ASSOCIAÇÃO CULTURA E DEMOCRACIA

por jcerca em 15 de Fevereiro de 2016

Eleição dos corpos sociais

Criada por escritura notarial no dia 11 de janeiro deste ano, a Associação “Cultura e Democracia” realizou no dia 13 de fevereiro, no auditório da Escola Secundária de Arouca, a sua primeira Assembleia Geral eleitoral para a escolha dos seus órgãos sociais.

Criada a partir da plataforma cívica “Círculo Mais Democracia”, este Círculo teve apenas como objectivo central, ao constituir-se, promover a reflexão com incidências sobre o rico e diversificado território de Arouca, nos seus mais diversos âmbitos.

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E essa reflexão, ao longo do 1º ano da sua existência concretizou-se na iniciativa “Conferências de Arouca” que trouxe a Arouca um conjunto de personalidades de renome nacional nos mais diversos campos do saber, desde a organização do território, à economia, à cultura, à saúde, ao trabalho, à floresta e ao ensino.

Este conjunto de temas abrangentes, focados no território de Arouca, têm vindo a proporcionar uma reflexão de qualidade contribuindo assim para aumentar e estimular a intervenção cívica neste território.

Mas a actividade do Círculo Mais Democracia não se esgotou nas “Conferências de Arouca”. Na verdade, as “Jornadas de Ciência de Arouca”, numa organização conjunta com o Agrupamento de Escolas de Arouca, foi a actividade que maior impacto conseguiu em Arouca, permitindo, durante dois dias, o encontro de várias gerações de cientistas que iniciaram o seu gosto pela ciência e a sua caminhada de investigação na Escola Secundária de Arouca e que hoje continuam o seu trabalho de investigadores, nas mais diversas áreas, em instituições universitárias, não só nacionais, como também internacionais.

Assembleia geral eleitoral

Tratando-se da primeira Assembleia geral da recém-formada Associação “Cultura e Democracia” o primeiro ato foi a escolha da mesa eleitoral para coordenar os trabalhos e que ficou assim constituída: Fernando Regateiro, Carlos Esteves e Olga Soares.

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Coube à mesa a aceitação da única lista concorrente e submetê-la à votação por voto secreto.

Constituída há cerca de um mês, a nova associação ultrapassou já, neste momento, uma centena de associados, tendo a lista candidata recebido 59 votos, sendo escolhida por unanimidade dos associados que participaram nesta primeira assembleia eleitoral.

Terminada a Assembleia geral procedeu-se à tomada de posse dos órgãos eleitos a que se seguiu um concerto de órgão no cadeiral do Mosteiro de Arouca e que constituiu, assim, a primeira iniciativa cultural desta nova Associação.

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Com a interpretação de vários compositores dos sec.XVI,XVII e XVIII pelo organista titular, Nicolas Roger, este concerto contribuiu para que o público presente pudesse apreciar as magníficas potencialidades sonoras deste órgão ibérico datado de 1743 e que constitui uma bela peça organeira decorada com talha barroca executada por Manuel Bento Gomes.

Os corpos sociais

Direção

Manuel Brandão de Vasconcelos Alves (Coordenador)

António Alves da Costa

Carlos de Sousa Teixeira de Brito

Maria Antónia Soares dos Reis Brandão

Marta Cristina Teixeira Duarte

Assembleia Geral                                                                                       

Arnaldo de Brito Lhamas (Presidente)

Carlos Alberto Gomes Ferreira

Joaquim António Soares dos Reis Brandão

Conselho Fiscal                                                                                            

Jorge Manuel Moreira Gonçalves (Presidente)

António Brandão Tavares

Maria Josefina de Medeiros e Silva Fernandes de Pinho Brandão

O manifesto eleitoral

Quis a lista, que se apresentou a escrutínio, esclarecer previamente os eleitores sobre as motivações que servem de suporte ao seu programa de ação, através da divulgação de um pequeno manifesto eleitoral.

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Nele a lista candidata esclarece que pretende dar continuidade, desenvolver e ampliar o trabalho já levado a cabo pela Círculo Mais Democracia e que se sintetiza em ”promover, no território onde nos encontramos, Arouca, uma democracia, mais culta, de melhor qualidade, mais informada, mais refletida, mais respeitadora e promotora da pessoa de cada um, nos valores da liberdade, da justiça, da solidariedade e da fraternidade”.

Como nova Associação arouquense, pretendem os signatários desta lista  “que Arouca seja, cada vez mais referência no espaço nacional e talvez internacional. E acreditando que temos possibilidades de o conseguir definem como estratégias para o alcançar:  “teremos que ser capazes de, com a nossa terra e com a nossa cultura, olharmos para além do horizonte imediato como, aliás aconteceu em grande parte do trabalho anteriormente realizado pelo Círculo Mais Democracia”.

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Inserindo-se no rico conjunto das numerosas associações e instituições existentes no Concelho de Arouca manifestam a sua abertura à colaboração mútua: “Não pretendemos replicar o que já estão a fazer, mas não enjeitamos a possibilidade de, sempre que seja julgado de mútuo interesse, podermos vir a ter iniciativas conjuntas.”

E esclarecem que a nova Associação  “não será, nem uma associação de terceira idade, de meia-idade ou de juventude. Pretende ser de uns e outros. Com o envolvimento ativo de uns e outros, quer ser lugar onde todos possam encontrar motivação para se encontrarem mais próximos no desenvolvimento dos objetivos antes enunciados”.

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Embora ainda sem um plano de actividades, este manifesto aponta como instrumentos a seguir os que já foram usados anteriormente, desde conferências, debates, tertúlias e grupos de trabalho. E adianta, desde já, que  “não fecharemos as portas a outras formas de estar presente na sociedade que, em cada momento, possam parecer adequadas. Teremos como únicos guias, o aprofundamento da democracia, a justiça, a solidariedade, a fraternidade e o desenvolvimento sustentável”.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº393  de 19 de fevereiro de 2016

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RECONSTRUÇÃO DOS PASSADIÇOS EM RITMO ACELERADO

por jcerca em 7 de Fevereiro de 2016

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Depois de um enorme e inesperado sucesso, após a sua abertura,  o ritmo de visitantes, que terá já trazido aos passadiços do Paiva cerca de 200 mil pessoas, foi inesperadamente interrompido, devido a um enorme incêndio que deflagrou, no dia 7 de Setembro, nos montes que ladeiam o rio Paiva entre as freguesias de Canelas e Espiunca. Além de ter consumido uma enorme mancha florestal, este incêndio acabou também por atingir cerca de 600 metros dos cerca de 8 km que perfazem a plataforma em madeira instalada ao longo da margem esquerda do rio Paiva e aberta ao público no dia 20 de junho de 2015.

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Melhorias

Esta forçada interrupção permitiu à Câmara Municipal de Arouca fazer alguns melhoramentos e criar um conjunto de normas para disciplinar o acesso a esta estrutura que, a partir do próximo dia 13 de fevereiro, será limitada a 3.500 visitantes diários, tendo cada visitante de fazer a sua reserva através de uma plataforma criada para o efeito e através do qual será emitido o respectivo bilhete ao preço de 1€ por pessoa. Para os visitantes menos familiarizados com a utilização destes recursos on line poderão adquirir o bilhete, quer na Loja Interativa de Turismo, quer nas instalações de apoio à praia fluvial do Areinho, onde estará disponível um dispensador de bilhetes. De referir que na Central de reservas os operadores turísticos, quer de alojamento, restauração, desportos radicais ou outros, poderão eles próprios fazer as reservas para os seus clientes.

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Há ainda a possibilidade dos residentes em Arouca poderem obter, através dessa plataforma, ou directamente na Loja Interativa, um cartão de acesso individual com a validade de três anos e pelo custo de 2.5€.

Além de criação de espaços para estacionamento dos veículos em cada uma das extremidades e da elaboração de regulamentação, quer para vendedores ambulantes, quer para táxis, foram também criadas instalações sanitárias.

Embora não estando prevista a colocação de recipientes para o lixo ao longo dos passadiços, o que se compreende e se torna pedagógico, será melhorada a recolha do lixo dos recipientes já existentes nas suas  extremidades e será feita a manutenção diária, por dois trabalhadores, para a recolha de algum lixo indevidamente largado ao longo dos passadiços.

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Certamente que todas estas melhorias vão contribuir para disciplinar o caos que se verificou no excesso de massificação durante os dois primeiros meses de funcionamento desta estrutura, mas a melhoria de maior impacto foi certamente a construção de mais 200 metros de uma nova escadaria a prolongar, através de uma linda zona de velhos sobreiros, a escadaria iniciada na ponte de Alvarenga sobre o rio Paiva e ligando-a ao miradouro da cascata das Aguieiras.

Obras

No passado sábado, dia 6 de fevereiro, 23 membros do Movimento Fotográfico de Arouca, tiveram autorização da Câmara para visitarem e fotografarem as obras de recuperação do troço ardido, bem como as obras de melhoramento dos passadiços.

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As obras decorrem a um bom ritmo e embora haja ainda muito trabalho a terminar, quer no troço ardido, quer na nova escadaria, bem como muita  madeira do troço danificado a ser retirada, a vereadora Margarida Belém garantiu que no próximo sábado tudo estará pronto para a reabertura dos passadiços, agora renovados e melhorados.

Embora ainda não estivessem montadas as instalações sanitárias, nem as três  portas de acesso aos passadiços, já se podiam ver, ao longo do percurso, a plantação de numerosas espécies autóctones bem como a limpeza do mato em vários zonas adjacentes aos passadiços.A

Tudo indica que este conjunto de melhorias iniciará um novo ciclo no funcionamento desta estrutura que despertou o interesse de largos milhares de visitantes , vindos de todo o País, nos dois meses da sua curta mas muito intensa vida.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº392  de 12 de fevereiro de 2016

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Foi recentemente assinado um protocolo entre a Direção Regional de Cultura do Norte e a Paróquia de Arouca com vista à alteração da área ocupada no Mosteiro de Arouca ao serviço das actividades paroquiais, nomeadamente da Catequese.

 Além da Igreja Conventual,  a funcionar como igreja paroquial em regime de afectação permanente ao culto, nos termos da Concordata celebrada entre a Santa Sé e a República Portuguesa, a Paróquia de Arouca possui, para o serviço catequético, algumas celas do antigo dormitório conventual da ala norte do Mosteiro, bem como a antiga sala da cera, transformada em Salão nobre da Paróquia.

Face à falta de espaço para receber todos os grupos catequéticos que totalizam cerca de 350 crianças, adolescentes e jovens, a paróquia viu-se na necessidade de pedir o alargamento desse espaço, através da ocupação de mais algumas celas na referida ala norte que se encontravam desocupadas e sem qualquer afectação. Tal ocupação foi-lhe autorizada, a título precário, pela Direção Regional da Cultura do Norte, estando as obras de adaptação a essas funções catequéticas  já terminadas.

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A ocupação do Mosteiro

Classificado como monumento nacional por Decreto de 16 de junho de 1910, o Mosteiro de Arouca, após a extinção das ordens religiosas e da morte da última freira em 1886,  tem sido habitado por um variado conjunto de inquilinos que têm vindo a ocupar  grande parte dos seus espaços devolutos.

Desde famílias de arouquenses, a repartições públicas, desde instituições religiosas a associações, ou a delegações de ministérios, todo este tipo de inquilinos já passou pelas instalações do nosso Mosteiro.

Mas se a maioria do espaço conventual e grande parte da sua cerca estiveram ocupados desde 1960 a 1982 pelo ex-Colégio Salesiano, a verdade é que depois do seu encerramento e após a saída dos Salesianos de Arouca e o abandono da Delegação do Ministério da Agricultura (Zona Agrária) o Mosteiro tem estado temporariamente ocupado por diversos inquilinos, através de “protocolos” caracterizados, em certos casos, por alguma indefinição, o que nem sempre tem contribuído para uma politica sobre a mais adequada  ocupação deste ex-libris de Arouca.

Após a saída da zona agrária, grande parte desse espaço passou a ser gerido pela autarquia, mas sempre na dependência da Direção Regional da Cultura do Norte. É o espaço que outrora era destinado a salas de aulas para os alunos do ex-Colégio Salesiano e também para alojamento (quartos) da comunidade salesiana.

Equipada com vários quartos minimamente mobilados, casas de banho  e chuveiros, essa zona, actualmente gerida pela Câmara, oferece algumas condições para actividades juvenis, como sejam retiros,  encontros de escuteiros ou outras.

No sentido de rentabilizar esse espaço está a ser elaborado um protocolo de utilização comum entre a Paróquia e a Câmara Municipal de Arouca. Espera-se que tal protocolo chegue a bom porto no sentido de dar ocupação útil  e ao serviço dos arouquenses a esse espaço do nosso Mosteiro de Arouca.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº391  de 5 de fevereiro de 2016

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CANTAR DE JANEIRAS INTERGERACIONAL

por jcerca em 20 de Janeiro de 2016

Para manter viva uma das tradições populares que ainda vai resistindo na nossa memória coletiva, os alunos e professores da escola básica do 1º ciclo e jardim de infância de Arouca, acompanhados do grupo coral e do grupo de cavaquinhos da Academia Sénior de Arouca cantaram os Reis em várias instituições da Vila de Arouca, no passado dia 20 de janeiro.

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Da parte da manhã, sob a ameaça de alguma chuva, os cerca de 250 cantadores juniores e seniores concentraram-se no hall do edifício da Câmara Municipal de Arouca cantando para o sr. Presidente da Câmara, e demais funcionários, as janeiras e os desejos de um bom ano novo. Através de algumas quadras cantadas foram dirigidos alguns pedidos ao sr. Presidente e que certamente não terão caído em saco roto:

Ó meu rico presidente / uma rede está a faltar / no campo de futebol / para a bola não saltar.

Ouça, sr. Presidente / o Carnaval está a chegar / venha de lá um dinheirito / para um alegre desfilar.

No final, e após algumas palavras do sr. Presidente, os cantores, agora acompanhados de um chocolatinho, oferecido pela autarquia, deslocaram-se até aos Bombeiros Voluntários onde foram cantados os mesmos votos de Ano Novo.

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Somos sempre recebidos / nesta casa de bombeiros / para cantar as janeiras / aqui estão estes romeiros.

Os bombeiros são amigos / devemos-lhes atenção / servem a comunidade / são uma grande associação.

Da parte da tarde e já sob um tímido sol de inverno, os cantores das janeiras repetiram a sua saudação natalícia junto de outras duas instituições: a Aicia e a Escola Secundária de Arouca.

Somos muito pequeninos / mas já sabemos cantar / cumprimos a tradição / a todos vimos lembrar.

Ao pessoal desta casa / boas festas vimos dar / também será nossa escola / havemos de cá chegar!

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E assim, fazendo a ponte entre a geração mais nova a frequentar a escola EB1 e o JI de Arouca e os alunos mais idosos a frequentarem a Academia Sénior de Arouca se cumpriu uma vez mais esta tradição tão popular com que habitualmente se encerra o período natalício.

E em todas as instituições que tão simpaticamente acolheram estes romeiros ficou no ar este desejo e esta promessa:

Um bom ano para todos / é o que nós desejamos /muita saúde e amor / para o ano nós voltamos!

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº390  de 29 de janeiro de 2016

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I JORNADAS DE CIÊNCIA DE AROUCA

por jcerca em 20 de Dezembro de 2015

O encontro de pequenos e grandes cientistas

Numa organização conjunta do Agrupamento de Escolas de Arouca e do Círculo “Mais Democracia”, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca e do I3S do Porto (Instituto de Investigação e Inovação em Saúde) teve lugar nos dias 18 e 19 de dezembro a realização das primeiras Jornadas de Ciência de Arouca.

Esta iniciativa permitiu o encontro de várias gerações de cientistas que iniciaram o seu gosto pela ciência e a sua caminhada de investigação na Escola Secundária de Arouca e que hoje continuam o seu trabalho de investigadores, nas mais diversas áreas, em instituições universitárias, não só nacionais, como também internacionais.

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Investigadores arouquenses no mundo

De entre os muitos jovens arouquenses que optaram pela investigação nos mais diversos campos da ciência, 14 deles, ao longo de dois painéis, apresentaram ao público, que enchia o auditório da Loja de Turismo Interativo, os seus projectos de investigação, bem como o percurso académico que fizeram, não só dentro como fora do País.

Nestes dois painéis sobre “investigadores arouquenses no mundo” e que foram moderados por dois investigadores do I3S,Manuel Sobrinho Simões e Raquel Seruca, foram apresentados projectos, não apenas no âmbito da biologia e da microbiologia, como também da biologia vegetal, da biologia molecular de plantas, da biodiversidade e da geoconservação.

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Num segundo painel, a que se juntou como moderador João Sanches, os projectos apresentados situavam-se numa outra área da ciência, nomeadamente da física e da química. Projetos sobre a teoria da relatividade geral, sobre as propriedades quânticas da matéria, sobre as redes ópticas e sobre o contributo da informática no tratamento de doenças neurológicas, foram algumas das apresentações que constituíram este segundo painel.

Nestes diversos projectos apresentados estão implicadas várias universidades portuguesas tais como a Universidade do Minho, a Universidade do Porto, Universidade Católica, a Universidade de Aveiro, Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e outras.

No final dos painéis que mostraram a grande qualidade dos intervenientes e dos seus projetos, bem como a riqueza da sua partilha de conhecimentos, teve lugar um interessante momento de debate que foi muito participado e no qual foram colocadas questões muito pertinentes.

Embora muito intensa, a tarde deste 1º dia das Jornadas de Ciência de Arouca terminou com uma conferência proferida pelo cientista Alexandre Quintanilha que abordou o tema “Ciência, ambiente e sustentabilidade”, fazendo uma interessante reflexão sobre os desenvolvimentos da humanidade, nos últimos 70 anos.

Oficina da Ciência

Um dos momentos altos destas Jornadas de Ciência de Arouca foi a inauguração da Oficina da Ciência, pelo Eng. Ilídio Pinho, presidente da Fundação que criou em 2002, com o objetivo de “promover a ciência e a inovação” e de apoiar a “formação científica das novas gerações” através do Prémio “Ciência na Escola”. Esta oficina tem um laboratório com o nome de Ilídio Pinho em homenagem ao incentivo que a sua Fundação tem dado à investigação científica dos alunos deste Agrupamento.

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“Tenho dado Arouca como exemplo de uma escola onde se cria uma cultura dos empresários do conhecimento. Não basta investigar, é preciso criar”, disse Ilídio Pinho na inauguração desta Oficina de Ciência.

O dia terminou com um jantar no refeitório da Escola Secundária e que foi musicalmente animado com a participação de diversos alunos músicos.

No programa estava ainda prevista uma sessão de astronomia que só não se realizou devido ao adiantado da hora a que o jantar terminou.

Futuros cientistas da Escola Secundária

A manhã do segundo dia destas Jornadas de Ciência foi quase toda ela ocupada com a apresentação de projectos científicos desenvolvidos por alunos da Escola Secundária nos dois últimos anos.

Moderado por outro cientista arouquense, Jorge Gonçalves, professor Catedrático da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, por este painel passaram 9 jovens cientistas da ESA que surpreenderam todo o auditório com a sua capacidade comunicativa da mensagem científica, face à falha de energia que impediu a projecção de imagens durante a sua apresentação.

Durante a sua comunicação, quase na penumbra, foram referidas por vários dos jovens cientistas as vantagens da Oficina da Ciência que funciona na ESA desde 2004  e que muito contribuiu, não só para lhes despertar a curiosidade científica, como também lhes forneceu importantes requisitos científicos para o ingresso na Universidade.

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No debate que se seguiu várias referências foram feitas sobre o estímulo científico que existe na escola e sobre os professores que têm estado por detrás do percurso científico destes jovens cientistas, sendo quase todos unânimes em referir o nome do professor Filipe Ressurreição.

Refira-se que antes deste brilhante painel teve lugar um outro subordinado ao tema “Da literatura à ciência”, moderado por outra ilustre arouquense, Maria de Lurdes Correia Fernandes, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Duas excelentes comunicações constituíram este painel. Uma sobre  “A voz dos silenciados” proferida pelo escritor norte americano, Richard Zimler, professor de jornalismo a viver no Porto com dupla nacionalidade . A outra comunicação “Das Artes à Ciência” foi proferida por Júlio Borlido Santos, biólogo e comunicador de Ciência.

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Workshops

Com o anfiteatro da Loja Interativa de Turismo sempre bem concorrido, ao longo destas Jornadas de Ciência de Arouca e não apenas por cientistas, professores e alunos, mas também por público em geral que quiseram conhecer o que os jovens cientistas arouquenses estão a investigar nas diversas áreas do conhecimento, estas Jornadas terminaram com a realização de diversos Workshops científicos montados no terreiro da Rainha Santa Mafalda e subordinados ao tema “Entender a ciência”.

Com o objectivo de estimular a curiosidade e fomentar a experimentação lúdico-pedagógica estes workshops mostraram ao vivo noções de robótica, conceitos de estabilidade e aerodinâmica, observação microscópica, jogos sobre o poder das ondas cerebrais e muitas outras actividades de cariz científico.

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Considerando que uma grande parte dos participantes neste evento era constituído por docentes do Agrupamento de Escolas de Arouca, o Centro de Formação de Professores AVCOA quis também associar-se  a estas Jornadas prontificando-se a certificar a presença de todos aqueles docentes que nelas participaram.

Perante o sucesso desta iniciativa e face aos diversos prémios com que os alunos do Agrupamento de escolas de Arouca têm sido distinguidos,  a sua Diretora, Adília Cruz, reafirmou  a vontade em continuar “a promover o conhecimento científico, no estímulo à criatividade, à curiosidade e à descoberta, na revelação de novos talentos que se vêm juntar a tantos que aqui temos hoje”.

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Refira-se, finalmente, a elaboração de um dossier, com excelente qualidade gráfica, contendo o percurso académico e científico de todos os intervenientes nestas I Jornadas de Ciência em Arouca, bem como uma relação dos prémios e participações internacionais de numerosos alunos deste Agrupamento de Escolas, desde 2004 a 2015.

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Publicado no semanário “Discurso Directo” nº386  de 31 de dezembro de 2015

José Cerca

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