PENTAX DIGITAL CAMERARetrato a óleo do Prof.Dr. Arnaldo Cardoso de Pinho da autoria de José Maia

A Câmara Municipal do Porto, durante a sessão solene comemorativa do 25 de abril, vai atribuir ao Prof.Dr. Arnaldo Cardoso de Pinho, a Medalha de Honra Municipal, a mais alta condecoração do conjunto de medalhas atribuídas anualmente por aquele Município. A Medalha de Honra visa “galardoar quem tenha prestado à cidade do Porto serviços ou concedidos benefícios de excecional relevância ou se tenha distinguido pelo seu valor, em qualquer ramo da atividade humana”.

São várias as personalidades que irão ser agraciadas pela Câmara Municipal do Porto este ano. Entre elas está o arouquense Cónego Arnaldo Cardoso de Pinho, professor  da Universidade Católica, recentemente  jubilado, membro do cabido da Sé do Porto e, atualmente, Juiz da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca.  Ser-lhe-á entregue, no próximo dia 25 de Abril,  a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), segundo informações que recolhemos no semanário diocesano, Voz Portucalense.

Refira-se que no passado dia 14 de Outubro a Real Irmandade da rainha Santa Mafalda organizou uma homenagem pública ao seu Juiz, o Prof. Dr. Arnaldo Pinho.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº253 de 19 de abrilde 2013

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AROUCA CELEBRA O DIA VICARIAL DA FAMILIA

por jcerca em 15 de Abril de 2013

Com a presença do Bispo auxiliar do Porto, D.João Lavrador, realizou-se em Arouca, no passado domingo, 14 de abril, o Dia Vicarial da Família, no qual foram homenageados cerca de 70 casais das diversas comunidades paroquiais da Vigararia de Arouca-Vale de Cambra e que no corrente ano celebram o seu jubileu matrimonial.

No salão de festas dos Bombeiros Voluntários de Arouca teve lugar um momento de testemunho dado por três casais de diferentes idades. Nesses testemunhos foi evocado, pelo casal mais idoso, o ambiente social, cultural e religioso quer da sua infância e juventude, quer da sua vida familiar como pais e avós, assinalando a evolução vivida antes e após o Concilio Vaticano II.

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O segundo casal, com 10 anos de vida matrimonial, testemunhou o seu percurso de fé e as suas vivências religiosas através no envolvimento nas diversas atividades da comunidade paroquial  a que pertence, tendo focado a importância do exemplo dos pais na caminhada de fé dos seus filhos.

O casal mais jovem referiu a importância que  o grupo dos Convívios Fraternos e dos Caminhos de Taizé tiveram  para o crescimento e amadurecimento da sua fé.

Finalmente, o testemunho de duas irmãs adolescentes de 11 e 13 anos que referiram o seu ainda pequeno percurso de fé através da caminhada na família a que pertencem e na comunidade paroquial em que estão ativamente integradas. Terminaram o seu testemunho com um pequeno canto aplaudido por toda a assembleia que enchia o salão de festas dos Bombeiros.

Estes testemunhos foram intercalados com dois momentos musicais levados a cabo pelo grupo de cantas e  cramois do Conjunto Etnográfico de Moldes que, nas suas atuações, oferecem sempre um cenário de beleza e harmonia, através dos seus belos trajes e das melodiosas vozes das sete mulheres que compõem este grupo de cantos tradicionais de Arouca.

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Após este primeiro momento seguiu-se a Celebração da Eucaristia na Igreja do Mosteiro de Arouca que foi presidida por D.João Lavrador, acompanhado de todos os párocos e diáconos permanentes em serviço na Vigararia.

Durante a celebração teve lugar a renovação do compromisso matrimonial dos casais jubilados.

Durante a homilia, D.João Lavrador referiu que “a familia, constituída a partir do matrimónio entre uma mulher e um homem, é uma instituição de ordem natural. Deixada apenas à simples iniciativa humana, ela torna-se difícil de aguentar e promover. A prova-lo está a realidade cultural que hoje destrói o matrimónio e a família.”

Referindo o ataque aos valores sublimes da família, o Bispo auxiliar do Porto reconheceu a necessidade imperiosa de reabilitar a família, mas – afirmou – “ela não acontecerá sem nos alicerçarmos nesta visão renovada do amor purificado, livre já de qualquer egoísmo, individualismo, da prisão de interesse material, do acorrentar das alienações culturais e legislativas.”

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Refira-se que esta celebração eucarística foi animada pelos diversos coros das comunidade cristãs de Vigararia, dirigidos por Ivo Brandão e acompanhados ao órgão de tubos pelo organista titular Nicolas Roger.

PENTAX DIGITAL CAMERANo final da celebração foi entregue a cada casal jubilado um diploma, tendo o bispo auxiliar do Porto feito um apelo para que estes casais possam também estar presentes no dia Diocesano da Família a ter lugar em Penafiel.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº253 de 19 abril de  2013

Publicado no semanário “Voz Portucalense” nº15 de 17 de abril de 2013

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Acantonamento ADS em Moldes

por jcerca em 25 de Março de 2013

Embora sem o apoio da meteorologia, o grupo dos ADS do Movimento Juvenil Salesiano de Arouca realizou o seu acantonamento de Páscoa, em Moldes, durante o passado fim-de-semana.

Por entre momentos de sol e de aguaceiros, próprio do tempo de março, para lá nos dirigimos a pé, na tarde de 6ª feira, acompanhados de alguns dos nossos animadores.

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O ano passado o local escolhido para o nosso acantonamento da Páscoa foi Ponte de Telhe. Gostámos da experiência e quisemos repeti-la este ano, junto da comunidade de Moldes, graças ao apoio e incentivo dos nossos animadores.

O nosso Papa Francisco, antigo aluno salesiano, quer ensinar-nos o lema de vida franciscano, viver em “Paz e Bem” e este acantonamento veio também ajudar-nos a seguir esse lema de vida.

ADS_Moldes02Nesse acantonamento que teve lugar nas instalações da Casa Paroquial e na sede da Junta de Freguesia, tivemos momentos de convívio, de reflexão, de oração, de contato com a natureza, embora fria e chuvosa, e também momentos de interação com a população, nomeadamente visitando alguns doentes da localidade.

 

ADS_Moldes01Visitámos alguns idosos da freguesia que cantaram cantigas e contaram histórias do seu tempo, conversámos e trocámos ideias, realizámos uma Via Sacra na noite de sábado, participámos na Missa de Ramos e, à boa maneira de D. Bosco, divulgámos a boa imprensa, vendendo, no final da Missa, o livro “Rezar na Páscoa” das Edições Salesianas. No domingo tivemos um almoço partilhado com o Grupo de Jovens de Moldes e durante a tarde fizemos, em conjunto, uma reflexão alusiva à Páscoa e divertimo-nos com alguns jogos de dinâmica de grupo que também partilhámos.

Apesar das condições meteorológicas pouco favoráveis, isso não impediu que este IV acantonamento da Páscoa tenha deixado de ser mais um momento importante na história do nosso grupo dos ADS.

Aos nossos animadores que nos apoiaram e incentivaram, ao grupo de jovens que connosco partilhou algumas atividades e à comunidade cristã de Moldes e ao seu pároco, o Pe. Pedro, que tão bem nos acolheram, o nosso obrigado pascal.

O grupo ADS do MJS

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº250 de 28 de março de 2013

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Missa sem padre, mas com maestro

por jcerca em 17 de Março de 2013

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Não teve celebrante, mas teve maestro esta “Missa Brevis” do compositor  Jacob De Haan que constituiu o Concerto de Páscoa, embora realizado em plena Quaresma e que teve lugar no sábado, 16 de março, na igreja do Mosteiro de Arouca.

Nascido na Holanda, em 1959, Jacob De Haan é um dos mais populares compositores atuais para sopros e cujas peças têm atingido fama mundial.

Uma dessas peças é a “Missa Brevis” que foi “concelebrada” pelo Orfeão de Arouca, pelo Coro de Câmara de S.João da Madeira e pela orquestra de sopros da Academia de Música de Arouca, sob a regência do maestro Alcides Paiva, professor dessa Escola.

Composta  por 35 elementos muito jovens, esta foi a primeira vez que a Orquestra de sopros da Academia atuou em conjunto com grupos corais e o resultado parece ter sido muito auspicioso, pelo que se espera desta promissora  banda um papel importante na dinamização musical de Arouca, concelho onde a música representa uma importante mais valia cultural, formativa e recreativa.

Concero Pascoa 02

No final desta “Missa Brevis” e após um breve momento de “ação de graças” em que o público ovacionou a interpretação destas três coletividades que levaram a efeito este Concerto de Páscoa, foi de novo interpretado o “Benedictus”, agora sob a regência de Joana Castro, do Coro de Câmara de S.João da Madeira.

E como não há Missa sem flores, mesmo estando-se em período quaresmal, foi oferecido aos dirigentes das três coletividades um ramo de flores como agradecimento por este momento de arte musical, quer vocal, quer instrumental, que em conjunto e de uma maneira muito harmoniosa, ofereceram ao numeroso público presente na ampla igreja do Mosteiro de Arouca.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº249 de 22 de março de 2013

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Francisco, um papa do fim do Mundo

por jcerca em 14 de Março de 2013

Eram 18.06h, hora de Lisboa, quando, finalmente, surgiu na mais famosa chaminé do mundo, o tão desejado fumo branco.

Em poucos minutos a notícia espalhou-se por todo o mundo, já de si com os olhos postos no Vaticano, desde que Bento XVI formalizara a sua resignação, no dia 28 de fevereiro.

Durante cerca de uma hora o mundo esteve suspenso à espera de saber o nome, o rosto e a nacionalidade do novo Sumo Pontífice.

Francisco I

Por volta das 19.06h o Cardeal Jean-Louis Tauran anunciava, em latim, o nome do novo papa: Jorge Mário Bergoglio, de 76 anos, arcebispo de Buenos Aires na Argentina e que adotou o nome de Francisco.

Quando o novo Papa apareceu às 19.22h na janela da varanda do Vaticano foi recebido por uma enorme aclamação da multidão que o aguardava na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Refira-se que esta escolha surgiu no segundo dia de conclave, à quinta votação, sendo curioso que o Papa agora eleito, foi o segundo Cardeal mais votado no anterior Conclave que, elegeu Bento XVI  em Abril de 2005.

Francisco

Até ao século VI, todos os Papas usaram o seu nome de batismo. O primeiro a mudar de nome depois de São Pedro foi Mercúrio, que adotou o nome João II.

Papa franciscoI

A escolha do nome do novo Papa imprime, quase sempre, uma marca de atuação ao novo pontificado e, neste caso, a escolha de Francisco para o novo Papa remete, de imediato, para a figura de S.Francisco de Assis, figura marcante na história da Igreja e na renovação do Catolicismo no sec.XIII. Aliás, a primeira aparição de Francisco  perante a praça de S.Pedro em Roma e perante o Mundo, através dos meios de comunicação social, pode ser caraterizada por uma atitude de simplicidade, de serenidade e de humildade tão caraterísticas do “Poverello” de Assis.

Por outro lado, sendo Jesuíta, o nome de Francisco poderá também remeter para o grande missionário do Oriente que foi S. Francisco Xavier.

De qualquer modo, quer a marca da evangelização expressa no Missionário jesuíta do Oriente, quer a referência aos símbolos da harmonia cósmica, da fraternidade e da paz universal, tão ligadas ao franciscano de Assis, marcarão certamente a atuação do  Pontificado deste 266.º Papa da Igreja Católica e 1º Papa da América do Sul.

Deseuropeização da Igreja

Sendo a Igreja Católica a instituição mais universal do Mundo, a escolha de um cardeal argentino como primeiro Papa da América Latina é, certamente, mais um dos sinais dos tempos que, na opinião do Bispo do Porto, D.Manuel Clemente, assinala uma certa tendência para aquilo a que ele chamou a  “deseuropeização da Igreja” que trará também benefícios para a própria Europa atravessada por um crise, não apenas económica , mas também de valores e de identidade cultural.

A IGREJA CATÓLICA É UMA BARCA

É óbvio que não será fácil para este papa da América latina governar a Igreja a partir do Vaticano. O enorme conjunto de questões que tem atravessado, sobretudo os dois últimos papados, não lhe passarão ao lado e ele está, não só bem consciente dessas dificuldades, como também convicto da necessidade dos dons do Espírito Santo para o ajudarem a governar a barca de Pedro.

Facto inédito, em início de pontificado, foi o gesto de Francisco , antes de dar a sua primeira bênção “urbi et orbi” ao povo de Deus que o esperava na praça de S.Pedro, e ao mundo, iniciar os primeiros momentos do seu pontificado, com as orações mais universais da Igreja Católica, bem como o gesto de pedir  uma oração em silêncio para si, enquanto inclinava humildemente a cabeça na janela do Vaticano.

E a verdade é que o novo Papa vai precisar, e muito, da oração do Povo de Deus e da Luz do Espírito Santo, para o ajudar a conduzir a barca de Pedro por entre  as vagas alterosas em que ela tem navegado e face a um mundo tão conturbado e  em grandes transformações a todos os níveis.

A escolha de um Papa com o perfil, a cultura, a espiritualidade e a visão pastoral de Francisco I será certamente um sinal de esperança para a Igreja e para o Mundo.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº249 de 22 de março de 2013

 

 

 

 

 

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