Ó ELVAS, Ó ELVAS, BADAJOZ À VISTA

por jcerca em 6 de Junho de 2016

Passeio anual da Asarc

Desde que foi criada em 2011, a Academia Sénior de Arouca tem realizado diversos passeios e viagens de estudo para os seus alunos e associados que têm sabido combinar, excelentemente, o saber e a cultura, com o lazer e o convívio.

Foi o que aconteceu, uma vez mais, nos dias 2 e 3 de Junho, no passeio anual realizado a através do Alentejo e que teve como meta principal o Palácio Ducal de Vila Viçosa.

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Sendo o saber e a cultura componentes importantes destes passeios, a primeira paragem foi em Caldas da Rainha para uma visita ao Museu de José Malhoa, onde os visitantes puderam admirar não só numerosas obras deste pintor, natural daquela cidade, como também grandes esculturas de Rafael Bordalo Pinheiro, Leopoldo de Almeida e Francisco Franco.

Depois desta visita, nova paragem em Santarém para admirarmos o vale de Santarém, a partir do Miradouro de S.Bento, de onde os visitantes puderam fazer uma leitura da paisagem natural desta região do Ribatejo percorrida pelo rio Tejo.

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Uma interessante leitura da paisagem natural foi também a que nos foi proporcionada ao longo da passagem pelo Alentejo, sobretudo ao atravessarmos a zona da exploração de mármores não só de Vila Viçosa, como também de Estremoz, onde a beleza natural alentejana é, de onde em onde, prejudicada pela poluição visual, causada pelo resíduos industriais da exploração do mármore.

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O dia terminaria na cidade fronteiriça de Badajoz, onde os visitantes pernoitaram, depois de uma breve visita noturna àquela cidade.

Palácio ducal de Vila Viçosa

Sendo a meta principal deste passeio anual da Asarc a visita ao Palácio Ducal, toda a manhã do segundo dia foi ocupada numa longa visita a este edifício monumental, com uma imponente fachada de 110 metros de comprimento e cuja construção se iniciou em 1501 por D.Jaime, o 4º Duque de Bragança.

Grupo em VIla Viçosa

Ao longo de duas horas puderam os visitantes percorrer as 35 belíssimas salas deste Palácio acompanhados das explicações que o guia ia fornecendo, muitas delas referentes à figura de D.Carlos da rainha D.Amélia. Na verdade, é neste palácio que se encontram os aposentos onde D.Carlos dormiu a sua última noite, antes de ser assassinado em 1 de fevereiro de 1908.

É também neste palácio que se encontram as obras de pintura deste rei, algumas das quais chegaram a ser premiadas como “O sobreiro” e “O marroquino”.

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Além da visita à sala de jantar do Palácio em que se destaca um grande centro de mesa composto por 24 peças em cobre, foi interessante a visita à cozinha onde estão expostas 700 peças dos diversos utensílios, todas em cobre, totalizando 2.500 kg deste metal.

Dentro da visita a este palácio ducal, propriedade da Fundação da Casa de Bragança, foi interessante a visita à Cocheira Real, onde podem ser vistos alguns raros exemplares de coches, berlindas e landaus, totalizando 60 exemplares, distribuídos pelas cavalariças de D.José e de D.Maria.

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Após a visita guiada que ocupou toda a manhã, paragem em Estremoz para almoço e em Portalegre para visita à sua Sé Catedral cuja construção se iniciou em 1556, por iniciativa do rei D.João III.

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Se foi culturalmente enriquecedor este passeio anual da Asarc, pelo diversificado conjunto de conhecimentos e vivências culturais que proporcionou aos seus participantes, não menos importante foi também o alegre convívio que se manteve durante todo o passeio, alimentado por canções e anedotas, contribuindo assim para o êxito de mais esta iniciativa da Asarc que tem como principal objectivo proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus associados.

José Cerca

 

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº409

de 10 de junho de 2016

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LINHAS DELICADAS

por jcerca em 30 de Maio de 2016

“No dia em que a minha irmã Lúcia terminou o secundário a minha mãe levou-nos a Paris.”

É assim que começa o romance da mais jovem autora arouquense que, no passado dia 28 de maio, apresentou a sua segunda obra.

Tendo adquirido o estatuto de autora com a publicação de “Poesia Silenciosa” em 2014, foi com estas “Linhas Delicadas” que Cátia Cardoso se iniciou na construção literária romanesca.
Depois da apresentação de um livro de poemas na Biblioteca Municipal, um ano depois, neste mesmo espaço, é apresentado o seu primeiro romance “Linhas Delicadas”.

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Na mesa da sessão de apresentação esteve presente o Presidente da Câmara Municipal de Arouca, eng. Artur Neves e a prof. de Filosofia da Escola Secundária, Rosa Sousa, tendo ambos tecidos alguns comentários elogiosos, não só sobre o romance apresentado, como também sobre a sua jovem autora.

Natural do lugar de Canelas e estudante de Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra, Cátia Cardoso, neste seu primeiro romance, revela uma boa construção narrativa, despertando no leitor, desde o início, uma permanente curiosidade, por vezes até ansiosa, no desenrolar da linha condutora da trama narrativa. O desaparecimento inesperado e misterioso de uma das três irmãs, a Benedita, que abandona a família sem qualquer explicação plausível, é o motor que alimenta esta permanente curiosidade que vai aumentado ao longo do desenrolar da narrativa até ao seu desfecho.

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Além de alguns ingredientes estilísticos e do recurso a diversas analepses (flash back) para enriquecer o desenrolar da narrativa, Cátia Cardoso revela ainda uma boa construção psicológica das personagens e uma surpreendente capacidade de articulação dos conflitos interiores das diversas personagens que tecem esta trama narrativa. A introdução de breves mas oportunos momentos reflexivos contribuem para enriquecer a mensagem que o romance pretende também transmitir aos seus leitores.

Embora pudéssemos descobrir, no âmago deste romance, uma réplica moderna da parábola do filho pródigo em versão feminina e na qual a ânsia permanente pelo regresso à casa paterna da personagem central, envolvida pelo seu misterioso desaparecimento, vai alimentando o interesse e a expectativa do leitor, a verdade e que ao longo da narrativa se vão cruzando três linhas delicadas mas algo complexas,  que  envolvem  três  vidas, três destinos, três personalidades temperamentalmente diferentes mas unidas por relacionamentos amorosos, por vezes algo complicados e que contribuem para manter em permanente expectativa o leitor até ao desenlace final.

“ A verdade é que a vida é uma linha e uma linha é sempre delicada. A nossa vida cruza-se com a vida de outras pessoas e nesse cruzamento de linhas há que nunca esquecer o quão delicadas elas são!”.

E são estas as linhas finais destas “Linhas delicadas” de Cátia Cardoso e cuja capa foi concebida por Óscar Valério, amigo da autora e também ele natural de Canelas.

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No final da sessão de apresentação a autora autografou os livros adquiridos pelos interessados seguindo-se um Porto d’honra na varanda da Biblioteca Municipal, oferecido pela Câmara Municipal.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº408

de 3 de junho de 2016

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GALA DE ÓPERA ARREBATA PÚBLICO

por jcerca em 16 de Maio de 2016

Com um magnífico elenco artístico composto por duas excelentes vozes do Teatro Nacional de S.Carlos, Sandra Medeiros (soprano) e Luís Rodrigues  (tenor); uma orquestra com um brilhante currículo ao longo dos seus 43 anos de vida, a Orquestra Sinfónica Juvenil de Lisboa; e um coro polifónico local com uma já notável acção na dinamização cultural, o Orfeão de Arouca; com este excepcional elenco dirigido pelo maestro arouquense António Costa, esta Gala de Ópera, promovida pela Câmara Municipal de Arouca, tinha todos os requisitos para se tornar um brilhante espectáculo que encheu por completo a igreja do Mosteiro de Arouca, na tarde deste domingo de Pentecostes.

Concerto 2ª

Composto por 10 excertos de 4 famosos compositores dos sec. XVIII-XIX, Mozart, Verdi, Rossini e Puccini,  o reportório executado por este elenco artístico continha trechos de várias óperas mundialmente conhecidas e que fazem parte do património musical  mundial, tais como “As bodas de Fígaro”, ou “A flauta Mágica” de Mozart, “O Trovador” ou a “Traviata” de Verdi, ou ainda “O barbeiro de Sevilha” de Rossini.

Se as vozes do soprano ou de tenor, executadas em modo individual ou em dueto, deliciaram o vasto público presente, a interpretação de “O coro dos ciganos” da ópera  “O Trovador” de Verdi, levada a cabo pelo Orfeão de Arouca, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Juvenil, constituiu um dos momentos mais empolgantes desta Gala de Ópera.

Este espetáculo terminou com o conhecido trecho “Brindisi” da Ópera Traviata e que foi interpretado por todos os intervenientes nesta excelente Gala de Ópera, dirigida pelo maestro António Costa.

1ªpag Concerto

Perante o entusiasmo e a insistência dos aplausos do público foi repetido o divertido trecho “Papageno/Papagena” da Fluta Mágica de Mozart, interpretado, em dueto, pelas vozes de Sandra Medeiros e Luís Rodrigues.

Em sentido metafórico poderíamos dizer que, neste Domingo de Pentecostes, o Espírito Santo desceu na igreja do Convento de Arouca, não sob a forma de línguas de fogo, ou de uma pomba, mas sim na forma polifónica de arrebatadores acordes musicais que encheram todo aquele belíssimo espaço barroco e penetraram deliciosamente no espírito do vasto público que o enchia.

José Cerca

Fotos Carlos Pinho

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº406

de 20 de maio de 2016

Publicado no semanário “Voz Portucalense” nº19   

de 18 de maio de 2016

 

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O SORRISO DE UM ANJO – Tertúlia

por jcerca em 15 de Maio de 2016

Na sequência do sucesso que a curta metragem “O Sorriso de um anjo” obteve  no Festival Clip Dom Bosco 2016 a que os jovens ADS do  Centro Juvenil Salesiano de Arouca concorreram, teve lugar no dia 13 de maio, no auditório da Escola Secundária de Arouca, uma tertúlia em que participaram  os principais elementos que estiveram envolvidos neste projecto.

Precedida de um jantar de angariação de fundos para as atividades deste grupo juvenil, a tertúlia teve como moderadora Adília Cruz que colocou algumas questões a vários dos intervenientes mais diretos neste projecto.

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Um deles foi João Rita do Cineclube de Arouca que aceitou o desafio de colaborar na realização desta curta-metragem, o que o levou a conhecer melhor a dinâmica e os objetivos do Movimento Juvenil Salesiano, a ponto de se mostra disponível para colaborar em futuros projetos. Como responsável pelo Festival internacional de Cinema de Arouca, João Rita informou a plateia que “O Sorriso de um Anjo” constará do elenco da próxima edição deste festival.
Helder  Antunes, autor da música,  e Catarina Lopes, responsável pelo texto condutor da curta metragem  e através do qual foi transmitida a missão que a Leonor terá deixado ao grupo, foram outros dos participantes nesta tertúlia.

Pela grande ligação que os jovens deste grupo juvenil mantêm, desde há vários anos, à localidade de Espiunca, onde têm vindo a realizar vários acantonamentos, durante o verão, grande parte da captação de imagens para este projeto teve lugar nesta localidade. Alda Rodrigues, natural e residente em Espiunca e para quem os ADS são como que uma família foi outra interveniente nesta tertúlia.

Em representação dos pais participou também Joaquim Carlos Rocha que mostrou o seu empenhamento na divulgação do projecto, através do entusiasmo recebido a partir da própria filha.

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Gonçalo Pinto, responsável pelo projeto e Inês Azevedo, uma das figurantes neste vídeo integraram também esta tertúlia. Refira-se que Gonçalo Pinto irá  estar presente na cidade de Lyon de 27 a 29 de Maio onde será projectado “O sorriso de um anjo” no  Festiclip, festival francês no qual o Clip D. Bosco se inspira.

Esta tertúlia foi ainda enriquecida com um momento de magia e mensagem a cargo de Helder Antunes que apresentou um dos seus surpreendentes números de magia que soube interligar com a mensagem do projecto “O Sorriso de um Anjo”. Seguiu-se um momento de declamação em rima popular por Tiago Pinho, no qual o público foi desafiado a adivinhar as rimas em falta.

Um dos momentos interessantes desta sessão foi a projecção de imagens que mostraram os bastidores de “O Sorriso de um Anjo” desde a realização até à sua apresentação no Festival que teve lugar na casa Salesiana de Manique, no passado dia 24 de abril.

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Esta tertúlia encerrou com a entrega de um ramo de flores pelo Coordenador do Grupo, Victor Cruz, aos pais da Leonor, inspiradora deste projecto, e cujo ramo foi acompanhado do troféu atribuído à curta-metragem apresentada no referido festival. Seguiu-se, finalmente, a interpretação da canção “Anjo do Céu” por um grupo dos ADS que foi acompanhado ao piano por Helder Antunes, seu autor.

José Cerca

Fotos de Catarina Cerqueira

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº406

de 20 de maio de 2016

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Este ano foi no Colégio Salesiano de Manique do Estoril (Cascais)  que se realizoum, no dia 24 de abril de 2016, o Festival Clip Dom Bosco 2016, no qual participaram 6 curtas-metragens sobre o tema “Desafia a ti mesmo / Amar ao infinito”, em sintonia com o tema da Pastoral Salesiana 2016 e o Jubileu da Misericórdia. O vencedor desta 4ª edição do festival, foi a curta-metragem “Jogo da Vida”, realizado pela casa salesiana de Manique, no entanto, a escolha do júri não foi fácil, pois Arouca esteve à altura e com a curta-metragem “O Sorriso de um Anjo” (Arouca) mereceu o segundo lugar recebendo, assim, uma menção honrosa. Os elogios do júri recaíram sobre a mensagem forte que tentamos passar (a presença da Leonor no nosso grupo continua muito forte e inspiradora) e sobre a música que, de “tão emotiva chega a arrepiar”, conforme palavras do júri.

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Este Festival decorreu num ambiente muito alegre e descontraído. Os apresentadores do Festival, deram a conhecer ao público os seis trabalhos multimédia que concorreram a esta edição: “Não basta Amar” (Mirandela), “Jogo da Vida” (Manique), “O Sorriso de um Anjo” (Arouca), “O desafio de ser Solidário” (Cabo Verde), “O Rosto da Misericórdia Desafia-TE” (Porto) e “Desafia-te a desafiar” (Poiares). Arouca esteve representada neste Festival com um grupo de 18 jovens e alguns animadores.

Este ano, pela primeira vez, foi atribuído o “prémio do público”, que pôde ver os trabalhos a concurso, em primeira mão, nas redes sociais e votar no seu preferido. Numa votação que envolveu mais de oito mil pessoas, através das redes sociais, o trabalho que recebeu mais votos digitais foi “Não basta Amar” de Mirandela com 3631 votos 2186 visualizações, seguindo-se, de imediato, “O sorriso de um anjo” apresentado pelo Movimento Juvenil Salesiano de Arouca que conseguiu 3470 votos e 3068 visualizações, sendo por isso a curta mais vista. Para os jovens de Arouca o envolvimento das pessoas nas redes sociais, à volta desta iniciativa, foi muito positivo pois constituiu uma maneira de se darem a conhecer e de demonstrarem aquilo de que são capazes.

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Como prémio pelo envolvimento e dinamismo demonstrado pelo grupo, um dos seus elementos e responsável pelo projeto do grupo, Gonçalo Fonseca Pinto, deslocar-se-á à cidade de Lyon, nos próximos dias 27, 28 e 29 de maio, para participar no Festiclip, Festival Francês no qual o Clip D. Bosco se inspira.

O grupo agradece à Câmara Municipal de Arouca, ao Centro Juvenil Salesiano de Arouca (Associação à qual pertence), ao Cine Clube de Arouca e ao Hélder Antunes pelo apoio prestado a este projeto. 

Victor Cruz

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº404 

de 06 de maio de 2016

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