Encontro em Manique

por jcerca em 13 de Julho de 2016

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Decorreu no dia 9 de julho mais um encontro de Antigos alunos das casas de formação de Arouca, Mogofores e Manique. Tendo sido iniciado este tipo de encontros pelo José Gonçalves Oliveira, de Fátima, em 2006, dos 7 encontros anteriores, 3 realizaram-se em Mogofores, 2 em Arouca, 1 em Fátima e outro em Vila Real, no Colégio da Boavista.

Das três casas de formação por onde passou a maior parte dos participantes destes encontros faltava Manique, o que aconteceu neste 8º encontro.

Embora não se tivesse atingido o número participantes ocorrido em encontros anteriores, penso que quem nele participou, não terá dado por mal empregue o esforço da deslocação e certamente que saiu de lá mais enriquecido pelos momentos de amizade, de reflexão, de evocação do passado e de convívio que este encontro a todos proporcionou.DSCN0429

Depois de alguns momentos para o “abraço do reencontro”, à maneira que os participantes se iam cruzando e reconhecendo no pátio da Escola Salesiana de Manique, o Delegado Nacional da Família Salesiana, Pe. Jerónimo Rocha Monteiro, deu as boas vindas a todos os que responderam à convocatória para este encontro.

Seguiu-se uma visita aos espaços da Escola Salesiana de Manique, que, para a maior parte dos participantes, apresentava grandes transformações, relativamente ao espaço que, muitos anos depois, ainda permanecia intacto na memória da maior parte deles. Esta visita foi guiada por Celso Nogueira, Presidente dos antigos alunos de Manique e que fez parte da equipa local da organização do encontro, juntamente com Fremioth Viegas.DSCN0432

Após a visita teve lugar, num dos auditórios da Escola, um momento de reflexão, conduzido pelo Pe. Rocha, sobre os “caminhos da misericórdia”.

Seguiu-se o almoço na cantina da escola, ao qual se associaram os salesianos residentes naquela comunidade salesiana. Mais tarde, chegariam também alguns dos salesianos da Comunidade das Oficinas de S.José, o que proporcionou a todos um momento, mutuamente  gratificante, pelo reviver de vivências do passado, interrompidas há décadas.

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Este reviver do passado seria mais tarde alimentado através da projecção de fotos antigas de diversos grupos de “filósofos” que frequentaram esta casa, enquanto Seminário maior, desde a sua construção em 1953, até 1980.

Este momento de “Memória” foi antecedido de uma breve intervenção do Presidente nacional dos AAS, arquitecto Daniel Lago, bem como do testemunho de dois jovens do MJS de Manique que estiveram envolvidos no Projeto Clip D.Bosco. Foi ainda feita uma breve apresentação do Projeto “Rádio D. Bosco FM” pelo empresário e antigo aluno salesiano Paulo Jorge Aires Ribeiro.

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Homenagem ao Pe. Zé Maria Ribeiro

Um dos momentos fortes deste encontro de Manique, foi a homenagem ao Pe. Zé Maria Ribeiro.
Na verdade, muitos dos participantes neste encontro  tiveram o privilégio de conviver com este missionário salesiano, não só em Arouca, como também em Mogofores. E certamente que desse contato algo de bem profundo terá ficado a marcar as suas vidas, através da sua maneira de estar na vida, da sua simplicidade encantadora, da sua alegria contagiante, da sua cativante capacidade de comunicação, da sua profunda espiritualidade, da sua dedicação à formação dos jovens e da sua entrega à Congregação Salesiana e à Igreja. Os seus últimos 30 anos passados em Moçambique são como que uma espécie de colorário que resume toda uma vida entregue à evangelização em terras de Missão.

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Embora sabendo que o homenageado é adverso a qualquer tipo de homenagens à sua pessoa, esta singela homenagem foi considerada como um imperativo de gratidão para aqueles que a promoveram, pois ela permitiu que lhe manifestassem o apreço, a admiração e o agradecimento pelo testemunho da sua vida e pela sua entrega generosa à causa da educação dos jovens pobres e tão carenciados de Moçambique, bem como à causa da evangelização dessa porção do Povo de Deus em África.

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O texto emoldurado que lhe foi entregue, “O missionário passou por aqui”, traduz, não só a postura perante a vida deste missionário salesiano, como exprime também o Kanimambo (obrigado em ronga) dos proponentes desta homenagem ao homem, ao sacerdote e ao missionário salesiano com quem muitos tiveram o privilégio de conviver.

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O canto do Kanimambo que acompanhou as palavras de agradecimento, proferidas pelo homenageado, e que foi cantado por todos os presentes, encerrou assim esta singela homenagem que representou um dos momentos mais sentidos deste encontro de Manique.

José Cerca

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A União de freguesias de Arouca e Burgo promoveu, no passado dia 3 de julho, um passeio convívio aberto a todos os arouquenses seniores residentes em ambas as freguesias.

O local escolhido foi Fátima e para lá se dirigiram, na manhã daquele domingo, mais de 500 arouquenses, distribuídos por 10 autocarros.

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A primeira parte do passeio consistiu na participação nas cerimónias religiosas da peregrinação que todos os domingos ocorre no recinto do Santuário de Fátima e à qual este grupo de arouquenses se quis associar.

Antes do início das cerimónias, e para quem o desejou fazer, ainda houve algum tempo para conhecer a basílica da Santíssima Trindade ou visitar a exposição temporária “Terra e Céu” integrada na celebração do centenário das aparições de Fátima.

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Após as cerimónias, que terminaram com o habitual “Adeus”, os arouquenses foram conduzidos para o Complexo turístico D.Nuno, a cerca de 6 km do centro de Fátima, onde passaram a tarde de domingo em alegre e animado convívio, proporcionado pela excelente qualidade do serviço gastronómico oferecido, bem como pela animação musical que o acompanhou.

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No decorrer do convívio, o Presidente da união de freguesias, Fernando Mendes, manifestou a sua entusiasmada satisfação pela maneira como os arouquenses participaram na primeira parte do convívio, no recinto do santuário, e exprimiu o seu regozijo por sentir o ambiente de alegre convívio que tal iniciativa da Junta veio proporcionar a este grupo de seniores arouquenses. Como garantiu, o seu presidente, este evento será para continuar e melhorar enquanto estiver à frente da Junta, pois entende que tal investimento social nesta camada etária de arouquenses cada vez mais se justifica.

Em nome dos participantes foi dirigida uma palavra de agradecimento ao Presidente da Junta e a todos aqueles que trabalharam na organização deste evento  que proporcionou a todos um domingo de alegre convívio, num espaço tão querido a todos os portugueses: Fátima, altar do Mundo!

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº413

de 8 de julho de 2016

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A HERANÇA DA DONA ISABELINHA

por jcerca em 30 de Junho de 2016

Depois de se ter iniciado como autor, através do livro de poemas “Amar é viver”, apresentado ao público em Abril passado, Hélder Antunes tentou agora o texto teatral com “A Herança da dona Isabelinha” que foi levado ao palco do auditório da Loja interativa de turismo no dia 29 de junho. Apesar de ser uma 4ªfeira, a verdade é que a sala encheu-se de gente que se quis habilitar à “Herança da dona Isabelinha”.

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Dividiram essa herança com o público um grupo de jovens atores, todos eles alunos do 12º ano do curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Arouca e que, apesar de amadores, conseguiram mostrar uma boa presença em palco, criando diversas situações hilariantes que contagiaram os espectadores com frequentes gargalhadas.

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A representação terminou com um momento musical composto pelo autor do texto e que foi fortemente acompanhado pelas palmas do público.

Dividida “a herança da dona Isabelinha” todos os herdeiros que a ela se habilitaram regressaram a casa satisfeitos pelos momentos de boa disposição que ela lhes proporcionou.

José Cerca

 

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº413

de 8 de julho de 2016

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AROUCA SUSTENTÁVEL

por jcerca em 22 de Junho de 2016

Enquanto tantos falam das áreas naturais protegidas como um obstáculo ao desenvolvimento, outros fazem dele a coluna vertebral de um futuro onde todos cabem. Os Passadiços do Paiva, em Arouca,  são disso um belo exemplo.

Artigo de Viriato Soromenho-Marques

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No final de Maio, com um grupo de amigos de adolescência, fui visitar os cada vez mais famosos Passadiços do Paiva, situados no Município de Arouca. É uma experiência libertadora que recomendo a todos os leitores do JL. Os Passadiços foram inaugurados no início do Verão de 2015, tendo conhecido um imediato sucesso, apenas interrompido por um grande incêndio florestal, em Setembro passado, que devorou um troço de 600m, num percurso total de 8,7km. Já em Fevereiro deste ano, os Passadiços reabriram, com novas medidas de gestão que melhoraram um projecto já de si notável. Com efeito, enquanto nos primeiros meses era impossível limitar o acesso, o que colocava questões de capacidade carga e de segurança, agora os visitantes têm de adquirir previamente, através do sítio www.passadicodopaiva.pt, uma entrada ao custo simbólico de 1 euro. Para além de uma fonte de receita, este bilhete permite controlar o número de visitantes que não deverá ultrapassar os 3 500 por dia.

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Entrámos pelo acesso de Espiunca, caminhando até à entrada de Areinho, onde se encontram as escadarias que constituem a parte mais difícil do percurso. Ida e volta, percorremos perto de 17 Km, em 5h. Mas existe sempre a possibilidade de reduzir para metade a distância, tomando um transporte (táxi ou autocarro) numa das duas entradas/saídas. O Paiva é um rio selvagem, abrindo o seu caminho numa garganta sinuosa, ao longo da qual cresce uma flora bravia, onde pontificam amieiros, freixos e carvalhos, um curso de água ideal para a prática de canoagem e rafting, desportos-de-natureza que estão a ser desenvolvidos por empresas locais, e que exigem um regresso a quem faça uma primeira visita. Mas a experiência dos passadiços, pela segurança elegante da sua construção, permitindo uma visitação íntima da bela paisagem natural, deixando-a incólume, é só por si merecedora de uma viagem.

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O mais relevante, contudo, será exaltar o significado político e ambiental dos Passadiços do Paiva. Trata-se de uma peça visível, integrada numa mais ampla e bem estruturada estratégia de desenvolvimento sustentável, liderada pela autarquia, em articulação com a sociedade civil, e em particular com o envolvimento do tecido empresarial da zona. O nosso grupo ficou alojado numa agradável estrutura de turismo de habitação, a Quinta de Anterronde, mesmo nos arredores de Arouca. O jovem casal de proprietários, ao pequeno-almoço, explicou-nos como a economia. Incluindo a criação de postos de trabalho, e a defesa do ambiente se articulavam de modo racional e planeado.

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Os Passadiços devem ser integrados, como já o referi, numa visão mais ampla, que envolve o Geoparque, destinado a preservar e a valorizar a riqueza geológica da região. Não se trata apenas de um potencial natural, mas sim de um activo turístico que se traduz na tesouraria municipal e na prosperidade da restauração, da hotelaria, e do pequeno comércio da região. Quem quiser conhecer um fantástico exemplo de desenvolvimento local sustentável, com boa utilização de fundos europeus e uma equilibrada distribuição dos benefícios do investimento deve passar também pelo Radar Meteorológico de Arouca, deve subir à Serra da Freita, onde se encontram muitos dos 41 geo-sítios classificados do Geoparque. De tudo isso, o indispensável será contemplar as pedras parideiras, as pedras boroas e as tribolites gigantes. Raridades geológicas, devidamente musealizadas em centros de interpretação que permitem uma compreensão mais profunda daquilo que, mesmo à vista desarmada, surpreende o visitante. Quanto tanto se discute sobre a necessidade de crescimento económico do nosso debilitado mercado interno, livre do desequilíbrio causado por uma balança comercial desfavorável, vale a pena pensar no bom exemplo de Arouca. Enquanto tantos falam das áreas naturais protegidas como um obstáculo ao desenvolvimento, outros, como os autarcas de Arouca fazem dele a coluna vertebral de um futuro onde todos cabem, sobretudo os que nele querem participar com as suas boas ideias e esforço realizador.

Viriato Soromenho-Marques

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(Publicado no Jornal de Letras, 22 de Junho de 2016, página 29)

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº412

de 1 de julho de 2016

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UM PASSEIO COM VISTA ALEGRE

por jcerca em 11 de Junho de 2016

Organizado pela turma  de História da Asarc, realizou-se no dia 8 de junho uma visita de estudo ao Museu de Santa Joana de Aveiro e ao novo Museu da Vista Alegre  em Ílhavo, inaugurado recentemente (26.05.2016) pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, após profundas obras de requalificação.

O Museu de Aveiro e o Convento de Jesus

Instalado desde 1911, no antigo convento de Jesus da ordem dominicana feminina  que remonta à segunda metade do sec.XV, a visita a este Museu  começou por uma visita guiada aos espaços conventuais nos quais predomina a figura tutelar da princesa Santa Joana, filha de D.Afonso V e que aí deu entrada em 1472.

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Tendo falecido a 12 de maio de 1490 e sepultada em campa rasa, o seu corpo seria transladado para um belíssimo mausoléu, por ocasião da sua beatificação em 1693.
Colocado no coro baixo, foi por esse espaço que se iniciou a visita guiada aos espaços do antigo Convento de Jesus.

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Depois de admirarem a beleza artística da arca tumular da princesa santa Joana, os visitantes tiveram ocasião de admirarem um outro monumento funerário localizado mesmo ao lado, na capela de S.Domingos, onde está sepultado o 7º duque de Aveiro, D.Gabriel de Lencastre (1667-1745) que foi um dos grandes mecenas deste convento.

Do coro baixo, os alunos da Academia Sénior, sempre acompanhados pelo seu professor de História, Dr. Afonso Veiga e da respectiva cicerone do museu, puderam   admirar a exuberância da talha dourada da capela-mor, bem como numerosas pinturas e diversos painéis de azulejos que ilustram, quer uns, quer outros, cenas da vida da princesa santa Joana.

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Os claustros, as salas do capítulo (antigo e novo), a sala do lavabo, o refeitório e o coro alto, bem como as capelas de N.Senhora da Conceição e de N.Senhora do Rosário, foram outros espaços conventuais que os visitantes percorreram sempre acompanhados das respectivas explicações.
Seguiu-se depois uma visita à exposição permanente do Museu, com destaque para a figura da Santa Joana princesa, com numerosas cenas sobre a sua vida, quer em belíssimas pinturas, quer em diversas peças de estatuária.

Encerrado em 1874, após a morte da última freira, o Convento é transformado no Colégio de Santa Joana que funciona até 1910, ano em que é encerrado e a Igreja classificada como monumento nacional. No ano seguinte é aí instalado o Museu de Aveiro.

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Depois desta visita, cultural e artisticamente enriquecedora, os alunos da Academia Sénior tiveram ainda ocasião de admirar a paisagem inconfundível da ria de Aveiro e das dunas da Costa Nova até à Vagueira onde pararam para almoçar.

O Museu e a Capela da Vista Alegre

Com características e conteúdos bem diferentes foi a visita ao recém remodelado Museu da Vista Alegre, criado em 1964 e que, após obras de ampliação  e requalificação, apresenta uma enorme variedade de  belíssimos exemplares de porcelana decorativa e doméstica produzidos nessa mesma fábrica.

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Percorrendo as inúmeras salas onde estão patentes essas autenticas obras de arte em porcelana, os visitantes tiveram ainda ocasião de admirar uma equipa de trabalhadores da fábrica a pintarem à mão várias das peças aí produzidas.

Desde a sua fundação, em 1824, por José Ferreira Pinto Basto, a fábrica de porcelana da Vista Alegre sempre manifestou preocupações de cariz social e cultural para com os seus trabalhadores, expressas no bairro social que instalou à volta da fábrica e onde ainda se destaca hoje o Teatro e a Capela, cuja visita guiada encerrou este passeio cultural da Asarc.

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Com uma imponente fachada em que sobressai a imagem da padroeira, N.Senhora da Penha de França, esta capela surpreendeu os visitantes pela sua beleza, desde as pinturas no tecto aos azulejos das paredes, até à talha e às esculturas do altar-mor em que se destaca um presépio em tamanho natural.

Curiosa foi a leitura interpretativa que a guia fez sobre o túmulo renascentista de D. Manuel de Moura Manuel, Bispo de Bragança e Miranda e Reitor da Universidade de Coimbra e que mandou construir esta capela, ainda anterior à fundação da fábrica.

Refira-se que, quer a capela, quer este notável exemplar da escultura tumular da época, encontram-se classificados como Monumento nacional desde 1910.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº410

de 17 de junho de 2016

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