteiro de Santa Maria de Arouca.

Considerando que a ponte que hoje se inaugura, precisamente no dia da padroeira de Arouca, é também ela um prodígio da engenharia nacional, e representa a escrita de mais uma página da nossa história, a Presidente da Câmara elogiou a vasta equipa multidisciplinar que permitiu a construção dessa obra em pleno Arouca Geopark e magnificamente inserida nos Passadiços do Paiva.

Além da equipa municipal, Margarida Belém destacou na equipa que esteve por detrás desta grandiosa obra de engenharia o ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade da Universidade de Coimbra, a empresa construtora Conduril e o LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Referiu ainda o papel do seu antecessor, eng. Artur Neves, atual Presidente da Assembleia Municipal, pois foi durante o seu mandato que este sonho começou e que ela teve o privilégio de concretizar e inaugurar.

Considerando a inauguração desta ponte “uma travessia para o futuro” Margarida Belém fez questão de recordar, perante o membro do Governo presente, que esse futuro implica a melhoria das acessibilidades, nomeadamente a conclusão da variante, bem como a cobertura da internet em todo este vasto território e ainda o acesso a todos à água e ao saneamento.

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 Usando da palavra a Ministra da Coesão Territorial considerou a “516 Arouca” uma “obra tremenda da engenharia portuguesa e que constituiu um enorme desafio para todos os envolvidos”. Segundo a Ministra esta é também uma “obra revolucionária” porque é um teste à nossa capacidade criadora e inovadora.

Sendo uma belíssima estrutura que vem valorizar uma paisagem fantástica envolvente, Ana Abrunhosa referiu que ela é também uma infraestrutura “inclusiva”, pois permite receber pessoas com mobilidade reduzida.

Após um breve período de perguntas feitas pelos diversos órgãos de comunicação social, a Ministra da Coesão territorial, acompanhada da Presidente da Câmara e demais comitiva fez o percurso dos Passadiços do Paiva até à praia do Vau onde teve ocasião de atravessar mais uma ponte suspensa, a primeira ponte dos Passadiços inaugurados a 20 de junho de 2015 e que passados cerca de 6 anos após a sua inauguração viria a ter, a cerca de 3 km dela, a maior ponte suspensa do mundo, a 516 Arouca.

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Preços de acesso à ponte privilegiam os residentes

A partir do dia 3 de maio a ponte ficou aberta ao público geral que deverá fazer a sua marcação e adquirir o respetivo bilhete na Central de reservas da plataforma da ponte.

Uma curiosidade é que os visitantes residentes em Arouca podem atravessar a ponte gratuitamente, sempre que o quiserem, se forem possuidores do cartão-residente que, pelo custo de 5 euros, lhes garante livre-trânsito durante três anos, quer na ponte, quer nos Passadiços do Paiva.

Quanto aos restantes visitantes, oriundos de outros territórios terão que pagar 10 a 12 euros pelo bilhete de acesso, consoante a sua idade, mas esse custo dá também acesso aos Passadiços do Paiva.

Refira-se que o acesso à ponte está interdito a menores de seis anos e que as crianças e jovens até aos 17 anos pagam 10 euros, assim como maiores de 65 anos, enquanto o bilhete para a restante população custa 12 euros.

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 A ponte, uma obra da engenharia nacional

Esta obra de engenharia é fruto de um projeto do ITeCons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade da Universidade de Coimbra, e a sua execução foi confiada à empresa Conduril de Ermesinde, uma empresa portuguesa dedicada à execução de Obras de Engenharia Civil e Obras Públicas.

A ponte pedonal suspensa sobre o rio Paiva tem um vão de 516 metros e uma altura do rio de aproximadamente 175 metros. O tabuleiro é em gradil metálico com largura útil de 1,20 metros, sempre com guarda lateral e constituído por 127 módulos de 4 metros de comprimento cada um.

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 A estrutura demorou cerca de 3 anos a ser construida e representa um investimento total de 2,1 milhões de euros. Esta obra foi cofinanciada pelo Programa Operacional Regional do Norte – NORTE 2020 (PROVERE), Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

A estrutura está apoiada por dois cabos suportados por duas enormes torres em forma de V, uma na Freguesia de Canelas, outra na Freguesia de Alvarenga e liga ambas as margens do rio Paiva permitindo observar deste belo miradouro suspenso, não só a beleza da queda de água das Aguieiras, como também a maior escadaria em madeira dos Passadiços do Paiva que se cruzam com esta ponte.

Esta obra de engenharia totalmente portuguesa oferece aos seus visitantes motivos diversos de interesse que vão deste os curiosos pela ciência e pela engenharia, aos amantes da natureza e também àqueles que gostam de sentir emoções fortes. Tudo isto disponível na 516 Arouca, a maior ponte suspensa do mundo e que veio retirar esse lugar à ponte Charles Kuonen, em Zermatt, na Suíça, com 494 metros de comprimento e que foi inaugurada em 2017.
Bem-vindos ao futuro!…

 José Cerca

 

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Um ano depois de ter sido cancelada a sua apresentação pública, por motivos da pandemia, teve lugar no dia 23 de Abril, dia mundial do livro, a apresentação da obra infantojuvenil “A tília da praça” de José Cerca e ilustrada com desenhos do prof. Costa Gomes. A sessão teve lugar no auditório da Loja Interativa de Turismo, com entradas limitadas e com pré-inscrição devido à pandemia.

Além do autor e do ilustrador, a mesa da sessão contou com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Drª Margarida Belém, o poeta e escritor João Manuel Ribeiro pela Editora “31 por uma linha” e o Dr. Armando Zola a quem coube fazer a apresentação da obra.

A apresentação foi musicalmente animada pelo jovem arouquense, Simão Oliveira, que recentemente venceu o concurso da RTP1 “The voice kids” e que foi acompanhado pelo grupo instrumental da Academia Sénior.

Para conhecer um pouco melhor a obra apesentada, DISCURSO DIRECTO fez uma entrevista ao seu autor:

 A ENTREVISTA

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1- Como surgiu a ideia de escrever este livro?

A ideia de escrever este livro partiu de factos reais que têm a ver com o corte de enormes choupos no parque municipal em 2005 durante o último mandato do Dr.Armando Zola, como presidente da Câmara Municipal.

A partir desse acontecimento que causou algumas críticas na opinião pública e com o conhecimento que eu tinha da vida escolar, por dever de profissão, imaginei toda uma sequência de ações, em defesa das tílias da praça, envolvendo a comunidade escolar do concelho. Como motor dessa dinâmica coloquei a Célula Ecológica que na altura funcionava mesmo na Escola onde eu trabalhava.

O entusiasmo dos membros desse clube ambiental consegue contagiar não só a própria escola como todas as escolas do Concelho que no dia da Árvore se concentram na praça à volta das tílias que, supostamente, também estariam ameaçadas de corte.

O sucesso desta festa foi tão grande que até mereceu notícia nas televisões, tendo chegado mesmo ao Ministério da Educação.

A narrativa termina com a afixação na entrada da escola do Certificado de “Vigilante da Floresta” atribuído pelo Ministério da Educação à escola promotora e organizadora de tal iniciativa.

2-O que o levou a escolher a editora “Trinta por uma linha” para publicar a sua obra?

Existem numerosas as editoras no mercado português. Mas se eu escolhi esta para editar o meu livro foi , sobretudo, por conhecer já o escritor João Manuel Ribeiro e devido também ao facto desta editora privilegiar o carácter pedagógico, acima do carácter económico das suas edições. Tem sido notável a vertente pedagógica desta editora que, mesmo em tempo de pandemia, continua a promover inúmeras atividades, mesmo que virtuais, dirigidas a professores, educadores, alunos e demais público.

3- E a parceria com o professor Costa Gomes como surgiu? É apreciador do seu trabalho? É essa a razão?

Sim, conheço o trabalho artístico do prof. Costa Gomes que muito aprecio e que me levou a pedir-lhe que fizesse alguns desenhos para ilustrar o texto que tinha escrito.
Normalmente, as editoras têm os seus próprios ilustradores. No caso de “A tília da praça” houve uma exceção. Na verdade, tendo comigo algumas ilustrações que o prof. Costa Gomes teve a amabilidade de fazer para um concurso literário promovido, em 2010, pela Biblioteca Municipal de Gaia, enviei-as ao Dr. João Manuel Ribeiro que gostou delas e aceitou o seu autor como ilustrador desta obra. E a sua aceitação acabaria, portanto, por contribuir para o reforço da marca arouquense desta obra.

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4-A seu ver como definiria, em poucas palavras, esta sua “Tília da Praça”?

Este livro a que pus como subtítulo “um ciberconto para o dia da árvore” é uma obra infantojuvenil marcadamente arouquense, pela temática que aborda, pelas ilustrações que a embelezam e que são da autoria de um arouquense, o prof. Costa Gomes e ainda pelos espaços arouquenses que percorre.

Na verdade, ao longo da sua narrativa, o leitor é conduzido pelo parque, onde foram derrubados os polémicos choupos; é levado até à praça onde é celebrada a festa do dia da árvore em defesa das ameaçadas tílias; entra nas escolas, nomeadamente na escola E.B.2,3, onde o clube ambiental designado por Célula Ecológica é o grande dinamizador na preparação do dia da árvore, sob coordenação da professora Ester.

Além de percorrer estes espaços, o leitor entra ainda no Mosteiro de Arouca, passa pela Capela da Misericórdia e pelo Calvário, sobe até à serra da Freita e do Monte da Senhora da Mó.

Por tudo isto fica mais do que vincada a marca arouquense desta obra, na qual ainda foram introduzidas, em contexto escolar, duas das mais mais conhecidas lendas de Arouca: a lenda da Senhora da Mó e a lenda das laranjeiras do Burgo.

5-Qual é o custo do livro, preço venda ao público?
O preço de venda ao público é de 10 euros e o livro já se encontra disponível, não só na internet, na página da editora, como também nas duas livrarias da Vila de Arouca.

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6-Sente-se orgulhoso por deixar esta obra para que os seus netos e bisnetos a possam ler?

Um dos principais objetivos que estão subjacentes a esta obra foi a preocupação pedagógica de com ela motivar os leitores, sobretudo os mais jovens, para a defesa das árvores, indispensáveis para o equilíbrio ecológico do nosso Planeta.

Foi, sobretudo, para esse tipo de leitores que eu escrevi esta obra infantojuvenil e dediquei-a aos meus 4 netos, a Maria, o Manuel, a Sofia e o Tiago, representando neles, simbolicamente, todos os atuais e futuros leitores.

Obviamente que fico orgulhoso por poder contribuir com esta obra para sensibilizar as novas gerações para a importância e necessidade de se defender as árvores, de se proteger a Natureza e de se preservar o ambiente para bem desta “casa comum” que todos nós habitamos.

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7. Quer deixar uma mensagem para os leitores arouquenses?

É claro que a mensagem deste conto infantojuvenil passado, grande parte dele, em contexto escolar não se dirige apenas aos leitores arouquenses mas é transversal a qualquer leitor do País. Mas para os alunos das escolas de Arouca e nomeadamente para aqueles que frequentam a agora renovada Escola E.B.2,3 de Arouca, eu sugeria-lhes que não abandonassem essa escola sem lerem este livro cuja ação se passa, em grande parte, dentro da escola que frequentam e onde o autor trabalhou durante mais de 30 anos. Boas leituras!



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FALECEU O Pe .ZÉ MARIA EX-DIRETOR DO COLÉGIO SALESIANO

por jcerca em 28 de Outubro de 2020

Foi o 3º diretor do Colégio Salesiano entre 1969 a 1973. Dos Salesianos que passaram por Arouca entre 1960 a 1982 foi, certamente, um dos que maiores recordações e saudades deixou na população arouquense, pela sua alegria, pela sua simplicidade, pelo seu despreendimento, pela sua capacidade comunicativa e pelas suas sedutoras homilias nas celebrações eucarísticas abertas à população na antiga “capela dos Salesianos”. Estamos a falar, obviamente, do Pe. Zé Maria.

Na tarde do dia 26 de outubro de 2020 viria a falecer na sequência de uma queda que deu na casa de banho da Residência para idosos em Manique. Tinha 90 anos feitos em março e apesar de, por vezes, revelar já algum esquecimento, estava fisicamente de boa saúde.

Pe. Zé Maria

Arouca sempre manteve com o Pe. Zé Maria uma relação de grande amizade e de boa colaboração com as suas atividades missionárias em Moçambique, onde passou os últimos 30 anos da sua vida Durante muitos anos, Arouca, através do Centro Juvenil Salesiano e dos Salesianos Cooperadores e demais amigos da Obra Salesiana fizeram-lhe chegar vários donativos que muitos arouquenses entregavam “para o Pe. Zé Maria”, mas que sabíamos que iam diretamente para os seus “meninos” do mato. Chegou, inclusive, a ser enviada uma bicicleta para as suas digressões missionárias através do mato para visitar e animar as suas “catedrais de colmo”, como ele gostava de chamar aos espaços onde celebrava a missa e fazia a catequese dos nativos.

Com Arouca no coração

Todas as vezes que regressava a Portugal, ao longo dos seus 30 anos como missionário em Moçambique, o Pe. Zé Maria sempre fez questão de passar por Arouca para saudar os muitos amigos que aqui deixou e também para agradecer essa amizade e todo o apoio que Arouca, generosamente, lhe sabia prestar para as suas atividades missionárias.

Com o seu espírito jovem e alegre e com a sua grande capacidade comunicativa, vários eram os momentos que este missionário aproveitava sempre para saudar, agradecer e também para falar da sua atividade missionária em Moçambique. Chegava mesmo a aproveitar a imprensa local para fazer chegar a sua mensagem de missionário à população arouquense.

Entrevista na RRA

Na sua última visita que fez a Arouca, em Agosto de 2010, escrevemos o texto “O missionário passou por aqui” que agora publicamos como homenagem de gratidão e de saudade a um homem que passou por esta vida fazendo o bem e enriquecendo com o seu testemunho de vida todos aqueles que com ele se cruzaram ao longo da vida.

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O MISSIONÁRIO PASSOU POR AQUI!…

De mãos vazias, mas de coração cheio de amizade e com um sorriso nos lábios – um sorriso aberto e cativante que lhe vem do fundo da alma – o Missionário passou por aqui, distribuindo a todos os que encontrava, o seu gesto de amigo, o seu sorriso sincero e espontâneo, o seu olhar sereno de bondade e de simpatia, a sua palavra reconfortante e animadora e o seu abraço fraterno, como se todos fossem irmãos e amigos de longa data.

De muitos já não recordava o nome, mas reconhecia a fisionomia.

Com vários deles recordou episódios do passado, ou evocou factos dos velhos tempos, que se mantêm religiosamente arquivados na memória de muitos.

Conviveu com os mais pequenos e com os mais velhos, com doentes e com gente saudável.

Falou com amigos dos “bons velhos tempos” e com conhecidos de última hora.

Visitou idosos, já agarrados às suas muletas; reconfortou doentes em camas de dor e entrou em casa de paralíticos, impossibilitados de caminhar.

Para as centenas de pessoas que acorreram a ouvi-lo, falou da sua promissora igreja jovem de Moçambique, com eles cantou em “ronga” e para eles testemunhou a sua alegria e o seu entusiasmo em trabalhar com essa gente necessitada de pão e sequiosa de Deus.Pe.ZM_Manuel_Cavadinha

A sua breve passagem por aqui, naquele fim de semana, foi como um bálsamo reconfortante para todos os que com ele contactaram e para os quais deixou palavras de fé, de esperança, de bondade e de confiança no mesmo Deus a quem entregou a sua existência ao longo dos seus 86 anos de vida, 30 dos quais em Moçambique.

O seu testemunho de homem de Deus, simples, alegre e desprendido de tudo, em todos deixou sementes de bondade e em muitos terá despertado estímulos de imitação.

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Para este Missionário que não passou em vão por aqui, um grande “KANIMBAMBO” de agradecimento pelo rasto de bondade que cá deixou, pelo testemunho de fé e de vida que nos transmitiu e pelas sementes de estímulo, de amizade e de simpatia que largou no coração de muitos.

Descanse e paz, Pe. Zé Maria!

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº526 de  30 de outubro de 2020

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